

{"id":81695,"date":"2016-05-05T10:03:10","date_gmt":"2016-05-05T13:03:10","guid":{"rendered":"\/home\/?p=81695"},"modified":"2016-05-05T17:14:14","modified_gmt":"2016-05-05T20:14:14","slug":"atualidades-milton-lodi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/noticias\/81695\/atualidades-milton-lodi\/","title":{"rendered":"Atualidades (Milton Lodi)"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: medium;\"><strong>\u00a0<\/strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Uma das melhores coisas que o Jockey Club Brasileiro adotou no tocante ao aspecto t\u00e9cnico foi a aquisi\u00e7\u00e3o do expert Marcos Ribas (Marcos Ara\u00fajo Ribas de Faria) para trabalhar no setor das corridas. Al\u00e9m de, durante bom tempo, ter, como Handicapeur pelas tabelas de distancias e as programa\u00e7\u00f5es dos p\u00e1reos semanais, com isso imprimindo at\u00e9 um estilo de ofertas de dist\u00e2ncias compat\u00edvel com os interesses dos propriet\u00e1rios e treinadores. Nem sempre era assim antes de Marcos Ribas, durante muitos anos anteriores as tabelas de dist\u00e2ncias n\u00e3o procuravam atender os interesses gerais, mas muitas vezes obedeciam a interesses outros. Marcos Ribas procurava oferecer, para cada turma, oportunidades que repetiam em uma seq\u00fc\u00eancia inteligente, todas as raias e dist\u00e2ncias em fun\u00e7\u00e3o do interesse geral. Criou, pelo menos na G\u00e1vea, um estilo a ser seguido. Mas tudo isso n\u00e3o aconteceu, um novo encarregado do setor que se seguiu inventou outra orienta\u00e7\u00e3o, piorando a que estava muito boa. Mas boa t\u00e9cnica de chamada voltou com o atual Handicapeur, Vicente Britto. No JCB a disponibilidade de corredores defende naturalmente do n\u00famero de animais alojados na G\u00e1vea e nos v\u00e1rios Centros de Treinamentos. No momento s\u00e3o cerca de 850 animais na G\u00e1vea e 1.250 nos Centros de Treinamentos, um total aproximado de 2.100. Com isso normalmente s\u00e3o programados quatro programas semanais, com 10 p\u00e1reos cada dia. De vez em quando as inscri\u00e7\u00f5es s\u00f3 permitem tr\u00eas programas na semana, mas em compensa\u00e7\u00e3o h\u00e1 semanas em que s\u00e3o tantas as inscri\u00e7\u00f5es que for\u00e7am a programa\u00e7\u00e3o de cinco programas. O Jockey Club de S\u00e3o Paulo, para se ter uma id\u00e9ia do drama paulista, tem um total de aproximadamente 820 animais alojados em Cidade Jardim e no seu Centro de Treinamento de Campinas, e mais 60 alojados em S\u00e3o Vicente, Porto Feliz e Sorocaba, totalizando aproximadamente 880 animais. O Jockey Club do Rio Grande do Sul tem sua vila h\u00edpica lotada, para receber mais corredores tem que construir mais boxes, o que certamente ser\u00e1 providenciado. O Jockey Club do Paran\u00e1, que voltou a ter corridas em 2016 ap\u00f3s um per\u00edodo negro em todos os sentidos, agora com gente honesta e competente, entrou no presente ano com 300 animais em sua vila h\u00edpica, e no m\u00eas de mar\u00e7o o n\u00famero j\u00e1 havia passado para 340. \u00c9 um princ\u00edpio de uma natural reabilita\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O turfe no Rio de Janeiro vai bem, e o expert Marcos Ribas, que se inspirava no que ocorre nos melhores eventos turf\u00edsticos do turfe civilizado, o turfe europeu, j\u00e1 de algum tempo foi o respons\u00e1vel pelo preparo da programa\u00e7\u00e3o nobre do Jockey Club Brasileiro. A cada ano o calend\u00e1rio cl\u00e1ssico sofre as naturais corre\u00e7\u00f5es impostas pelas evolu\u00e7\u00f5es, pela modernidade, por atualiza\u00e7\u00f5es em fun\u00e7\u00e3o das ocorr\u00eancias e tend\u00eancias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No ano de 2015, foram levadas id\u00e9ias de eventual aproveitamento de um sistema de chamadas realizado normalmente no Chile, fugindo das chamadas tradicionais inclusive no que diz respeito ao sistema de handicaps, base de muitos turfes pelo mundo. Pelo JCB, foi mandado para o Chile o Handicapeur Vicente acompanhado pelo Presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Profissionais Jayme Arag\u00e3o, de \u00f3timo padr\u00e3o intelectual e merecedor por todos os t\u00edtulos da presid\u00eancia que exerce. Um encontro muito proveitoso, com todos os detalhes analisados, deu ao Jockey Club Brasileiro um caminho novo em termos de facilidades, de mais oportunidades para os inscritores e para o clube no tocante ao volume semanal de inscri\u00e7\u00f5es. A denomina\u00e7\u00e3o do caso chileno \u00e9 \u201cHandicap Autom\u00e1tico\u201d. Na verdade, isso n\u00e3o existe, handicap quer dizer uma distribui\u00e7\u00e3o de pesos a cada corrida, distribui\u00e7\u00e3o desigual para animais de possibilidades desiguais, acordando com essa distribui\u00e7\u00e3o de pesos individuais na te\u00f3rica procura de um empate final, na linha de chegadas, de todos os concorrentes. Isso na pr\u00e1tica \u00e9 imposs\u00edvel, mas o sentido pr\u00e1tico \u00e9 esse, igualar as for\u00e7as com distribui\u00e7\u00e3o desigual de pesos. Como tem que ser levada em conta a dist\u00e2ncia do p\u00e1reo, a raia prevista, e todos os poss\u00edveis detalhes das \u00faltimas performances de cada competidor, h\u00e1 de haver a participa\u00e7\u00e3o humana. No chamado Handicap Autom\u00e1tico, cabe ao vencedor mais tantos pontos (equivalente a kg, e no caso geral dos derrotados uma uniforme diminui\u00e7\u00e3o geral de pontos). Assim, por exemplo, quem chega em 4\u00ba lugar \u00e9 beneficiado com a mesma diminui\u00e7\u00e3o de pontos (ou kg) que aquele que chegou em 14\u00ba, v\u00e1rios corpos depois. Na pr\u00e1tica chilena, \u00e9 um sobe e desce semanal, mas n\u00e3o em car\u00e1ter de uma natural desigualdade individual mas de ordem igual para todos. Na verdade, n\u00e3o \u00e9 um handicap, pois fere fundamentalmente os conceitos do internacional handicap. Al\u00e9m disso, as regras brasileiras j\u00e1 a muito consolidadas, n\u00e3o permitem o acesso de aprendizes a p\u00e1reos de handicap, exce\u00e7\u00e3o para os de 1\u00aa categoria e assim mesmo sem direito a descarga. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\">Na pr\u00e1tica brasileira, os nosso aprendizes, que s\u00e3o um dos pontos fortes de nossas corridas pela excel\u00eancia de suas qualidades sempre aprimoradas por uma Escola mais do que competente, n\u00e3o poderiam montar na grande maioria de nossos p\u00e1reos. Al\u00e9m disso, outros detalhes chilenos est\u00e3o em confronto direto com \u00e0 filosofia tradicional brasileira, pois as chamadas s\u00e3o sempre para produtos, n\u00e3o h\u00e1 chance para as \u00e9guas em separado, nem mesmo quando as inscri\u00e7\u00f5es recebidas permitem esse expediente. Esses entre outros detalhes inviabilizam a ado\u00e7\u00e3o do regulamento chileno. Assim mesmo, com um \u00f3timo trabalho t\u00e9cnico da nossa Comiss\u00e3o de Corridas, com in\u00fameras modifica\u00e7\u00f5es, abriu espa\u00e7o para um paralelo tipo de chamadas usuais e abrindo possibilidades para maior n\u00famero de vit\u00f3rias para todos. O sobe e desce, denominado p\u00e1reos por \u00cdndice T\u00e9cnico, \u00e9 um sucesso evidente. S\u00f3 para ilustrar, ao vencedor cabem mais 4 pontos, e aos perdedores de 4\u00ba lugar em diante menos 1 ponto, isto \u00e9, diferen\u00e7a de 5kg e n\u00e3o dos 4kg habituais. Outra diferen\u00e7a \u00e9 quando as f\u00eameas, que correndo s\u00f3 entre elas ou contra os machos, tem embutida uma descarga de 3kg, e n\u00e3o 2kg como de h\u00e1bito. N\u00e3o h\u00e1, n\u00e3o p\u00e1reos de PIT (P\u00e1reos por \u00cdndice T\u00e9cnico), as habituais menos 2kg para as \u00e9guas, s\u00f3 entre elas ou contra os machos, elas j\u00e1 levam 3kg a menos. H\u00e1 propriet\u00e1rios e treinadores que relutam em admitir o PIT como bom, certamente por n\u00e3o conhecerem melhor o funcionamento da novidade, mas com o tempo aceitar\u00e3o as vantagens dessa novidade. H\u00e1 turfistas que realmente n\u00e3o gostam do PIT. Um deles, de opini\u00e3o importante, era o expert Marcos Ribas, pois a sua forma\u00e7\u00e3o turf\u00edstica era sofisticada, acad\u00eamica e europ\u00e9ia. Os treinadores mais antigos, e at\u00e9 alguns mais modernos, tamb\u00e9m n\u00e3o gostam do PIT, mas o tempo vai convenc\u00ea-los do contr\u00e1rio. O uso do PIT est\u00e1 ainda em fase experimental e agora, j\u00e1 passados cerca de 6 meses, \u00e9 justa uma revis\u00e3o nos detalhes do PIT, agora \u00e9 o primeiro momento para o recebimento de sugest\u00f5es daqueles que h\u00e1 melhoramentos que poderiam ser introduzidos. Tenho certeza que a Comiss\u00e3o de Corridas do JCB receberia eventuais cr\u00edticas por escrito, para an\u00e1lise da Comiss\u00e3o de Corridas e do competente Handicapeur. Na verdade e na pr\u00e1tica, com os cerca de 99,5% de aproveitamento nos p\u00e1reos de PIT, os cerca de 83% que eram habituais nas apura\u00e7\u00f5es das inscri\u00e7\u00f5es subiram, na m\u00e9dia para 93%. N\u00e3o h\u00e1 mais inscri\u00e7\u00f5es perdidas por n\u00e3o programadas. Era comum propriet\u00e1rios ficarem com os seus animais nas cocheiras por alguns meses aguardando que as respectivas inscri\u00e7\u00f5es fossem programadas. \u00c9 claro que isso se refletia nos profissionais, que deixam eventualmente durante um tempo sem poder receber os frutos de seus trabalhos, mas eles n\u00e3o perdiam, pois o trato \u00e9 sagrado. N\u00e3o era o caso dos propriet\u00e1rios, pois se considerarmos um trato mensal m\u00e9dio da ordem de 1.600 reais por m\u00eas, m\u00e9dia do da G\u00e1vea e dos Centros de Treinamentos, os propriet\u00e1rios n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o tinham chances de receber e tendo de pagar aproximadamente 55 reais por dia de trato. Uns s\u00f3 n\u00e3o ganhavam, outros perdiam na certa. Os p\u00e1reos de PIT salvaram essa situa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Uma das melhores coisas que o Jockey Club Brasileiro adotou no tocante ao aspecto t\u00e9cnico foi a aquisi\u00e7\u00e3o do expert Marcos Ribas (Marcos Ara\u00fajo Ribas de Faria) para trabalhar no setor das corridas. 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