

{"id":71111,"date":"2015-09-02T12:00:04","date_gmt":"2015-09-02T15:00:04","guid":{"rendered":"\/home\/?p=71111"},"modified":"2015-09-01T15:31:48","modified_gmt":"2015-09-01T18:31:48","slug":"criacao-brasileira-de-1970-a-2014-por-milton-lodi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/noticias\/71111\/criacao-brasileira-de-1970-a-2014-por-milton-lodi\/","title":{"rendered":"Cria\u00e7\u00e3o Brasileira de 1970 a 2014, por Milton Lodi"},"content":{"rendered":"<p>Como costuma fazer anualmente, o criador Jos\u00e9 Carlos Fragoso Pires J\u00fanior apresentou em agosto de 2015 um levantamento da produ\u00e7\u00e3o dos cavalos de ra\u00e7a P.S.I, desta vez de 1970 a 2014, isto \u00e9, referente aos \u00faltimos 45 anos. Os n\u00fameros apresentados s\u00e3o oficiais, oriundos do Stud Book Brasileiro, setor da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira. Esses resultados podem ainda sofrer ajustes, da ordem aproximada de at\u00e9 4%. Uma an\u00e1lise dos dois \u00faltimos per\u00edodos mostra uma diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de \u00e9guas da ordem de pouco mais de 12,5%. No comparativo dos garanh\u00f5es, a mesma queda de pouco mais de 12%. Como consequ\u00eancia natural, tamb\u00e9m decresceu o n\u00famero de produtos, quase 13%. Ao contr\u00e1rio desses resultados, o n\u00famero de criadores manteve-se est\u00e1vel, a rigor um aumento \u00ednfimo, cerca de 0,003%.<\/p>\n<p>Explora-se o mesmo n\u00famero de criadores, com menores n\u00fameros de \u00e9guas, de reprodutores e de produtos com a ida, em fun\u00e7\u00e3o dos baixos pre\u00e7os de mercado, com criadores de outras ra\u00e7as comprando \u00e9guas P.S.I para melhoria de seus plant\u00e9is, ou simplesmente como barrigas de aluguel, com isso melhorando o padr\u00e3o das \u00e9guas permanecentes, evidentemente as melhores, o mesmo acontecendo com os garanh\u00f5es entendidos como piores. Essa anual diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de produtos j\u00e1 est\u00e1 refletindo nos hip\u00f3dromos principais, j\u00e1 com n\u00famero insuficiente de corredores. H\u00e1 ainda a serem consideradas as pequenas mas crescentes e permanentes exporta\u00e7\u00f5es, principalmente para o Uruguai, que j\u00e1 acordou para o fato de que as importa\u00e7\u00f5es devem ser feitas dos plant\u00e9is melhores, no caso atual do Brasil, em lugar da habitual fonte j\u00e1 de algum tempo em decl\u00ednio, no caso a Argentina. Por outro lado, esse \u201cenxugamento\u201d que se v\u00ea na cria\u00e7\u00e3o brasileira tem como contrapartida a melhoria do padr\u00e3o m\u00e9dio, e isso v\u00eam repetidamente se verificando em pistas internacionais, com vit\u00f3rias importantes no Uruguai, na Argentina e na Europa, al\u00e9m de alguns brilhos no circense turfe norte-americano.<\/p>\n<p>Voltando aos n\u00fameros apresentados pelo criador Jos\u00e9 Carlos Fragoso Pires J\u00fanior, eles foram divulgados no referente trabalho ano a ano, resultado dos tais 45 anos. Para uma aprecia\u00e7\u00e3o menos detalhada mas mais pertinente \u00e0s v\u00e1rias \u00e9pocas, pode-se dividir, os 45 anos em 3 grupos de onze anos, mais um grupo de doze anos, isto \u00e9, 1970\/1980, 1981\/1991, 1992\/2002 e 2003\/2014.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>1\u00ba Per\u00edodo- 1970\/1980<\/b><\/p>\n<p><b>&#8211; \u00c9guas de 5001 para 8475<\/b><\/p>\n<p><b>&#8211; Garanh\u00f5es de 643 para 889<\/b><\/p>\n<p><b>&#8211; Produtos de 2648 para 4637<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>2\u00ba Per\u00edodo- 1981\/1991<\/b><\/p>\n<p><b>&#8211; \u00c9guas de 8823 para 8077<\/b><\/p>\n<p><b>&#8211; Garanh\u00f5es de 887 para 831<\/b><\/p>\n<p><b>&#8211; Produtos de 4739 para 4579<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>3\u00ba Per\u00edodo- 1992\/2002<\/b><\/p>\n<p><b>&#8211; \u00c9guas de 7382 para 4715<\/b><\/p>\n<p><b>&#8211; Garanh\u00f5es de 748 para 361<\/b><\/p>\n<p><b>&#8211; Produtos de 4375 para 3429<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>4\u00ba Per\u00edodo- 2003\/2014<\/b><b><\/b><\/p>\n<p><b>&#8211; \u00c9guas de 4575 para 3089<\/b><\/p>\n<p><b>&#8211; Garanh\u00f5es de 339 para 201<\/b><\/p>\n<p><b>&#8211; Produtos de 3238 para 2367<\/b><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/b>O que se nota n\u00e3o \u00e9 bom, e em boa parte \u00e9 reflexo dos inadequados pr\u00eamios oferecidos pelas entidades promotoras de corridas e a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico-financeira pela qual passa o nosso pa\u00eds, com uma desastrosa pol\u00edtica de absurda taxa\u00e7\u00e3o daqueles que produzem e uma simult\u00e2nea distribui\u00e7\u00e3o de dinheiro incentivando a classe financeira financeiramente mais baixa a n\u00e3o trabalhar. Isso naturalmente incentiva os grandes dinheiros a se afastarem de pr\u00e1ticas produtivas e consequente migra\u00e7\u00e3o dos recursos para aplica\u00e7\u00f5es financeiras, assim aumentando o desemprego e o n\u00famero de pessoas que n\u00e3o trabalham, nada produzem, e s\u00e3o sustentados pelo Governo. Uma das maiores intelig\u00eancias de todos os tempos, Ruy Barbosa, em seu pequeno livro Ora\u00e7\u00e3o aos Mo\u00e7os, diz com suas pr\u00f3prias palavras que fazer justi\u00e7a n\u00e3o \u00e9 dar a todos as mesmas coisas, fazer justi\u00e7a \u00e9 dar a cada um aquilo que cada um merece. \u00c9 um racioc\u00ednio l\u00f3gico, os melhores v\u00e3o sempre se sobressair dos piores, e cabe aos Governos tentar minimizar as naturais diferen\u00e7as proporcionando educa\u00e7\u00e3o \u00e0queles que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o pior na natural escala das desigualdades, tirar abusivamente dos melhores e dar de gra\u00e7a para os piores \u00e9 tentar igualar as desigualdades, \u00e9 enfraquecer as for\u00e7as do pa\u00eds, e puxar para baixo o panorama geral. O caminho \u00e9 tentar melhorar os que est\u00e3o por baixo, e n\u00e3o dar a eles de forma impr\u00f3pria aquilo que eles, em grande parte, n\u00e3o fazem por merecer.<\/p>\n<p>Voltando ao \u00f3timo trabalho dos \u201dN\u00fameros da Cria\u00e7\u00e3o Brasileira de 1970 a 2014\u201d, o turfe brasileiro, de um modo geral, deve ter que aguardar melhor orienta\u00e7\u00e3o governamental, e que as condi\u00e7\u00f5es de vida do setor do turfe, respons\u00e1vel direta e\/ou indiretamente por mais de 100 mil empregos, saia bem dessa crise que j\u00e1 se instalou h\u00e1 tantos anos. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que haja um clube em sacrificada situa\u00e7\u00e3o financeira, a ponto de n\u00e3o ter recursos para pagar mensalmente as suas obriga\u00e7\u00f5es financeiras, pois todos os seus dinheiros tem que ser aplicados em pagamentos de impostos federais, estaduais e municipais, que o Minist\u00e9rio da Agricultura n\u00e3o providencie com rigor a extin\u00e7\u00e3o de focos regionais de doen\u00e7as infecto-contagiosas, que permita o descalabro de um clube de corridas com administra\u00e7\u00e3o irregular para se dizer pouco, e assim por diante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como costuma fazer anualmente, o criador Jos\u00e9 Carlos Fragoso Pires J\u00fanior apresentou em agosto de 2015 um levantamento da produ\u00e7\u00e3o dos cavalos de ra\u00e7a P.S.I, desta vez de 1970 a 2014, isto \u00e9, referente aos \u00faltimos 45 anos. 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