

{"id":97023,"date":"2016-11-02T13:00:09","date_gmt":"2016-11-02T15:00:09","guid":{"rendered":"\/home\/?p=97023"},"modified":"2016-11-01T16:07:19","modified_gmt":"2016-11-01T18:07:19","slug":"as-mulheres-no-jcb-milton-lodi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/noticias\/97023\/as-mulheres-no-jcb-milton-lodi\/","title":{"rendered":"As mulheres no JCB (Milton Lodi)"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: medium;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 J\u00e1 h\u00e1 alguns anos, n\u00e3o poucos, que as mulheres est\u00e3o assumindo posi\u00e7\u00f5es importantes no turfe mundial. Em muitos pa\u00edses, \u00e9 grande o n\u00famero de mulheres que trabalham como cavalari\u00e7as, especialmente nos Estados Unidos. H\u00e1 mulheres treinadoras e tamb\u00e9m joquetas. No Jockey Club Brasileiro, de 1950, Inah de Moraes foi talvez a primeira treinadora. Casada com um intelectual das letras e da pol\u00edtica, cuidava de uns tantos animais. Ela era tamb\u00e9m jornalista, escrevia em jornais sempre sobre turfe, e com estilo agressivo e contundente, criticava violentamente o ent\u00e3o Presidente do JCB, que durante cerca de 40 anos dominou o cen\u00e1rio turf\u00edstico carioca, quase sempre na Presid\u00eancia e ocasionalmente atrav\u00e9s de homens de bem mais que na verdade funcionavam como simples marionetes, enquanto o verdadeiro comandante figurava como vice-presidente. Era uma forma equivocada de n\u00e3o mostrar que ele era na verdade o dono da festa. Muitos dos Diretores eram homens de bem, respeit\u00e1veis e respeitados, mas que sabiam que l\u00e1 estavam para seguir as instru\u00e7\u00f5es de quem na realidade mandava. Nem sempre mandava bem, mas mesmo sem contar com o apoio dos verdadeiros interessados, os propriet\u00e1rios de cavalos e os treinadores, contava com a maioria do quadro social. Como menos de 10% dos s\u00f3cios do JCB tem interesse pelo turfe, a esmagadora maioria apoiava inconscientemente da ent\u00e3o realidade, o representante da tradi\u00e7\u00e3o turf\u00edstica. E assim a Diretoria do JCB era um alvo f\u00e1cil para a treinadora e jornalista Inah de Moraes, que com a sua pena ferina discordava, quase sempre com raz\u00e3o, e apelidos jocosos procurava ridicularizar Diretores do Clube. Muitas vezes sofreu puni\u00e7\u00f5es, foi at\u00e9 mesmo proibida temporariamente de entrar nas depend\u00eancias do JCB, o que fazia enfurec\u00ea-la ainda mais. Era uma mulher que havia freq\u00fcentado bons col\u00e9gios, mas a sua paix\u00e3o por um bom turfe a tirava do s\u00e9rio, e ela expressava as suas opini\u00f5es desassombradamente. D. Inah de Moraes marcou a sua passagem pelo turfe carioca. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\">Com o passar dos tempos, uma ou outra mulher eventualmente surgia como treinadora. Claudia Cury, casada com o treinador Leopoldo Jos\u00e9 Cury, por sinal dos melhores, antes de abandonar a profiss\u00e3o, teve muitos bons momentos, teve o seu brilho pr\u00f3prio. Simultaneamente com o seu abandono da profiss\u00e3o, surgiu uma irm\u00e3 dela, Cristina Rezende, que \u00e9 hoje sem favor um dos principais nomes de sua profiss\u00e3o na G\u00e1vea. Merece a confian\u00e7a de propriet\u00e1rios que lhe entregam aos seus cuidados cerca de 50 animais, \u00e9 freq\u00fcente ganhadora. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\">No que diz respeito \u00e0 joquetas, a primeira a despontar com boa qualidade foi a ga\u00facha Suzana Davis, que ap\u00f3s marcar a sua presen\u00e7a com muita qualidade, e isso por um bom tempo, terminou se aposentando da profiss\u00e3o e, j\u00e1 h\u00e1 muitos anos, \u00e9 a competente ju\u00edza de partidas do Jockey Club do Rio Grande do Sul. Entre as que mais se sobressa\u00edram nos quatros principais Hip\u00f3dromos Brasileiros, at\u00e9 2015, dois destaques, Josiane Gulart e Jeane Alves, a primeira em todos os hip\u00f3dromos que passou, inclusive defendendo o Brasil em promo\u00e7\u00f5es internacionais com expressivas vit\u00f3rias, e a segunda tendo se firmado como uma \u00f3tima op\u00e7\u00e3o, mesmo ante dos melhores j\u00f3queis de Cidade Jardim terem migrado para Buenos Aires e para a G\u00e1vea. No \u00faltimo trimestre de 2015, a extraordin\u00e1ria Josiane Gulart parou por quase um ano, pois entendeu de ter um filho. Nasceu em junho de 2016 a menina Helo\u00edsa, que tem como pai o competente j\u00f3quei Vagner Leal, marido de Josiane. Quando Josiane Gulart voltou a montar, e na G\u00e1vea, para onde ela e o marido haviam se transferido de Cidade Jardim, isso no m\u00eas de setembro de 2016, ela encontrou uma joqueta novata, uma verdadeira estrela, que com 17 anos de idade, filha do mais do que bom Alex Mota, que nas duas primeiras semanas como joqueta venceu 10 p\u00e1reos. <a href=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2016\/08\/vick1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-88969 alignleft\" alt=\"vick1\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2016\/08\/vick1-300x200.jpg\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a>Um feito na verdade extraordin\u00e1rio. Enquanto Josiane Gulart foi recuperando a sua forma f\u00edsica e t\u00e9cnica, Vit\u00f3ria Mota seguiu ganhando muito, e antes do fim de outubro j\u00e1 estava com mais de 40 vit\u00f3rias. Mas Josiane j\u00e1 voltou \u00e0 antiga forma, montando at\u00e9 com 52 kg, encontrando a menina Vit\u00f3ria, bem pequena e com 1 metro e 51 de altura, fazendo folgados 50 kg. As joquetas Josiane Gulart e Vit\u00f3ria Mota, j\u00e1 est\u00e3o marcando com louvor as suas presen\u00e7as no turfe carioca. Josiane Gulart, com sua alta classe e experi\u00eancia, e Vit\u00f3ria Mota, com suas qualidades e ainda tendo como professores na Escola de J\u00f3queis do JCB os \u00f3timos Marcelo Cardoso e Jos\u00e9 Machado Filho, e ainda em casa com o pai, Alex Mota, sem favor um dos melhores j\u00f3queis que j\u00e1 passaram pelas pistas brasileiras, as duas est\u00e3o acima do padr\u00e3o t\u00e9cnico m\u00e9dio do seleto grupo de j\u00f3queis que atuam no Hip\u00f3dromo da G\u00e1vea. No que diz respeito \u00e0s veterin\u00e1rias, cerca de meia d\u00fazia atendem n\u00e3o s\u00f3 os animais alojados no Hip\u00f3dromo como tamb\u00e9m os dos Centros de Treinamento. Apenas para citar, Carolina Regis e Cristina Vieira s\u00e3o as mais atuantes, mas M\u00e1rcia Ramos e Adriana Lioli tamb\u00e9m figuram com destaque.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 De um modo geral, admitindo por simples lapso de mem\u00f3ria, ter omitido involuntariamente um ou outro nome, esse \u00e9, no meu entender, o panorama feminino no JCB. As mulheres est\u00e3o aos poucos ingressando no universo do turfe, e de um modo geral com qualidades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 J\u00e1 h\u00e1 alguns anos, n\u00e3o poucos, que as mulheres est\u00e3o assumindo posi\u00e7\u00f5es importantes no turfe mundial. 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