

{"id":70824,"date":"2015-08-26T12:00:30","date_gmt":"2015-08-26T15:00:30","guid":{"rendered":"\/home\/?p=70824"},"modified":"2015-08-25T11:39:27","modified_gmt":"2015-08-25T14:39:27","slug":"texto-importante-por-milton-lodi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/noticias\/70824\/texto-importante-por-milton-lodi\/","title":{"rendered":"Texto importante, por Milton Lodi"},"content":{"rendered":"<p>Vou me permitir transcrever um especial texto publicado na Revista Turf-Brasil, referente \u00e0 reuni\u00e3o realizada em Santiago, Chile, referente a provas de grupo. O que foi abordado e recebeu concord\u00e2ncia geral, por todos aqueles que sem quaisquer entendimentos e opini\u00f5es paralelas, representa a verdade dos fatos. A seguir, o importante texto publicado na Revista Turf-Brasil, Edi\u00e7\u00e3o n\u00ba 631, referente aos programas de 13 a 17 de agosto de 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>\u201cComit\u00ea Fiscalizador da OSAF rebaixa provas nacionais\u201d<\/b><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0 Em reuni\u00e3o realizada pelo Comit\u00ea Fiscalizador da OSAF, na segunda-feira, dia 3 de agosto, no Club H\u00edpico de Santiago, no Chile, foram definidas as carreiras sul-americanas que ca\u00edram de gradua\u00e7\u00e3o. O Brasil teve sete provas nessa situa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de uma que saiu do calend\u00e1rio cl\u00e1ssico anual: o GP Paran\u00e1 (G1-2000mA). As milhas internacionais da G\u00e1vea e de Cidade Jardim receberam cartas de advert\u00eancias e podem passar a ser de Grupo 2 em 2017.<\/p>\n<p>Gustavo Tremonti, vice-presidente da Comiss\u00e3o de Corridas do JCB, representou o Brasil na reuni\u00e3o do Comit\u00ea Fiscalizador da OSAF. Ap\u00f3s intensa discuss\u00e3o, em nove horas de reuni\u00e3o, os Grandes Pr\u00eamios que passaram de Grupo 2 para o Grupo 3 no Brasil foram GP Salgado Filho (1600mA) e ABCPCC-Stud Book Brasileiro (3000mG), ambos na G\u00e1vea; al\u00e9m do GP General Couto de Magalh\u00e3es (3218mG), GP Presidente Jos\u00e9 Cerquinho Assump\u00e7\u00e3o (1600mA), GP Consagra\u00e7\u00e3o (3000mG) e Piratininga (2200mA) em Cidade Jardim. A Copa ABCPCC-Regional (1600mA), realizada entre Cristal e Tarum\u00e3, deixou de ser Grupo 3 e passar\u00e1 a ser Listed Race em 2016.<\/p>\n<p>Uma r\u00e1pida analise das provas rebaixadas, ficam claras suas caracter\u00edsticas: ou s\u00e3o carreiras na areia, ou s\u00e3o provas de fundo.<\/p>\n<p>\u201cAs gradua\u00e7\u00f5es das provas est\u00e3o sujeitas \u00e0s regras internacionais. Para as autoridades europ\u00e9ias a quest\u00e3o \u00e9 matem\u00e1tica: alcan\u00e7ou o \u00edndice, \u00e9 mantida; n\u00e3o alcan\u00e7ou o \u00edndice, \u00e9 rebaixada. Em casos especiais e havendo bons motivos, ela pode ser advertida. Essas provas rebaixadas n\u00e3o alcan\u00e7avam h\u00e1 algum tempo os \u00edndices estabelecidos internacionalmente, ent\u00e3o n\u00e3o conseguimos defend\u00ea-las. As provas de fundo s\u00e3o no mundo inteiro menos prestigiadas pelos melhores animais e propriet\u00e1rios. A n\u00e3o ser um ou outro cavalo com tais caracter\u00edsticas. Tomando como exemplo a G\u00e1vea, os cavalos que correm fundo aqui s\u00e3o sempre os mesmos competidores, com isso existe uma dificuldade em melhorar o rating da prova, pois n\u00e3o entram novos animais nesses p\u00e1reos para que se possa fazer uma compara\u00e7\u00e3o entre eles. A mesma coisa acontece nas provas de areia, os propriet\u00e1rios privilegiam correr na grama em fun\u00e7\u00e3o do calend\u00e1rio que existe, com isso as provas de areia ficam com n\u00edvel t\u00e9cnico mais baixo\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Indagado sobre o fato do Brasil n\u00e3o ter um Calend\u00e1rio Cl\u00e1ssico Nacional para preserva\u00e7\u00e3o destas provas e at\u00e9 manter um rod\u00edzio com seus melhores animais, Tremonti explicou: Para se fazer uma chamada cl\u00e1ssica s\u00e3o levados em conta v\u00e1rios elementos. Se voc\u00ea tem provas que s\u00e3o chamadas com frequ\u00eancia e n\u00e3o recebem um n\u00famero de inscri\u00e7\u00f5es interessante, tais chamadas passam a ser reduzidas, porque n\u00e3o se consegue dar os p\u00e1reos com uma boa qualidade. Importante, contudo, salientar, que quantidade n\u00e3o significa necessariamente qualidade. H\u00e1 que se saber pesar. A temporada cl\u00e1ssica \u00e9 feita espelhando a vontade dos propriet\u00e1rios e o modelo de cria\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Tem que se avaliar o que aconteceu no passado. Se uma prova \u00e9 desprestigiada, pode-se tentar mudar a chamada e a dist\u00e2ncia. Dar provas que n\u00e3o tem quase inscri\u00e7\u00e3o \u00e9 um problema que as pessoas n\u00e3o conseguem entender. Tem provas da programa\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica que voc\u00ea sabe que sair\u00e3o com poucos animais, mas que s\u00e3o provas importantes e que tem um motivo para acontecer. Se elas saem com poucos animas n\u00e3o quer dizer que elas t\u00eam que terminar, mas a mesma acaba se rebaixando sozinha. No Brasil temos dois hip\u00f3dromos importantes (JCB e JCSP), que tentam se entender sobre a temporada cl\u00e1ssica, mas nem sempre isso \u00e9 poss\u00edvel. Na Europa, o calend\u00e1rio anual medido por ratings existe h\u00e1 cerca de 12 anos e na Am\u00e9rica do Sul, no \u00e2mbito OSAF, \u00e9 a segunda vez que participo das reuni\u00f5es. \u00c9 uma reuni\u00e3o dif\u00edcil de participar, pois os europeus tem uma vis\u00e3o matem\u00e1tica e n\u00f3s temos uma tend\u00eancia a defender a gradua\u00e7\u00e3o pela import\u00e2ncia que n\u00f3s damos a determinadas provas e n\u00e3o a relev\u00e2ncia que ela realmente tem de acordo com a pontua\u00e7\u00e3o por ela alcan\u00e7ada. N\u00e3o sei at\u00e9 quando vamos conseguir defender isso. Os Jockeys Clubs v\u00e3o ter que se adequar. O rating na Europa \u00e9 mais f\u00e1cil de apurar, pois os cavalos correm em diversos pa\u00edses e as turmas v\u00e3o se renovando com animais de idades diferentes competindo entre si por mais tempo. H\u00e1 uma altern\u00e2ncia de vit\u00f3rias e de cavalos como l\u00edderes de turma, o que aqui \u00e9 mais dif\u00edcil de ocorrer. Temos uma dificuldade de correr RJ e SP e n\u00e3o se fala em cavalos estrangeiros competindo por aqui, em vista dos pr\u00eamios que pagamos e a dificuldade de log\u00edstica e locomo\u00e7\u00e3o. &#8220;Temos que ter uma condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica vi\u00e1vel para que possamos movimentar esses cavalos pela Am\u00e9rica do Sul\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Assim como o Brasil, outros pa\u00edses membros da OSAF tamb\u00e9m tiveram provas rebaixadas, justamente por terem os mesmos problemas que n\u00f3s.<\/p>\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses envolvidos na OSAF n\u00e3o \u00e9 confort\u00e1vel. Nunca ningu\u00e9m da federa\u00e7\u00e3o internacional nos visitou para entender como funciona o mecanismo cl\u00e1ssico na Am\u00e9rica do Sul. Ditar regras para n\u00f3s \u00e9 muito f\u00e1cil, mas ser\u00e1 que vamos conseguir cumpri-las? Por conta dessa nossa participa\u00e7\u00e3o no livro azul e pela preocupa\u00e7\u00e3o na manuten\u00e7\u00e3o das provas de Grupo 1 que temos, que mudamos da data do GP Brasil, porque da forma que era feita antigamente (apenas com cavalos de 4 e mais idade), correr\u00edamos inclusive o risco de perder a gradua\u00e7\u00e3o de nossa prova m\u00e1xima\u201d, revelou Gustavo Tremonti.<\/p>\n<p>O GP Paran\u00e1, por n\u00e3o ter sido realizado e inclusive o Hip\u00f3dromo do Tarum\u00e3, onde \u00e9 realizado, estar fechado, foi retirado do calend\u00e1rio sul-americano e quando voltar a ser corrido ser\u00e1 disputado como Grupo 3. Os GP\u2019s Presidente da Rep\u00fablica (1600mG) realizados na G\u00e1vea e em Cidade Jardim receberam carta de advert\u00eancia e correm s\u00e9rio risco de cair de Grupo 1 para Grupo 2 em 2017.<\/p>\n<p>Os dois clubes est\u00e3o tendo o feedback da gravidade da situa\u00e7\u00e3o. Temos a necessidade de adequar \u00e0 chamada das provas. N\u00f3s n\u00e3o desejamos rebaixar o GP Presidente da Rep\u00fablica e lutamos contra esse rebaixamento, tanto que como n\u00e3o recebemos a carta de advert\u00eancia, as mesmas foram mantidas em 2016. \u00c9 muito dif\u00edcil defender a manuten\u00e7\u00e3o dessas provas, mas se existe uma regra, temos que seguir, doa a quem doer. O que \u00e9 importante observar \u00e9 que se n\u00f3s perdemos uma prova de Grupo 1, que hoje tem uma toler\u00e2ncia de 5 pontos para a federa\u00e7\u00e3o internacional, para faz\u00ea-la subir novamente temos que obedecer o numero real. Exemplo: no mundo inteiro para ser Grupo 1 o rating tem que ser 115, mas para n\u00f3s sul-americanos \u00e9 110; sendo que se uma prova G1 cair aqui, para voltar a subir precisa bater 115 e a tarefa n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, porque nenhuma prova no Brasil bate esse valor. Para se ter uma ideia, o GP Brasil 2015 bateu 111 e a m\u00e9dia de 2012, 2013 e 2014 foi de 112,67. Isso \u00e9 uma quest\u00e3o muito delicada, mas autoridades anteriores entenderam que essa regra era boa e assinaram o acordo internacional, portanto temos que respeit\u00e1-lo. Precisamos trazer bons cavalos para correr essas duas milhas internacionais, por\u00e9m elas tem uma caracter\u00edstica diferente das outras. Elas est\u00e3o colocadas no calend\u00e1rio cl\u00e1ssico de uma forma que os bons animais de 3 anos s\u00e3o estendidos nos 2.400 metros para competir no Derby carioca, no GP S\u00e3o Paulo e no GP Brasil. A n\u00e3o ser os milheiros natos (coisa que no Brasil h\u00e1 muito tempo n\u00e3o aparece) que s\u00e3o mantidos para correrem as milhas aos 3 anos. A quest\u00e3o \u00e9 t\u00e9cnica e ensejar\u00e1 uma reuni\u00e3o entre n\u00f3s para saber o lado que iremos seguir. Confio que o nosso assessor Marcos Ribas de Ara\u00fajo e a dire\u00e7\u00e3o do JCB encontrar\u00e3o o melhor caminho. A Tr\u00edplice Coroa carioca \u00e9 mal colocada no segundo semestre do calend\u00e1rio h\u00edpico. Ent\u00e3o o potro de 3 anos corre os 2.400 metros do Derby carioca entre mar\u00e7o e abril, depois compete no GP S\u00e3o Paulo (2.400mG) em maio para depois competir no GP Brasil (2.400mG) em junho. Depois do Derby carioca esse potro pode abrir m\u00e3o do GP S\u00e3o Paulo e voltar para a milha, mas isso tecnicamente est\u00e1 errado. Por isso que defendemos a unifica\u00e7\u00e3o das Tr\u00edplices Coroas da G\u00e1vea e de Cidade Jardim, mas n\u00e3o conseguimos. Espero que no futuro esse entendimento aconte\u00e7a. N\u00e3o adianta pintar de preto uma prova grupada, se ela n\u00e3o tem categoria para ser prova grupada. Calend\u00e1rio \u00fanico graduado ser\u00e1 sempre um problema, apesar de hoje termos o JCB e o JCSP mais pr\u00f3ximos. O calend\u00e1rio tem que prever os problemas que est\u00e3o acontecendo hoje e tentar antecipar essas solu\u00e7\u00f5es. &#8220;Principalmente as provas de Grupo 1, que vejo com maior dificuldade de recuperar caso percam a gradua\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Gustavo Tremonti.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vou me permitir transcrever um especial texto publicado na Revista Turf-Brasil, referente \u00e0 reuni\u00e3o realizada em Santiago, Chile, referente a provas de grupo. O que foi abordado e recebeu concord\u00e2ncia geral, por todos aqueles que sem quaisquer entendimentos e opini\u00f5es paralelas, representa a verdade dos fatos. 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