

{"id":86581,"date":"2016-07-05T09:00:36","date_gmt":"2016-07-05T12:00:36","guid":{"rendered":"\/home\/?p=86581"},"modified":"2016-07-19T14:22:28","modified_gmt":"2016-07-19T17:22:28","slug":"por-onde-caminha-a-europa-por-sergio-barcellos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/noticias\/86581\/por-onde-caminha-a-europa-por-sergio-barcellos\/","title":{"rendered":"POR ONDE CAMINHA A EUROPA, por Sergio Barcellos"},"content":{"rendered":"<p><b>POR ONDE CAMINHA A EUROPA<\/b><\/p>\n<p><b><\/b><b>por Sergio Barcellos<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O primeiro semestre do ano \u00e9 sempre um per\u00edodo de festa para o turfe europeu.<\/p>\n<p>Nele, s\u00e3o realizadas as duas principais tr\u00edplices-coroas do continente, a inglesa e a francesa, al\u00e9m do espetacular \u201cMeeting de Ascot\u201d \u2013 uma semana inteira de corridas \u2013 entre casacas, cartolas e a maci\u00e7a presen\u00e7a feminina das mulheres de pernas longas e l\u00e1bios rosados no \u201cLadies Day\u201d, que cavalos puro sangue e mulher bonita sempre andaram juntos na tricenten\u00e1ria hist\u00f3ria do <i>thoroughbred<\/i>.<\/p>\n<p>Depois do Derby de Epsom, do Oaks, das duas milhas dos Guin\u00e9us de Newmarket, do Derby da Fran\u00e7a, do Prix de Diane, dos Grupos I de Ascot \u2013 alguns dos quais est\u00e3o hoje entre os de maior \u201crating\u201d do mundo \u2013, d\u00e1 para se ter uma boa id\u00e9ia de onde caminha a Europa, ber\u00e7o e princ\u00edpio do cavalo de corrida.<\/p>\n<p>Terminado o m\u00eas de junho, parece razo\u00e1vel tecer algumas considera\u00e7\u00f5es a respeito. Como se segue:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><b>(i)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/b>Somente tr\u00eas da lista dos maiores 40 reprodutores por somas ganhas, <b>Galileo<\/b>\u00a0(foto) e <b>Sea The Stars<\/b> (os dois primeiros) e <b>High Chaparral<\/b> (vig\u00e9simo oitavo), venceram em 2.400 metros quando em campanha. Dos demais, 21 s\u00e3o <i>sprinters<\/i> (53%) e 14 (35%) s\u00e3o milheiros. N\u00e3o h\u00e1 nenhum <i>stayer<\/i> entre os primeiros 40 maiores reprodutores da Europa.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><b>(ii)<b>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<\/b><\/b>Apenas cinco dos 40, a saber: <b>Galileo<\/b>, <b>Sea The Stars<\/b>, <b>Te\u00f3filo<\/b>, <b>Mastercraftsman<\/b> e <b>American Post<\/b>, conseguiram gerar produtos com uma dist\u00e2ncia m\u00e9dia igual ou superior aos 2.000 metros. Esta constata\u00e7\u00e3o, resulta, de um lado, da progressiva diminui\u00e7\u00e3o das dist\u00e2ncias do calend\u00e1rio do velho continente, principalmente no turfe ingl\u00eas. De outro, da incapacidade de v\u00e1rios reprodutores chamados \u201cde velocidade\u201d conseguirem produzir animais acima de seu registro funcional.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><b>(iii)<b>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<\/b><\/b>A linha masculina de <b>Danzig<\/b> domina francamente o panorama do turfe europeu, com nada menos que 18 reprodutores entre os 40 primeiros: 9 deles atrav\u00e9s de Danehill e outros 9 atrav\u00e9s de Green Desert. Depois de Danzig, vem a linhagem <b>Mr<\/b> <b>Prospector<\/b> (7 reprodutores, dos quais 4 via Gone West). Seguem-se: <b>Polar Falcon<\/b> (4), <b>Giant\u2019s Causeway<\/b> e <b>Sadler\u2019s Wells<\/b> (3 cada um).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><b>(iv)<b>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<\/b><\/b>Trinta reprodutores descendem em linha masculina de Northern Dancer e todos os 40 da lista veem de Phalaris\u00a0 (leia-se, o divisor de \u00e1guas entre o cavalo de corrida do passado e o do presente, a maravilha gen\u00e9tica criada por Lord Derby).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><b>(v)<b>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<\/b><\/b>Para n\u00e3o ficar atr\u00e1s, uma \u00e9gua, <b>Urban Sea<\/b> (Miswaki e Allegretta, por Lombard), ganhadora do GP Arco do Triunfo (Gr.I), <b>fam\u00edlia 9h <\/b>do Stud Book Internacional \u2013 cuja \u00a0linhagem materna \u00e9 tipicamente alem\u00e3 \u2013 \u00e9 a m\u00e3e de Galileo e Sea The Stars, os dois irm\u00e3os uterinos que governam as estat\u00edsticas do continente.<\/p>\n<p>[<b>NOTA &#8211; <\/b>A busca permanente por animais inteiramente s\u00e3os e com algumas caracter\u00edsticas peculiares, entre elas, a de jamais terem sido medicados quando em corrida, \u00e9 um fator, dir-se-ia cultural, da cria\u00e7\u00e3o alem\u00e3. Al\u00e9m disso, eles n\u00e3o temem cruzar tipo sobre tipo e d\u00e3o prefer\u00eancia ao primado da dist\u00e2ncia e da durabilidade. Por outras palavras, criam cavalos de corrida da mesma forma que constroem Mercedes, BMW\u2019s e Porches, ou seja, feitos para durar.<\/p>\n<p>A consequ\u00eancia pr\u00e1tica deste longo \u2013 e praticamente imut\u00e1vel \u2013 processo de sele\u00e7\u00e3o, foi o de transformar as matrizes alem\u00e3es em excelentes \u201coutcrossings\u201d para as linhagens paternas, principalmente as de Northern Dancer e Mr Prospector, prevalentes no turfe moderno.<\/p>\n<p>N\u00e3o por outra raz\u00e3o, hoje \u00e9 poss\u00edvel ver nos leil\u00f5es de Baden-Baden a presen\u00e7a de grandes criadores em busca de algo, sen\u00e3o novo, mas certamente diferente, que ofere\u00e7a uma alternativa \u00e0 j\u00e1 excessiva consang\u00fcinidade dos pedigrees.<\/p>\n<p>Ao longo dos anos, cavalos criados sob a \u00f3tica dos rigores e pontualidades germ\u00e2nicos, est\u00e3o nos pedigrees de excelentes corredores e reprodutores, desde\u00a0 Bella Paola (Oaks), Pia (Oaks), Slip Anchor (Derby Stakes), Kazzia (Oaks), Sagace (Arco do Triunfo), Hold On (Derby da Irlanda), at\u00e9, mais recentemente, de Blue Canary (Derby franc\u00eas), Hurricane Run (Arco do Triunfo), Le Havre (Derby franc\u00eas), Manduro (Jacques Le Marois), Stacelita (Prix de Diane) \u2013 e,\u00a0 claro, Galileo e Sea The Stars.<\/p>\n<p>E nomes como os hist\u00f3ricos Ticino e Neckar, foram seguidos por cavalos chamados de Konigssthul, Dschingis Khan, Surumu, Acatenango, Lombard (pai de Allegretta), o extraordin\u00e1rio Monsum, etc, sem que isso continuasse a provocar curiosidade nos anais do turfe mundial. Um pr\u00eamio \u00e0 coer\u00eancia nesta vida.]<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><b>(vi)<b>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<\/b><\/b>Na classifica\u00e7\u00e3o por somas ganhas totais, os 10 primeiros pais s\u00e3o: <b>Galileo<\/b> \u2013 <b>Sea The Stars<\/b> (que o Aga Khan fez quest\u00e3o de estacionar em seu haras ap\u00f3s sua brilhante campanha nas pistas, embora n\u00e3o tivesse diretamente nada a ver com o animal) \u2013 <b>Dubawi<\/b> \u2013 <b>Shamardal<\/b> \u2013 <b>Invincible Spirit<\/b> \u2013 <b>Le Havre<\/b> \u2013 <b>Lope de Vega<\/b> \u2013 <b>Kyllachy<\/b> \u2013 <b>Dark Angel <\/b>e <b>Kodiac<\/b>.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><b>(vii)<b>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<\/b><\/b>Por n\u00famero de vit\u00f3rias de seus produtos, a estat\u00edstica muda um pouco. Os cinco primeiros s\u00e3o: <b>Galileo<\/b> (69) \u2013 <b>Shamardal<\/b>\u00a0 e <b>Kodiak<\/b> (65) \u2013 <b>Kyllachy<\/b> (62) \u2013 <b>Kheleif,<\/b> <b>Footstepinthesand<\/b> e <b>Acclamation<\/b> (60). E pela percentagem de ganhadores de provas de Grupo, novamente <b>Galileo<\/b> lidera com 11,67%, seguido de <b>Sea The Stars<\/b> com 7,78%, <b>Dubawi<\/b> com 6.62%, <b>Wooton Basset<\/b> com 5,58% e <b>Fastnet Rock<\/b> com 4,55%.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><b>(viii)<b>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/b><\/b>No que respeita ao primado da velocidade pura, aqui entendida como os percursos dos 1.000 e 1.400m metros, as dist\u00e2ncias m\u00e9dias dos produtos dos principais reprodutores europeus nesta primeira metade do ano s\u00e3o as seguintes: <b>Kodiac<\/b> (tr\u00eas quartos irm\u00e3o de <b>Invincible Spirit<\/b>, 1.288 m) \u2013 <b>Zebedee<\/b> (1.334 m) \u2013 <b>Exceed and Excel<\/b> (1.350m) \u2013 <b>Showcasing<\/b> (1.378 m) \u2013 <b>Acclamation<\/b> (1.394 m) \u2013 <b>Kheleyf<\/b> (1.408 m). N\u00e3o h\u00e1 nenhum cavalo franc\u00eas entre os <i>sprinters<\/i> acima.<\/p>\n<p>[<b>NOTA II &#8211;<\/b><b> <\/b>Ao contr\u00e1rio do que se possa imaginar, o turfe ingl\u00eas est\u00e1 entre aqueles que mais cultua e valoriza a velocidade no cavalo de corridas.<\/p>\n<p>E isso desde os lend\u00e1rios The Tetrarch e Mumtaz Mahal (filha de The Tetrarch, tordilha manchada como ele, considerada por muitos a potranca mais perfeita fisicamente da longa hist\u00f3ria do cavalo de corrida. E uma das mais r\u00e1pidas.)<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, de Mumtaz Mahal, <b>fam\u00edlia 9c<\/b>, descendem gigantes do turfe como <b>Mahmoud <\/b>(Derby Stakes em recorde), <b>Nasrullah<\/b> (seis vezes ganhador da estat\u00edstica de reprodutores dos EUA), <b>Migoli <\/b>(Arco do Triunfo), <b>Abernant<\/b>, <b>Ginetta<\/b>, <b>Petite Etoile<\/b> (donde Zarkava), <b>Shergar<\/b>, etc.<\/p>\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o inglesa de apreciar juvenis precoces e velozes continuou atrav\u00e9s dos tempos, ao ponto da Inglaterra ser reconhecida como a terra da velocidade no <i>thoroughbred<\/i>. N\u00e3o causa esp\u00e9cie, pois, que o pre\u00e7o das coberturas dos reprodutores capazes de transmiti-la aos seus descendentes tenha sempre um \u00f3timo valor de mercado.<\/p>\n<p>O que torna ainda mais not\u00e1vel o feito da excepcional Black Caviar, que saiu da Austr\u00e1lia, viajou meio mundo, desceu na Ilha, entrou na raia dias depois, e bateu os maiores especialistas ingleses numa semana de Ascot memor\u00e1vel. N\u00e3o por outro motivo, a Rainha fez quest\u00e3o de conhec\u00ea-la de perto.]<\/p>\n<p><b>Algumas observa\u00e7\u00f5es<\/b><\/p>\n<p>De tudo, fica evidente que a linhagem Northern Dancer veio para ficar. Eras sobre eras passar\u00e3o at\u00e9 que se encontre uma outra corrente de sangue que se equipare \u00e0 do pequeno gigante canadense da Windfield Farms. Simplesmente, porque \u00e9 ele hoje quem consegue transmitir em linha direta \u2013 incr\u00edvel isso \u2013 as duas maiores virtudes do cavalo de corrida: m\u00fasculo e mental (esta \u00faltima aqui entendida como \u201cvontade de vencer\u201d).<\/p>\n<p>E a domin\u00e2ncia gen\u00e9tica parece ser apenas uma corrida de bast\u00e3o entre corredores e reprodutores de primeira ordem. Desde Nijinsky (de sua primeira gera\u00e7\u00e3o no haras), a Nureyev, The Minstrel, Nigh Shift, Northern Taste (que mudou para sempre a cria\u00e7\u00e3o japonesa), at\u00e9 Danzig (o melhor vetor de velocidade do turfe do s\u00e9culo XXI), Sadler\u2019 Wells, e agora, Galileo e Sea The Stars. Tudo isso apenas para citar alguns dos representantes masculinos da linhagem.<\/p>\n<p>Mas esta domin\u00e2ncia n\u00e3o deve causar esp\u00e9cie, pois ela \u00e9 uma <b>caracter\u00edstica b\u00e1sica<\/b> dos 350 anos de sele\u00e7\u00e3o do puro sangue de corrida.<\/p>\n<p>No princ\u00edpio, era Eclipse, ou seja quase 85% da linhagem que ganhava corridas. Fora de Eclipse, n\u00e3o havia salva\u00e7\u00e3o. S\u00e9culos se passaram, e depois dele veio Saint Simon, \u201co cavalo mais bonito que o mundo conheceu e o melhor que jamais usou um selim de corrida\u201d, segundo Tesio. Ali\u00e1s, foi em cima de Saint Simon que o coronel Vuillers, assessor do velho Aga Khan, montou seu famoso \u201cMapa de Dosagens\u201d, que tentava identificar a maior quantidade poss\u00edvel de sangue Saint Simon nos pedigrees dos s\u00e9culos XIX e XX.<\/p>\n<p>Em determinado momento do segundo quarto do s\u00e9culo XX, Tesio resolveu criar uma c\u00f3pia de Saint Simon e o resultado foi um certo Nearco, em cujo pedigree at\u00e9 a sexta gera\u00e7\u00e3o existem 16 cruzamentos sobre Saint Simon. E o bast\u00e3o gen\u00e9tico foi entregue a Nearco, que hoje \u00e9 hoje respons\u00e1vel por mais de 55% dos ganhadores cl\u00e1ssicos do turfe de nossos dias.<\/p>\n<p>E o resto da ra\u00e7a em termos de linhagem masculina? Boa pergunta. O resto \u00e9 Native Dancer, uma das maravilhas iniciadas na Inglaterra por Lord Derby e depois transferida para o outro lado do Atl\u00e2ntico, quando a Am\u00e9rica come\u00e7ou a se tornar uma pot\u00eancia mundial. De Native Dancer, veem 35% dos cavalos cl\u00e1ssicos deste s\u00e9culo, principalmente via Raise A Native &#8211; Mr Prospector. Portanto, para todas as demais linhagens masculinas do <i>thoroughbred<\/i> sobram m\u00edseros 10%.<\/p>\n<p>Na verdade, a partir de 1961, e j\u00e1 l\u00e1 se v\u00e3o mais de 55 anos, um produto da mistura dos dois \u2013 Nearco com Native Dancer \u2013 deu origem a uma pequena bola de m\u00fasculos, com a cabe\u00e7a curta tipicamente \u00e1rabe, extremamente larga na testa e um magn\u00edfico esp\u00edrito competitivo. Levado a leil\u00e3o por seu criador com o pre\u00e7o- base de US$ 25,000, \u00e0 \u00e9poca, n\u00e3o encontrou comprador. Talvez, o tenham achado pequeno demais, ou, talvez, o fado interveio e ele retornou ao criador. Era ningu\u00e9m menos que Northern Dancer. O resto \u00e9 hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Em resumo, como fez com Eclipse, depois com Saint Simon, depois com Nearco e Native Dancer, o mundo do turfe continua a prestar uma solene rever\u00eancia, quem diria, \u00e0 consang\u00fcinidade.<\/p>\n<p>E quanto mais Northern Dancer, ou Northern Dancer com Native Dancer, melhor. Irrelevantes quem sejam seus respectivos \u00a0\u201cemiss\u00e1rios\u201d, que eles s\u00e3o muitos e todos fant\u00e1sticos. Se um dia foi Nijinsky, hoje \u00e9 Danzig &#8211; Danehill, ou, novamente, Nearco via Halo &#8211; Hail To Reason &#8211; Sunday Silence, nos confins da \u00c1sia. E se um dia foi Mr Prospector, hoje \u00e9 Raise A Native &#8211; Mr Prospector &#8211; Gone West. E isso n\u00e3o para, tampouco, d\u00e1 sinal de cansar.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, quem tem raz\u00e3o \u00e9 Tomaso di Lampeduza: \u201cTudo tem que mudar para permanecer como \u00e9.\u201d Se isso \u00e9 verdadeiro na vida, n\u00e3o sei. Mas em cavalo de corrida, \u00e9.<\/p>\n<p><b>Junho de 2016 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POR ONDE CAMINHA A EUROPA por Sergio Barcellos &nbsp; O primeiro semestre do ano \u00e9 sempre um per\u00edodo de festa para o turfe europeu. 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