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Orsenigo, um dos grandes da criação nacional

Blind Ambition Chegada postNeste domingo, 01 de março, o Jockey Club Brasileiro homenageia o garanhão italiano Orsenigo, com a realização de um Listed em 1.000 metros na pista de grama.

Foram inscritos apenas cinco competidores, entre eles a melhor velocista da atualidade, Blind Ambiton (Haras Santa Maria de Araras), que enfrenta: Vizir de Bagé (Sinval Domingues de Araújo); Viva-Voz (Haras Praça XV); Torpedaço (Haras The Best); e Desejado Put (Stud Alvarenga).

Importado pelo Haras Guanabara, dos irmãos Seabra, Orsenigo, um filho de Oleander e Ostana, por Havresac, foi o primeiro reprodutor trazido para o Brasil no regime de “shuttle”.  Em pouco tempo em nosso pais, não chegou a fazer três temporadas completas (os irmãos tentaram ficar com ele por mais uma, mas os italianos não o quiseram), Orsenigo, craque nas pistas, campeão do Derby Italiano, do Gran Premio di Roma, do Gran Premio di Milano, do Gran Premio d’Italia, do Premio Emanuele Filiberto, do Criterium Nazionale, do Criterium di Roma, do Premio Natale di Roma, do Premio Ambrosiano, do Premio Primi Passi etc..,venceu dos 1.200m aos 3.000m, produziu alguns dos maiores animais que passaram por nossas pistas (por isso, deve ser considerado como dos mais importantes garanhões que por aqui passaram).

A sua geração (a última) 1955 foi brilhantíssima porque nela se leem os nomes de:

Escorial (Escoa, por British Empire), atuou por três temporadas nas pistas. Em sua estréia, no Hipódromo de Cidade Jardim, venceu uma carreira destinada a produtos inéditos, o Prêmio Raphael de Barros Filho, em 1.000m. Na Gávea, em 1959, venceu os GGPPs Outono, Cruzeiro do Sul e Distrito Federal, tornando-se o quinto tríplice coroado do turfe carioca, além dos GGPP Imprensa, em Cidade Jardim, Jockey Club Brasileiro e Guanabara, na Gávea. Ainda em 59, finalizou em terceiro no GP Derby Sulamericano, para Atlas e Gaudeamus, em quarto no GP Brasil de Narvik (após um percurso que o seu próprio piloto, o grande Francisco Irigoyen, dizia ter sido dos mais infelizes a partir de um lance no meio da grande curva) e levantou o GP Carlos Pellegrini, em San Isidro, na distância dos 3.000 metros, derrotando o também brasileiro Narvik, na primeira grande vitória internacional da criação brasileira. No ano seguinte, conquistou os 2.400 metros o GP Internacional 25 de Mayo, também em San Isidro, superando o igualmente nacional Farwell (até então invicto) e a segunda colocação no GP Brasil vencido pelo supracitado Farwell. Animal ganhador entre os 1.000 e os 3.200, é, com certeza um dos maiores da história do nosso turfe, para muitos o maior;

Lohengrin (Loretta, por Hunter’s Moon), segundo para Escorial no GP Cruzeiro do Sul derrotando o craque Gaudeamus, e primeiro no GP Dezesseis de Julho, em marca recorde sulamericana, batendo o seu companheiro de criação Endymion, defensor das cores de Kenneth McCrimmon, classic sire no Peru;

Emocion (Empeñosa, por Full Sail), ganhadora do GP Diana tanto na Gávea quanto em Cidade Jardim, ascendente de craques como Embuche, Emerald Hill e Colina Verde, entre outros.

Caucaso (Cantata, por Ruler) campeão do Grande Prêmio Ipiranga de 1958.

Por Fernando Lopes com Assessoria da Gerência de Turfe – foto: Internet

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