

{"id":87335,"date":"2016-07-13T14:00:01","date_gmt":"2016-07-13T17:00:01","guid":{"rendered":"\/home\/?p=87335"},"modified":"2016-07-19T14:25:20","modified_gmt":"2016-07-19T17:25:20","slug":"personagens-do-jockey-dilson-silva-a-unanimidade-em-pessoa-do-jockey-club-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/noticias\/87335\/personagens-do-jockey-dilson-silva-a-unanimidade-em-pessoa-do-jockey-club-brasileiro\/","title":{"rendered":"Personagens do Jockey: Dilson Silva, a unanimidade em pessoa do Jockey Club Brasileiro"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: large;\"><a href=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2016\/07\/dilson-14.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-87343\" alt=\"dilson (14)\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2016\/07\/dilson-14-1024x610.jpg\" width=\"1024\" height=\"610\" \/><\/a>&#8220;Toda unanimidade \u00e9 burra.&#8221; A frase dita pelo jornalista, escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues se aplica para diversos setores e at\u00e9 mesmo pessoas de nossa sociedade. Em pouqu\u00edssimas situa\u00e7\u00f5es podemos ousar em dizer que a frase torna-se obsoleta e sem sentido. E um desses dif\u00edceis casos se chama Dilson Silva, 61 anos, 22 de puro amor e dedica\u00e7\u00e3o ao Jockey Club Brasileiro. N\u00e3o h\u00e1 algu\u00e9m que frequente as depend\u00eancias do clube que tenha algo que desabone tudo o que se refere ao trabalho e ao ser humano deste divertido e boa pra\u00e7a funcion\u00e1rio da Secretaria da Comiss\u00e3o de Corridas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Dilson \u00e9 mais um personagem a ter a hist\u00f3ria contada no site do JCB. Hist\u00f3ria esta que come\u00e7ou em mar\u00e7o de 1994 e tinha tudo para dar errado, como ele mesmo diz. Com o aux\u00edlio de Jos\u00e9 Ronaldo, antigo dono da empresa J. Carneiro, Dilson ingressou no Jockey, mas sem carteira assinada. Sua fun\u00e7\u00e3o? Digitador.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">&#8211; Eu trabalhava em uma confec\u00e7\u00e3o\u00a0<\/span><span style=\"font-size: large;\">quando recebi o convite. Eu s\u00f3 vim aqui para digitar todos esses certificados, era muita coisa. Lembro bem que tinha uma menina aqui, chamavam ela de Mudinha, pois ela n\u00e3o falava. Tiraram ela e eu acabei entrando no lugar. No in\u00edcio eu pensei que nem iria ficar, pois eu n\u00e3o tinha carteira assinada. Trabalhava de ter\u00e7a \u00e0 sexta s\u00f3 fazendo este trabalho. Como algumas coisas digitais estavam sendo implantadas, achei que seria mandado embora. Mas assinaram minha carteira um pouco mais de dois meses ap\u00f3s eu ter entrado. Fiquei muito feliz como estou at\u00e9 hoje &#8211; disse.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Como todo brasileiro, Dilson sempre usou a intelig\u00eancia a seu favor. De olho nas demandas gastron\u00f4micas que os seus ent\u00e3o colegas de trabalho tinham, ele passou a fazer uma outra fun\u00e7\u00e3o (paralela) aqui dentro do JCB, a de &#8220;camel\u00f4&#8221;.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">&#8211; Trabalho desde os 14 anos e sempre tive responsabilidade, sempre gostei de ganhar um dinheiro por fora, de vender coisas.\u00a0Eu\u00a0vinha do Centro do Rio e trazia muita coisa. Chocolates, doces, bebidas (mates e refrigerantes) e o pessoal comprava muito. Tinha at\u00e9 encomenda, o pessoal encomendava bastante comigo. Com isso, eu complementava a renda e ainda agradava os meus colegas de trabalho &#8211; revelou.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: large;\">Confira a entrevista completa com Dilson Silva\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2016\/07\/dilson-18.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-87346 alignleft\" alt=\"dilson (18)\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2016\/07\/dilson-18-300x168.jpg\" width=\"300\" height=\"168\" \/><\/a>IN\u00cdCIO NO JOCKEY<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">&#8211; Eu trabalhava em uma confec\u00e7\u00e3o quando recebi o convite atrav\u00e9s do Jos\u00e9 Ronaldo, que era dono da empresa J. Carneiro. Eu s\u00f3 vim aqui para digitar todos esses certificados, era muita coisa, mas aceitei o convite, pois nunca fugi de trabalho. Lembro bem que tinha uma menina, chamavam ela de Mudinha, pois ela n\u00e3o falava. Tiraram ela e eu acabei entrando no lugar. No in\u00edcio eu pensei que nem iria ficar, pois eu n\u00e3o tinha carteira assinada. Trabalhava de ter\u00e7a \u00e0 sexta s\u00f3 fazendo este trabalho. Como algumas coisas digitais estavam sendo implantadas, achei que seria mandado embora. Mas assinaram minha carteira um pouco mais de dois meses ap\u00f3s eu ter entrado. Fiquei muito feliz como estou at\u00e9 hoje &#8211; disse.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>TRABALHO &#8220;PARALELO&#8221;\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Quando eu comecei a trabalhar aqui dentro, eu vinha sempre do Centro do Rio e trazia muita coisa. Chocolates, doces,<a href=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2016\/07\/dilson-17.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-87345 alignright\" alt=\"dilson (17)\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2016\/07\/dilson-17-300x168.jpg\" width=\"300\" height=\"168\" \/><\/a> bebidas (mates e refrigerantes) e o pessoal comprava comigo. Tinha at\u00e9 encomenda depois de um tempo. Eu sempre gostei de ganhar um dinheiro por fora, de vender coisas. Com isso, eu complementava a renda e ainda agradava os meus colegas de trabalho. Vendia at\u00e9 para o antigo gerente de turfe que trabalhava aqui, era um dos meus principais clientes. Ele sempre comprava mate, doces e caixas de chocolate comigo. Depois de dez anos vendendo, vi que era a hora de parar, n\u00e3o trazia muito lucro, era mais para agradar, uma coisa que eu estava acostumado a fazer. Acabei parando de vez e n\u00e3o voltei mais.<\/span><\/p>\n<p><strong>MUDAN\u00c7AS NAS FUN\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Comecei na digita\u00e7\u00e3o. Entre a digita\u00e7\u00e3o e a minha fun\u00e7\u00e3o hoje, teve muita coisa que surgiu. Teve uma \u00e9poca que arrumaram um mutir\u00e3o com o teleturfe que era para digitar os programas na revista. Fiquei muito tempo fazendo essas fun\u00e7\u00f5es. Digitando para os programas e para a revista, muita gente ajudava, trabalhava muita gente aqui. At\u00e9 que fui aproveitado aqui na secretaria, onde eu estou at\u00e9 hoje.<\/span><\/p>\n<p><strong>FUN\u00c7\u00c3O ATUAL<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Hoje eu sou um dos respons\u00e1veis pelos programas oficiais. Ningu\u00e9m queria pegar esta parte quando eu cheguei. Nesta \u00e9poca, as<a href=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2016\/07\/dilson-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-87338 alignright\" alt=\"dilson (1)\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2016\/07\/dilson-1-300x168.jpg\" width=\"300\" height=\"168\" \/><\/a> inscri\u00e7\u00f5es eram feitas no papel. Um funcion\u00e1rio ficava me ditando o p\u00e1reo, o animal e o j\u00f3quei e eu digitava. Era muito trabalho. Fic\u00e1vamos de 9 da manh\u00e3 at\u00e9 \u00e0s 15 da tarde para fazer. Hoje \u00e9 tudo mais f\u00e1cil. Do pr\u00f3prio centro de treinamento \u00a0j\u00e1 d\u00e1 para inscrever os cavalos. Poxa, quem pegou a \u00e9poca antiga, n\u00e3o pode reclamar do trabalho que \u00e9 feito aqui hoje. Est\u00e1 tudo mais f\u00e1cil. \u00c9 um trabalho de muita responsabilidade, sou muito detalhista. N\u00e3o gosto de errar. Quando eu erro alguma coisa no programa, eu fico doente e nem durmo. Faz parte, mas ningu\u00e9m gosta de errar. Mesmo assim, pelo jeito que era feito antigamente, hoje est\u00e1 muito melhor.<\/span><\/p>\n<p><strong>AMIGOS QUE O JCB DEU<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Eu sempre tive muita amizade com o pessoal da revista, quando ela era feita por aqui. Era a Nilda, o Cid e a K\u00e1tia, mais tantos outros. Hoje a revista nem est\u00e1 mais aqui. Eu lembro que o pessoal da secretaria tinha at\u00e9 ci\u00fame de mim por causa disso. Eu chegava, todo o pessoal j\u00e1 me chamava, vinha fazer festa. A K\u00e1tia, por exemplo, \u00e9 minha amiga at\u00e9 hoje, sou muito feliz de ter uma amiga como ela. Ao longo do tempo a gente foi se afastando e fui ficando mais com o pessoal da secretaria. Aqui tinha o Henrique, o Mauro, al\u00e9m do Aldo e do Luciano, tinham muitas outras pessoas. Era muito bom aqui tamb\u00e9m.<\/span><\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2016\/07\/dilson-4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-87339 alignleft\" alt=\"dilson (4)\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2016\/07\/dilson-4-300x168.jpg\" width=\"300\" height=\"168\" \/><\/a>O IRM\u00c3O LUCIANO<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">O Luciano \u00e9 um irm\u00e3o que o Jockey Club Brasileiro me deu. A gente teve uma afinidade logo de cara. O Deomar tamb\u00e9m pode ser citado como um irm\u00e3o, pois \u00e9 nosso amigo tamb\u00e9m e est\u00e1 sempre conosco. N\u00f3s nos vemos sempre fora daqui, estamos sempre indo um na casa do outro. O Carnaval \u00e9 sagrado para n\u00f3s. Toda sexta-feira de Carnaval, n\u00f3s vamos para a Pra\u00e7a Onze e ficamos l\u00e1 vendo o movimento dos blocos e tomando as nossas cervejas. \u00a0J\u00e1 nos demais per\u00edodos do ano, nos reunimos nas sexta-feiras. N\u00f3s &#8220;alugamos&#8221; um camarote no Jockey para assistir \u00e0s corridas e tamb\u00e9m saborear uma cerveja. Ou seja, \u00e9 uma amizade muito grande, \u00e9 um irm\u00e3o que eu levo para a vida toda.<\/span><\/p>\n<p><strong>JOCKEY CLUBE BRASILEIRO<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\">Para mim \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o. Primeiro porque \u00e9 o meu \u00faltimo trabalho, como estou aposentado, no dia que eu sair, n\u00e3o trabalharei mais. Depois que s\u00e3o 22 anos de dedica\u00e7\u00e3o total. Eu s\u00f3 tenho que agradecer ao Jockey Club Brasileiro por tudo. \u00a0Aqui \u00e9 a nossa casa. Sempre considerei e vou sempre considerar.\u00a0Me aposentei h\u00e1 seis anos e por amor e pelo que eu sinto segui trabalhando aqui. Me sinto bem e tem mais de um ano que n\u00e3o marco o ponto atrasado, chego cedo pra adiantar tudo. Gosto muito de trabalhar aqui, amo o que fa\u00e7o e, se precisar, eu ajudo em outras coisas. Sempre tive responsabilidade e sempre amei trabalhar aqui.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: large;\"><em><strong>Por Emerson Silva e Sylvio Rondinelli Fotos: Sylvio Rondinelli<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Toda unanimidade \u00e9 burra.&#8221; A frase dita pelo jornalista, escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues se aplica para diversos setores e at\u00e9 mesmo pessoas de nossa sociedade. Em pouqu\u00edssimas situa\u00e7\u00f5es podemos ousar em dizer que a frase torna-se obsoleta e sem sentido. 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