A joqueta Victoria Mota, aos 19 anos de idade e montando na Gávea desde 2016, terá este ano a primeira oportunidade de atuar na maior prova do turfe nacional, o Grande Prêmio Brasil (G1), neste próximo domingo, 10 de junho.
Dona de 163 vitórias, a jovem carioca saiu da Escolinha em fevereiro de 2018 – na EPT conquistou 150 triunfos – ocupa a décima colocação na estatística de pilotos do concorridíssimo turfe carioca com 59 êxitos.
Victoria irá pilotar El Zorro (Stud B L) no Brasil, animal treinado por Venâncio Nahid já conhecendo as emoções de atuar numa prova de graduação máxima, pois duas carreiras antes montará o promissor Black Cello, também do Stud B L.
Uma filha de Alex Mota e Juliana Dias, por Odir Jorge Menezes Dias, nascida e criada no JCB, Victoria tem o turfe em seu DNA e fala sobre atuar na mais importante prova do país:
“Posso dizer que não estou nervosa, mas estou bastante animada para que o domingo chegue logo. Desde quando resolvi que seria joqueta, participar do GP Brasil sempre foi um sonho e um objetivo.
O El Zorro está tinindo e trabalhando muito bem. Chegou descolocado na preparatória, mas a apenas quatro corpos do primeiro colocado. Como não será um dos mais visados do páreo, poderei corrê-lo sem a preocupação de estar sendo vigiada pelos rivais. Com isso, quem sabe não os surpreendo. Acredito que ele fará uma boa corrida.
Um pouco antes montarei o Black Cello que tem mostrado um ótimo padrão e, assim como o El Zorro, a pista se estiver pesada não será um problema para ele. O Bacello (irmão inteiro de Black Cello) tem vitória em G3 numa pista anormal. Portanto, é fazer tudo certinho para mais uma grande performance daquele que considero minha melhor montaria na semana.
Queria aproveitar e agradecer toda a confiança da equipe do Stud B L, não só os Belochs, mas também o Venâncio Nahid, por confiarem em meu trabalho e me darem estas ótimas oportunidades para poder mostrar que posso fazer o mesmo ou até melhor que os jóqueis. Espero sempre poder retribuir essa confiança nas pistas, fazendo jus ao meu nome, com vitórias.“
por Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli
