Melhorando a cada performance – deu um vareio na areia e fez bom terceiro em Listed na semana do Brasil -, Padoca, praticamente de ponta, prevaleceu nos 1.000 metros, grama pesada e com quatro metros de cerca móvel do Clássico Sabinus (L.).
A homenagem do JCB ao animal de criação e propriedade de Júlio Cápua, múltiplo ganhador clássico no Brasil e com colocações nobres, na França e nos EUA, foi um dos destaques da reunião do domingo, 12 de julho, no Hipódromo da Gávea.
Na partida, Ungaré sobrou para a última colocação e Padoca pulou na frente. Estreando, o tordilho Footloose embalou pelo interno da raia, emparelhando com a ponteira. Princess Kentucky, Ultra Show, Urgent Matter, Velvet Revolver e Ungaré eram os próximos.
Na reta final, os competidores espaçaram-se pelo gramado carioca. Por dentro, Footloose era o primeiro. Aberta – movimento que seu piloto levou-a a fazer ainda no prolongamento da reta -, Padoca trazia boa ação e atacava o animal do Haras Legacy. Ultra Show, Princess Kentucky, Velvet Revolver e Urgent Matter tentavam melhorar, assim como Ungaré.
Bastante aberta, contando com a ótima percepção do experiente Waldomiro Blandi – perfeito no dorso da ganhadora -, Padoca tomou conta da situação e rumou para o espelho, em êxito firme. Ungaré veio de longe para ficar com a segunda colocação. Urgent Matter, Velvet Revolver e Colina Histórica comnpletaram o placar. Os três favoritos de pedra, Ultra Show, Princess Kentucy e Footlose, na ordem, terminaram descolocados.
Muito bem apresentada por Jaime Moniz Barreto de Aragão, Padoca é uma 3 anos, filha de Chronnos e Garota Carioca (Mineshaft), criada pelo Haras Anderson e defensora da Coudelaria Atafona.
Na sua segunda vitória, a primeira nobre, Padoca congelou os cronômetros em 57s80.
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Por Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli
