

{"id":72633,"date":"2015-10-14T12:00:14","date_gmt":"2015-10-14T15:00:14","guid":{"rendered":"\/home\/?p=72633"},"modified":"2015-10-13T14:19:55","modified_gmt":"2015-10-13T17:19:55","slug":"aproveitamento-das-inscricoes-por-milton-lodi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/noticias\/72633\/aproveitamento-das-inscricoes-por-milton-lodi\/","title":{"rendered":"Aproveitamento das inscri\u00e7\u00f5es, por Milton Lodi"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 muitos e muitos anos que um m\u00e1ximo de aproveitamento das semanais inscri\u00e7\u00f5es \u00e9 meta a ser alcan\u00e7ada. Nos hip\u00f3dromos menores, pequenos, \u00e9 normal um verdadeiro quebra cabe\u00e7as, dada a variedade das idades e dos n\u00fameros de vit\u00f3rias, al\u00e9m do natural fato de que para eles s\u00e3o levados corredores que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o apresentaram um m\u00ednimo aceit\u00e1vel de condi\u00e7\u00f5es de ganhar, outros at\u00e9 bons ganhadores mas em final de campanha nas pistas apresentam sens\u00edvel queda de rendimento, outros, que foram descansar em um hip\u00f3dromo cujo custo do trato \u00e9 menor, e mais uma diversidade de condi\u00e7\u00f5es individuais que chegam com as suas inscri\u00e7\u00f5es, \u00e0s m\u00e3os dos Handicapeurs, em absoluta falta de condi\u00e7\u00f5es para uma condi\u00e7\u00e3o pelo menos razo\u00e1vel para formarem um p\u00e1reo pr\u00f3ximo do equil\u00edbrio. Como o objetivo \u00e9 organizar uma grande irregularidade, constitui-se em tarefa muito dif\u00edcil de agradar a todos os interessados.<\/p>\n<p>Durante muito tempo o Jockey Club S\u00e3o Vicente viveu nessas condi\u00e7\u00f5es, e foi ai que surgiu um jornalista muito talentoso, e muito bem intencionado de nome Vicente Mola Neto. Dedicado, inteligente, dando-se muito bem com os profissionais, tirava proveito do que via e ouvia, e conseguia formar p\u00e1reos com forcas aparentemente muito diferentes mas que na pr\u00e1tica apresentavam resultados aceit\u00e1veis, dentro da aparente disparidade. Vicente Mola Neto foi um talento nesse complexo trabalho de misturar aparentes for\u00e7as diferentes. No trabalho dele muitos se inspiraram, e de suas experi\u00eancias muitos se aproveitaram. O Jockey Club de S\u00e3o Paulo, distante cerca de uma hora de carro do de S\u00e3o Vicente, apresentava um quadro completamente diferente. O setor das corridas, sob a orienta\u00e7\u00e3o segura e competente do saudoso Thomaz (Seu Thomazinho) Teixeira de Assump\u00e7\u00e3o J\u00fanior, e o ent\u00e3o seu assessor Arthur Francisco que ap\u00f3s muitos anos acompanhando o trabalho de seu mestre, assumiu a posi\u00e7\u00e3o de Handicapeur chefe do setor. Arthur Francisco tem hoje 70 anos de idade, dos quais 50 trabalhando no Jockey Club de S\u00e3o Paulo. Ele representa compet\u00eancia, honestidade, confian\u00e7a e experi\u00eancia, e a ele deve o Clube o fato de, desde algum tempo com poucos e diversificados animais, conseguir formar ainda dois programas semanais de corridas. No Jockey Club Brasileiro, a situa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s dos anos muito se modificou. At\u00e9 1992, o ent\u00e3o velho servidor chefe do setor estava desmoralizado, criticado pela grande maioria dos propriet\u00e1rios e profissionais. Em 1992 foram contratados os servi\u00e7os do expert Marcos Ribas, que colocou o setor nos eixos, e chegou a 1996 com um resultado t\u00e9cnico irretoc\u00e1vel. Em 1996, Marcos Ribas assumiu outros compromissos fora da \u00e1rea do turfe, e tamb\u00e9m a responsabilidade de projetar anualmente o calend\u00e1rio cl\u00e1ssico. Foi ent\u00e3o substitu\u00eddo por Bertrand Joachim Kauffmann, titular de uma empresa de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os turf\u00edsticos. Apoiado na compet\u00eancia e trabalho do funcion\u00e1rio do JCB Ivamar de Figueiredo Alves, e por alguns anos as coisas flu\u00edram. Mas a parte funcional da Comiss\u00e3o de Corridas do JCB sofreu dois dif\u00edceis momentos, um deles com a espont\u00e2nea sa\u00edda de Ivamar, e um inesperado e injustific\u00e1vel anti-profissionalismo de uns poucos funcion\u00e1rios do setor. Mas a crise ficou para tr\u00e1s, at\u00e9 que em 2010 o ent\u00e3o l\u00edder de setor, Bertrand Joachim Kauffmann foi aos poucos arrefecendo o seu interesse e o seu trabalho, at\u00e9 abandonar de vez o seu posto.<\/p>\n<p>Em 2010 havia entrado um novo elemento na Comiss\u00e3o de Corridas, Luiz Vicente de Pacheco Britto, turfista jovem que supria a sua pouca experi\u00eancia com muito entusiasmo. Tinha muito que melhorar e melhorou mesmo, e mostrou-se altamente capacitado quando em 2015, ap\u00f3s cerca de 5 anos na posi\u00e7\u00e3o de Handicapeur, cuidou e preparou um trabalho j\u00e1 em execu\u00e7\u00e3o no JCB referente a um novo tipo de chamadas. Quase todos os pa\u00edses do mundo turf\u00edstico convocam as inscri\u00e7\u00f5es de uma forma igual ou semelhante \u00e0s dos principais pa\u00edses civilizados promotores de corridas de cavalos. H\u00e1 tamb\u00e9m os que preferem as chamadas por handicaps, isto \u00e9, uma forma de juntar grupos de animais e procurar igualar as chances de ganhar atrav\u00e9s de uma distribui\u00e7\u00e3o de pesos. Essa forma, a dos handicaps, tem o problema da subjetividade, isto \u00e9, n\u00e3o s\u00f3 a absoluta honestidade do Handicapeur como um acerto em suas analises dos concorrentes em fun\u00e7\u00e3o da pista do p\u00e1reo a ser corrido, \u00e0 dist\u00e2ncia e principalmente as habilidades de cada competidor, al\u00e9m do seu momento atl\u00e9tico. \u00c9 muito dif\u00edcil conseguir-se um \u00f3timo equil\u00edbrio de chances entre os inscritos, de forma apenas subjetiva. Em fun\u00e7\u00e3o disso, o Chile pratica a muitos anos o que \u00e9 chamado de \u201cHandicap Autom\u00e1tico\u201d. O nome diz tudo, \u00e9 um sistema de aplica\u00e7\u00f5es de pesos decorrentes das performances, acr\u00e9scimo de peso a cada vit\u00f3ria, e diminui\u00e7\u00e3o dos pesos para os derrotados. De uma forma simples, com o correr do tempo os pesos v\u00e3o se ajustando.<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o habitual do JCB era feita pela chamada tradicional com um aproveitamento da ordem de 83% das inscri\u00e7\u00f5es, e o JCSP, com aproveitamento de cerca de 93%, isso como conseq\u00fc\u00eancia da necessidade encontrada por Arthur Francisco em formar os p\u00e1reos paulistas, inventando normas proibitivas de forfaits, como mistura de p\u00e1reos de f\u00eameas com os machos, mistura da turma com outra superior, etc, uma s\u00e9rie de medidas at\u00e9 n\u00e3o simp\u00e1ticas mas necess\u00e1rias ante o drama semanal para a forma\u00e7\u00e3o dos programas. O Presidente do JCB determinou ao Handicapeur um contato direto com os t\u00e9cnicos chilenos. Houve encontros em Santiago, Buenos Aires e no Rio. Da\u00ed o Handicapeur modelou a chamada chilena \u00e0 realidade brasileira. Com cerca de dois meses de pr\u00e1tica, o tal \u201cHandicap Autom\u00e1tico\u201d chileno virou PIT (P\u00e1reos por \u00cdndice T\u00e9cnico). O presente texto serve como introdu\u00e7\u00e3o para uma an\u00e1lise que vou apresentar em uma pr\u00f3xima oportunidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 muitos e muitos anos que um m\u00e1ximo de aproveitamento das semanais inscri\u00e7\u00f5es \u00e9 meta a ser alcan\u00e7ada. 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