

{"id":63646,"date":"2015-02-18T00:03:45","date_gmt":"2015-02-18T02:03:45","guid":{"rendered":"\/?p=63646"},"modified":"2015-02-21T20:39:02","modified_gmt":"2015-02-21T22:39:02","slug":"cavalos-de-corrida-e-a-ciencia-da-genetica-por-sergio-barcellos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/noticias\/63646\/cavalos-de-corrida-e-a-ciencia-da-genetica-por-sergio-barcellos\/","title":{"rendered":"Cavalos de corrida e a ci\u00eancia da gen\u00e9tica, por S\u00e9rgio Barcellos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"\/?attachment_id=63652\" rel=\"attachment wp-att-63652\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-63652\" alt=\"DNApost\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2015\/02\/DNApost.jpg\" width=\"500\" height=\"400\" \/><\/a>H\u00e1 mais de 300 anos, criadores e propriet\u00e1rios de cavalos de corrida do mundo jogam xadrez com a natureza, pretendendo: os primeiros, construir aquele craque que inscrever\u00e1 seus nomes nos anais da ind\u00fastria internacional do puro sangue; e os segundos, imaginando descobrir nos recintos dos leil\u00f5es de potros in\u00e9ditos os indiv\u00edduos que lhes abrir\u00e3o as portas do pante\u00e3o do turfe, transformando perspic\u00e1cia e sorte em fama e fortuna.<\/p>\n<p>Neste processo tricenten\u00e1rio, foram gastos rios de dinheiro, desde que os nobres e magnatas ingleses do s\u00e9culo XXVIII decidiram inventar uma nova ra\u00e7a de equinos capazes de prolongar velocidade no tempo e os chamaram de <i>thoroughbreds, <\/i>hoje a quintess\u00eancia do moderno animal de competi\u00e7\u00e3o, seja em corridas rasas, seja sobre obst\u00e1culos. A melhor m\u00e1quina aer\u00f3bica do mundo animal.<\/p>\n<p>Na alvorada da nova ra\u00e7a, tudo funcionou na base da tentativa e erro. At\u00e9 o momento em que o decurso do tempo e a experi\u00eancia acumulada foram progressivamente cristalizando v\u00e1rias teorias sobre cruzamentos, e algumas evid\u00eancias estat\u00edsticas emergiram do longo e paciente trabalho de sele\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, como em todo empreendimento humano, algumas das teorias sobre cruzamentos (leia-se, a combina\u00e7\u00e3o de pedigrees), encontram-se hoje ultrapassadas diante do choque brutal de realidade introduzido pela moderna gen\u00e9tica \u2013 e iniciado com a decodifica\u00e7\u00e3o do genoma do cavalo.<\/p>\n<p>A partir deste momento, saem de cena in\u00fameras cren\u00e7as e mitos \u2013 a maioria deles baseada na observa\u00e7\u00e3o emp\u00edrica \u2013 e o grande palco da cria\u00e7\u00e3o \u00e9 progressivamente ocupado pela subvers\u00e3o dos novos conceitos relativos \u00e0s leis da combina\u00e7\u00e3o dos genes; ao papel do DNA mitocondrial; \u00e0 import\u00e2ncia do m\u00fasculo card\u00edaco; heran\u00e7a gen\u00e9tica <i>versus<\/i> performance atl\u00e9tica; contribui\u00e7\u00e3o dos av\u00f3s-maternos, etc, etc. Portanto, trata-se de uma completa revolu\u00e7\u00e3o no conhecimento sistematizado do <i>thoroughbred<\/i> mundial. E esta revolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 apenas come\u00e7ando.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 inten\u00e7\u00e3o do autor cansar o leitor com os itens antes mencionados, por si s\u00f3 \u00e1ridos. Mas parece razo\u00e1vel condensar como funciona a busca da excel\u00eancia no cavalo de corridas neste in\u00edcio do s\u00e9culo XXI. E um bom come\u00e7o, \u00e9 saber o que tem sido escrito a respeito. Quem se interessar em aprofundar conhecimentos sobre o tema, pode recorrer \u00e0 pequena bibliografia ao final do artigo.<\/p>\n<p><b>Pedigree e gen\u00e9tica<br \/>\n<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/b>Hoje \u00e9 de conhecimento comum que 1\/3 da habilidade atl\u00e9tica de qualquer cavalo de corrida \u00e9 gen\u00e9tica, isto \u00e9, decorre de seu pedigree. Mas os outros 2\/3 correspondem, respectivamente, ao <i>ambiente<\/i> onde ele foi criado (qualidade dos nutrientes da terra e o equil\u00edbrio da alimenta\u00e7\u00e3o recebida), e aos <i>m\u00e9todos de treinamento<\/i> a que foi submetido em idade de correr. A qualidade dos componentes gen\u00e9ticos responde pela codifica\u00e7\u00e3o de seu cora\u00e7\u00e3o, pulm\u00f5es, m\u00fasculos, ossos, tend\u00f5es e, finalmente, temperamento. O resto, entretanto, n\u00e3o tem a ver diretamente com a gen\u00e9tica: tem a ver com terra, alimenta\u00e7\u00e3o e treinamento.<\/p>\n<p>E onde isso nos leva? Muito simples: no reprodutor, h\u00e1 32 pares de cromossomos que se combinam com os mesmos 32 pares de cromossomos da \u00e9gua-m\u00e3e. Portanto, o produto resultante de qualquer cruzamento, conter\u00e1 sempre 64 pares de cromossomos (o que significa dois elevado \u00e0 pot\u00eancia 64 em termos de combina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis). E todas elas est\u00e3o refletidas no produto da\u00ed resultante. Fa\u00e7am conta, e vejam onde dois elevado \u00e0 pot\u00eancia 64 pode dar&#8230;A partir da\u00ed, tenha-se em mente que qualquer uma dessas praticamente infinitas combina\u00e7\u00f5es pode estar presente no produto. Para o bem ou para o mal.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o: se um determinado cruzamento foi capaz de produzir um cavalo de corrida de alta performance, \u00e9 praticamente imposs\u00edvel que a repeti\u00e7\u00e3o do mesmo cruzamento gere o mesmo <i>make-up<\/i> gen\u00e9tico anterior. Com efeito, \u201cirm\u00e3os inteiros\u201d herdam, em m\u00e9dia, apenas metade do material gen\u00e9tico de seus progenitores.<\/p>\n<p><b>Fam\u00edlias maternas e o papel da mitoc\u00f4ndria<br \/>\n<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/b>Como se sabe, a mitoc\u00f4ndria \u00e9 o componente respons\u00e1vel pela <i>energia<\/i> de toda c\u00e9lula \u2013 a \u201ccasa de for\u00e7a\u201d, por assim dizer, dos seres vivos. A mitoc\u00f4ndria, ou DNA mitocondrial, descoberto em 1980, \u00e9 <b>100% feminino<\/b>, no sentido que ele \u00e9 herdado <i>unicamente<\/i> via linha materna.<\/p>\n<p>Por outras palavras, os machos e as f\u00eameas da esp\u00e9cie recebem o DNA mitocondrial somente atrav\u00e9s de suas <b>m\u00e3es<\/b>. Mais claro, ainda, os machos n\u00e3o conseguem transmitir esse tipo de DNA \u00e0s gera\u00e7\u00f5es subseq\u00fcentes. Mas as m\u00e3es, sim. Assim, o \u201csobrenome\u201d que acompanha qualquer cavalo de corrida atrav\u00e9s de sua exist\u00eancia \u00e9 sempre o de sua linha <b>materna<\/b>.<\/p>\n<p><b>[<\/b>Um par\u00eantese: quando o suposto esqueleto do rei Ricardo III, imortalizado por Shakespeare na pe\u00e7a do mesmo nome, foi acidental e recentemente descoberto numa escava\u00e7\u00e3o em Londres, a confirma\u00e7\u00e3o de que ele era mesmo o personagem da pe\u00e7a s\u00f3 foi poss\u00edvel atrav\u00e9s da coleta do DNA mitocondrial dos descendentes femininos de sua estirpe, alguns dos quais haviam sobrevivido at\u00e9 os nossos dias. Nos restos mortais do infame monarca, tudo podia ser mais ou menos difuso, menos o seu DNA mitocondrial. O mesmo se d\u00e1, quando os antrop\u00f3logos pesquisam sobre as migra\u00e7\u00f5es humanas iniciadas possivelmente h\u00e1 140 mil anos: \u00e9 o DNA mitocondrial que confirma quem migrou de onde para onde.<b>]<\/b><\/p>\n<p>Voltamos ao cavalo de corrida, onde todos conhecem o quadro das 43 fam\u00edlias maternas do General Stud Book ingl\u00eas, catalogadas por Bruce Lowe pela sua ordem de import\u00e2ncia na produ\u00e7\u00e3o dos vencedores do Derby Stakes, do Oaks, e do Saint Leger, as tr\u00eas principais provas da tr\u00edplice-coroa inglesa de seu tempo. O que parecia apenas uma mera indica\u00e7\u00e3o estat\u00edstica, hoje em dia, depois da descoberta do papel do DNA mitocondrial, ganhou import\u00e2ncia. Simplesmente, porque o trabalho de Lowe n\u00e3o se choca contra o moderno conhecimento da biologia celular dos seres vivos.<\/p>\n<p><a href=\"\/?attachment_id=63653\" rel=\"attachment wp-att-63653\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-63653\" alt=\"lowebrucepost\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2015\/02\/lowebrucepost.gif\" width=\"227\" height=\"320\" \/><\/a>Na tabula\u00e7\u00e3o de Bruce Lowe (<em><strong>foto<\/strong><\/em>), a fam\u00edlia 1 ainda domina o panorama cl\u00e1ssico do turfe do mundo, mesmo se agregarmos os n\u00fameros de ganhadores de Grupo do turfe internacional at\u00e9 2005, ou seja, mais de cem anos ap\u00f3s sua cataloga\u00e7\u00e3o. \u00c9 evidente que pertencer \u00e0 fam\u00edlia 1 n\u00e3o significa certeza de sucesso nas pistas. Nela, como em qualquer outra fam\u00edlia materna, h\u00e1 uma multid\u00e3o de animais de todos os n\u00edveis de qualidade, desde os bons at\u00e9 os completamente in\u00fateis.<\/p>\n<p>Mas quer dizer, sim, que, n\u00e3o s\u00f3 do ponto de vista estat\u00edstico, mas principalmente da conformidade com os novos conceitos da gen\u00e9tica, o conhecimento das fam\u00edlias maternas \u00e9 fator decisivo na cria\u00e7\u00e3o. O que parece nos remeter ao axioma de que sem mulher boa at\u00e9 cavalo de corrida \u00e9 dif\u00edcil&#8230;<\/p>\n<p>O que importa saber sobre este t\u00f3pico, por\u00e9m, \u00e9 que as chamadas 43 <i>foundation mares<\/i> (ou matriarcas) de Bruce Lowe guardam uma not\u00e1vel <b>proximidade<\/b> entre si: seis dessas fam\u00edlias (2, 7, 8, 16, 17 e 22) compartem as mesmas sequ\u00eancias de DNA mitocondrial, indicando que elas derivam de um mesmo ancestral feminino comum. De igual forma, algo bastante similar ocorre com as matriarcas das fam\u00edlias 4, 11 e 13, o que n\u00e3o causa surpresa dado o fato dessas tr\u00eas fam\u00edlias terem sido desenvolvidas pelo mesmo criador, Sir James D\u2019arcy, e mantidas no mesmo haras e na mesma \u00e9poca. Como se v\u00ea, o c\u00edrculo da excel\u00eancia no puro sangue de corrida \u00e9 <b>muito menos amplo<\/b> do que sup\u00f5e a nossa filosofia.<\/p>\n<p><b>Cora\u00e7\u00e3o grande e performance nas pistas<br \/>\n<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/b>Quando se considera os fatores fisiol\u00f3gicos que afetam a performance nas pistas, o m\u00fasculo card\u00edaco \u00e9, sem d\u00favida, um dos \u00a0principais. Sem bomba card\u00edaca eficiente, n\u00e3o h\u00e1 bom cavalo de corrida. Claro, s\u00e3o as mol\u00e9culas de hemoglobina do sangue que carregam oxig\u00eanio para os tecidos e os m\u00fasculos, necess\u00e1rios \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n<p>O grande problema, \u00e9 que os m\u00fasculos dos eq\u00fcinos possuem uma capacidade de gerar energia muito maior que a habilidade do sistema card\u00edaco de entregar-lhes oxig\u00eanio. Assim, a quantidade de sangue que pode ser bombeada para todo o corpo do animal durante a competi\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos fatores limitantes de sua capacidade de gerar energia.<\/p>\n<p>Um cavalo pode modular seus batimentos card\u00edacos entre 20 e 240 batidas por minuto. Mas cora\u00e7\u00e3o, em termos de peso e tamanho, \u00a0n\u00e3o parece responder de forma direta e proporcional a treinamento. Desta forma, o volume do cora\u00e7\u00e3o de um animal de corrida, para muitos, deriva de sua combina\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, o chamado cromossomo \u201cX\u201d. Muitos acreditam que \u00e9 ele quem vai determinar a capacidade aer\u00f3bica do indiv\u00edduo, principalmente na abordagem de dist\u00e2ncias longas (aqui consideradas em torno dos 2.400 metros, ou mais).<\/p>\n<p>Um cavalo de corrida com cora\u00e7\u00e3o pequeno pode ser um bom <i>sprinter<\/i> entre 1.200 e 1.400 metros, eis que consegue galopar essas dist\u00e2ncias de forma <i>anaer\u00f3bica<\/i>, ou seja, usando o estoque de oxig\u00eanio j\u00e1 existente antes do come\u00e7o da corrida. Ao contr\u00e1rio, no caso de dist\u00e2ncias mais longas, que implicam maior demanda de oxig\u00eanio transportado da atmosfera para os m\u00fasculos, isso pressup\u00f5e a exist\u00eancia de um cora\u00e7\u00e3o maior e mais eficiente.<\/p>\n<p><a href=\"\/?attachment_id=63647\" rel=\"attachment wp-att-63647\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-63647 alignleft\" alt=\"Secretariat post\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2015\/02\/Secretariat-post.jpg\" width=\"500\" height=\"401\" \/><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Existe, pois, uma correla\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica entre capacidade card\u00edaca e performance atl\u00e9tica. Apenas como exemplo, o cora\u00e7\u00e3o do invicto Eclipse, hoje o maior ancestral da ra\u00e7a (est\u00e1 no princ\u00edpio de 85% dos ganhadores de Grupo do turfe mundial), pesava 14 libras, algo consideravelmente maior que a m\u00e9dia de 6 libras de um cavalo de corrida de seu tempo. Outro exemplo \u00e9 o do gigante neozeland\u00eas Phar Lap, ganhador de 37 corridas, incluindo a Melborne Cup, que pesava tamb\u00e9m aproximadamente 14 libras. E o exemplo mais recente \u00e9 o de Secretariat (1970-1989), o fenomenal tr\u00edplice-coroado americano, considerado o maior cavalo da hist\u00f3ria do turfe dos USA, ganhador do Belmont Stakes (2.400 metros) por assustadores 31 corpos (<em><strong>foto ao lado<\/strong><\/em>). A aut\u00f3psia de Secretariat revelou um cora\u00e7\u00e3o que pesou 22 libras.<\/p>\n<p>O tamanho prov\u00e1vel do cora\u00e7\u00e3o de um animal de corrida pode ser estimado hoje em dia por um simples eletrocardiograma e a exist\u00eancia de equipamentos port\u00e1teis se tornou um h\u00e1bito no exame de potros levados a leil\u00e3o no hemisf\u00e9rio norte. Mesmo considerando que o animal ainda est\u00e1 em fase de crescimento, \u00e9 poss\u00edvel saber mais sobre seu <i>heart score<\/i> e projetar a forma das coisas que vir\u00e3o quando o animal tiver terminado seu processo de amadurecimento.<\/p>\n<p>Mais ainda, de acordo com estudo desenvolvido por cientistas ingleses, publicado em 2005, a quantidade de sangue bombeado para o corpo do animal depende muito do tamanho de seu ventr\u00edculo esquerdo (ou seja, do tamanho da c\u00e2mara ali localizada). Para os autores do estudo, a forma e o tamanho do cora\u00e7\u00e3o de um cavalo de corrida (em idade adulta), t\u00eam muito a ver com a adapta\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o \u00e0s exig\u00eancias do treinamento e tipos de provas onde ele \u00e9 inscrito.<\/p>\n<p>Cavalos de corrida sobre obst\u00e1culos &#8211; a suprema demonstra\u00e7\u00e3o de <i>endurance<\/i> do esporte \u2013 geralmente t\u00eam um cora\u00e7\u00e3o maior e mais desenvolvido que seus similares de corridas rasas. E da\u00ed, talvez, decorra o tradicional princ\u00edpio europeu de fazer os potros de corridas rasas galopar, galopar, e galopar, antes de imaginar supor que seu cora\u00e7\u00e3o e pulm\u00f5es estejam formados e adaptados aos rigores do teste das pistas.<\/p>\n<p><a href=\"\/?attachment_id=63648\" rel=\"attachment wp-att-63648\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-63648 alignright\" alt=\"Wild Risk post\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2015\/02\/Wild-Risk-post.jpg\" width=\"500\" height=\"398\" \/><\/a>[Segundo par\u00eantese: muitos, em seu tempo, ridicularizaram o fato do multimilion\u00e1rio americano, Strassburger, ter escolhido Wild Risk, um excelente cavalo de salto franc\u00eas, embora pequeno e de locomotores duvidosos, para padrear suas \u00e9guas. Hoje, Strassburger \u00e9 considerado um g\u00eanio porque Wild Risk est\u00e1 na origem de not\u00e1veis cavalos de dist\u00e2ncia do turfe mundial (Worden, Vimy, Le Fabuleux, o nosso conhecido Waldmeister, etc). E ele foi tamb\u00e9m um excelente av\u00f4-materno (Blushing Groom, Ashmore, Free Ride, etc). Strassburger procurava capacidade card\u00edaca, sabia o que queria, e onde encontrar.<b>]<\/b><\/p>\n<p><b>O sistema \u00f3sseo-muscular<\/b><\/p>\n<p>O que o conhecimento da gen\u00e9tica eq\u00fcina nos ensina sobre este t\u00f3pico, pode ser condensado da seguinte forma:<\/p>\n<p>. Em m\u00e9dia, quase 1\/3 da ra\u00e7a puro sangue n\u00e3o chega a correr, ou corre e quebra. A principal raz\u00e3o para esta alta percentagem de desperd\u00edcio se localiza na fragilidade do seu sistema \u00f3sseo-muscular. E os eventos mais comuns resultantes disso podem incluir catastr\u00f3ficas fraturas, fraturas por <i>stress<\/i>, fissuras de todo o tipo, problemas com os tend\u00f5es, e o colapso das juntas. Por outro lado, o que identifica e separa a elite da ra\u00e7a do resto \u00e9 exatamente o fato da primeira ser dotada de um eficiente sistema \u00f3sseo-muscular. E tudo se passa, porque a sele\u00e7\u00e3o baseada na permanente busca da velocidade atrav\u00e9s dos s\u00e9culos de hist\u00f3ria do <i>thoroughbred<\/i>, teve um profundo efeito na fisiologia muscular dos indiv\u00edduos, em sua conforma\u00e7\u00e3o e, claro, no n\u00edvel de mineraliza\u00e7\u00e3o de seus ossos.<\/p>\n<p>. A mesma diferen\u00e7a, em termos de fibras musculares, que existe entre os maratonistas humanos (que usam basicamente oxig\u00eanio para produzir energia) e os velocistas (que usam oxig\u00eanio e glicog\u00eanio nelas acumulado), existe entre os cavalos de corrida. Oitenta por cento (80%) deles nascem com fibras musculares de contra\u00e7\u00e3o r\u00e1pida (<i>fast twitches<\/i>, do Tipo 2), em maior ou menor propor\u00e7\u00e3o e, provavelmente, esta caracter\u00edstica \u00e9 controlada pela gen\u00e9tica. A observa\u00e7\u00e3o se ampara no reconhecimento de que a produ\u00e7\u00e3o de determinadas fam\u00edlias \u00e9 um mero espelho da aptid\u00e3o de seus progenitores para determinadas dist\u00e2ncias.<\/p>\n<p>As dificuldades come\u00e7am a aparecer quando alguns criadores insistem em quebrar a combina\u00e7\u00e3o \u00f3tima de varia\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas que deve presidir os cruzamentos, como, por exemplo, cruzar pais reconhecidamente de dist\u00e2ncia com m\u00e3es <i>sprinters<\/i> puros, na esperan\u00e7a de gerar um indiv\u00edduo de dist\u00e2ncia m\u00e9dia. Na maioria dos casos, o que se tem \u00e9 um indiv\u00edduo de dist\u00e2ncia alguma.<\/p>\n<p>. O esqueleto do cavalo de corrida, leia-se, seu chassis, \u00e9 o ponto fraco da ra\u00e7a. E o enorme impacto recebido pelos locomotores quando o animal se desloca ao redor de 60 kms por hora (ou mais), propaga-se por todo o conjunto. Sobreviver a esta situa\u00e7\u00e3o extrema tem tudo a ver com a heran\u00e7a gen\u00e9tica de determinados indiv\u00edduos. Como igualmente, a maioria dos defeitos de conforma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 de origem gen\u00e9tica.<\/p>\n<p>. Do mesmo modo que a altura nos humanos \u00e9 2\/3 gen\u00e9tica e 1\/3 resultante de fatores ambientais e alimenta\u00e7\u00e3o, o mesmo acontece no cavalo de corrida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 altura de sua cernelha. Nos mam\u00edferos, o comprimento de certos ossos varia de uma forma geneticamente coordenada, e a mudan\u00e7a de um pequeno n\u00famero de genes do crescimento ocorre durante a fase de desenvolvimento do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>. Hoje se sabe, cientificamente, que a maior ou menor densidade \u00f3ssea \u2013 algo para o qual contribuem v\u00e1rios genes \u2013 est\u00e1 na base das citadas fraturas e fissuras verificadas no <i>thoroughbred<\/i>.\u00a0 S\u00e3o os chamados \u201cgenes candidatos a fratura\u201d do cavalo de competi\u00e7\u00e3o, motivo de v\u00e1rios estudos, de forma a identific\u00e1-los e orientar veterin\u00e1rios e treinadores sobre de como lidar com esta realidade.<\/p>\n<p><b><a href=\"\/?attachment_id=63649\" rel=\"attachment wp-att-63649\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-63649 alignleft\" alt=\"Seattle Slew post\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2015\/02\/Seattle-Slew-post.jpg\" width=\"500\" height=\"428\" \/><\/a>[<\/b>Outro par\u00eantese: Seattle Slew, o tr\u00edplice-coroado do turfe dos EUA, ademais de excelente reprodutor, foi comprado por praticamente uma ninharia nos leil\u00f5es de Keeneland, porque pisava com a m\u00e3o direita para fora. O veterin\u00e1rio que o examinou (e depois se tornou s\u00f3cio no potro), simplesmente disse ao propriet\u00e1rio que o arrematou: \u201c<i>Esta m\u00e3o para fora n\u00e3o \u00e9 problema. Ele pisa torto, mas a gen\u00e9tica de sua densidade \u00f3ssea \u00e9 espetacular<\/i>.\u201d]<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, densidade \u00f3ssea era algo t\u00e3o importante no turfe do primeiro quarto do s\u00e9culo XX, que o programa do Derby Stakes, em Epsom, tamb\u00e9m indicava o <b>di\u00e2metro da canela<\/b> dos concorrentes, medida abaixo do joelho. Sem ossos geneticamente densos e\u00a0 corretamente mineralizados dificilmente se ganha em Epsom. E isso \u00e9 gen\u00e9tica, mais cria\u00e7\u00e3o. \u00a0<b><br \/>\n<\/b><\/p>\n<p><b><i>Nicks<\/i><\/b><b> e av\u00f3s-maternos<br \/>\n<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/b>De todas as afinidades gen\u00e9ticas poss\u00edveis (ou <i>nicks<\/i>), a que encontra maior respaldo na ci\u00eancia moderna \u00e9 a dos av\u00f3s-maternos. Uma primeira possibilidade, \u00e9 que elas resultem da <i>heterose<\/i>, mais conhecida como \u201cvigor h\u00edbrido.\u201d Nenhuma novidade. A permanente busca de \u201cvigor h\u00edbrido\u201d n\u00e3o foi outra coisa, sen\u00e3o o m\u00e9todo de cria\u00e7\u00e3o praticado \u00e0 saciedade no princ\u00edpio do <i>thoroughbred<\/i>, quando os ingleses come\u00e7aram a cruzar reprodutores do Oriente com \u00e9guas nativas da Gr\u00e3-Bretanha.<\/p>\n<p>Outra explica\u00e7\u00e3o, \u00e9 que as filhas de determinados reprodutores s\u00e3o capazes de fornecer boas combina\u00e7\u00f5es de genes, que complementam as combina\u00e7\u00f5es do reprodutor com os quais o <i>nick<\/i> ocorre. Mas dia vir\u00e1, em que o avan\u00e7o da gen\u00e9tica eq\u00fcina, e, consequentemente, a quantidade de informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis oferecer\u00e1 uma resposta racional para o fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>At\u00e9 l\u00e1, o que os principais criadores do mundo fazem \u00e9, simplesmente, copiar o que deu certo. E <b>todos copiam<\/b>, desde o cruzamento de Eclipse com as m\u00e3es Herod (nos anos de 1770), de Bend Or com as filhas de Macaroni nos 1880\u2019s, de Phalaris com m\u00e3es Chaucer nos 1920\u2019s (por sinal, o cruzamento preferido de Lord Derby), de Sadler\u2019s Wells com as m\u00e3es Darshaan (ou seu pai, Shirley Heights), etc, etc. E com a caracter\u00edstica dessas afinidades serem geralmente rec\u00edprocas.<\/p>\n<p>No caso dos av\u00f3s-maternos, entretanto, a gen\u00e9tica est\u00e1 mais avan\u00e7ada. Geneticistas ingleses j\u00e1 demonstraram que para alguns genes importa, sim, de cujo progenitor eles prov\u00eaem. O fen\u00f4meno \u00e9 chamado de <i>genomic imprinting<\/i> (marca, estampa, ou selo gen\u00f4mico).<\/p>\n<p>Trata-se de genes <i>n\u00e3o expressos<\/i> quando herdados do pai, ao contr\u00e1rio dos genes <i>inativos<\/i> quando herdados das m\u00e3es. H\u00e1 uma diferen\u00e7a, al\u00e9m de sem\u00e2ntica, entre os dois tipos. Isso tem a ver com a explica\u00e7\u00e3o sobre o fato de excepcionais corredores n\u00e3o serem capazes de gerar cavalos parecidos com eles, mas, em contrapartida, suas filhas sim.<\/p>\n<p><a href=\"\/?attachment_id=63650\" rel=\"attachment wp-att-63650\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-63650 alignright\" alt=\"Gone West\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2015\/02\/Gone-West.jpg\" width=\"486\" height=\"378\" \/><\/a>O exemplo mais famoso \u00e9 o de Secretariat, pai de machos e reprodutores comuns, mas um not\u00e1vel av\u00f4-materno (basta lembrar de A.P. Indy, Gone West (<em><strong>foto<\/strong><\/em>) e Storm Cat, para confirmar a hip\u00f3tese). No caso, \u00e9 geneticamente poss\u00edvel que os genes <i>inativos<\/i> de Secretariat, herdados de sua m\u00e3e, Somethingroyal, tenham sido reativados em suas filhas e s\u00e3o, em parte, respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o de excepcionais corredores e reprodutores.<\/p>\n<p>Os homens de cavalo do mundo, entretanto, reconhecem que o \u201cefeito av\u00f4-materno\u201d n\u00e3o dura para sempre, e tende a diluir-se ap\u00f3s algumas gera\u00e7\u00f5es. Tampouco, estamos aqui a afirmar que a qualidade de A.P. Indy, Gone West e Storm Cat se ancore, apenas, no efeito em quest\u00e3o. Em muitos casos, como tudo na natureza, pode tratar-se de uma feliz combina\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica emergida dos cruzamentos de determinadas m\u00e3es e apressadamente creditada por alguns ao av\u00f4-materno.<\/p>\n<p><b>Cria\u00e7\u00e3o seletiva<br \/>\n<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/b>O alvo da cria\u00e7\u00e3o do puro sangue de corrida foi sempre o de evitar o que se chama de \u201cvaria\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica.\u201d De igual forma, o sonho dos criadores tamb\u00e9m foi sempre foi o de tentar <i>uniformizar<\/i> e <i>padronizar<\/i> certos atributos da ra\u00e7a. Mas o fato \u00e9 que cria\u00e7\u00e3o seletiva funciona. E funciona muito bem, por exemplo, na produ\u00e7\u00e3o de leite, carne e ovos, sendo certo que hoje n\u00e3o se faz cria\u00e7\u00e3o intensiva no campo sem o apoio da gen\u00e9tica molecular para complementar e melhorar os tradicionais m\u00e9todos de sele\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"\/especial\/22441\/e-que-materia-e-feita-a-criacao-ga-han-por-ergio-arcellos\/attachment\/rince-arim-ga-han-hateau-e-hantilly-ponsor\/\" rel=\"attachment wp-att-22443\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-22443 alignleft\" alt=\"Prince Karim Aga Khan Chateau De Chantilly Sponsor\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2012\/11\/Aga-Khan-post.jpg\" width=\"400\" height=\"397\" \/><\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Exemplos de grandes criadores do s\u00e9culo XX na Europa e nos EUA, incluem Federico Tesio, Lord Derby, Marcel Boussac e Hancock. Nos nossos dias, esta lista pode ser completada com o Aga Khan (<em><strong>foto<\/strong><\/em>) e Khalid Abdullah. \u00c9 poss\u00edvel que nenhum deles pensasse de forma consciente em termos de gen\u00e9tica, mas parte de seu sucesso pode ser explicado por ela. O racioc\u00ednio \u00e9 simples, como veremos a seguir.<\/p>\n<p>O processo tradicional dos grandes criadores do mundo come\u00e7a sempre na montagem de um universo de m\u00e3es de alta qualidade e, ao longo do tempo, v\u00e3o adquirindo conhecimento de quais estrat\u00e9gias de cruzamento funcionam em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s fam\u00edlias maternas que abrigam em seus haras. Pelo cont\u00ednuo descarte dos produtos de baixa performance, a propor\u00e7\u00e3o de boas variantes gen\u00e9ticas do conjunto do plantel naturalmente aumenta. A segunda etapa \u00e9 reduzir as vari\u00e1veis ambientais (e elas s\u00e3o importantes, como j\u00e1 vimos), ao procurar criar e alimentar todos os produtos exatamente da mesma maneira. Isso melhora tamb\u00e9m as chances de que as diferen\u00e7as entre os indiv\u00edduos estejam mais relacionadas a m\u00e9rito gen\u00e9tico, do que \u00e0 boa \u201chospedagem.\u201d<\/p>\n<p>Por outras palavras, torna-se mais evidente que a sele\u00e7\u00e3o dos melhores animais sirva para identificar cruzamentos capazes de transmitir um m\u00e9rito gen\u00e9tico superior. \u00c9 verdade que esses diferenciais comparativos em termos de qualidade nas pistas e na reprodu\u00e7\u00e3o, podem levar anos e v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de animais para serem confirmados. Mas tamb\u00e9m \u00e9 ineg\u00e1vel que os resultados s\u00e3o mais consistentes e previs\u00edveis na opera\u00e7\u00e3o de criar buscando um todo o mais homog\u00eaneo poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Como se viu anteriormente, embora a elite da ra\u00e7a, os <i>top<\/i> <i>performers<\/i>, sejam capazes de passar adiante uma boa combina\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, isso n\u00e3o quer dizer que todas as combina\u00e7\u00f5es de seus genes dominantes\/recessivos ser\u00e3o recriadas em sua produ\u00e7\u00e3o. Ou seja, que sua prole herdar\u00e1 intacta e intocada suas habilidades atl\u00e9ticas. Com efeito, a elite da ra\u00e7a \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. A regra \u00e9 a presen\u00e7a de uma esmagadora maioria de cavalos que apresentam uma performance inferior \u00e0 de seus pais.<\/p>\n<p>Isso fica muito claro diante dos <i>ratings<\/i> m\u00e9dios do Timeform ao longo de v\u00e1rias d\u00e9cadas, que \u00e9 de 79 libras-peso para os potros de tr\u00eas anos e de 72 libras-peso para as potrancas. Claro, a hereditariedade, em termos de performance, tem limites.<\/p>\n<p>O general Stud Book ingl\u00eas est\u00e1 cheio de exemplos disso, isto \u00e9, de produtos filhos de ganhadores do Derby Stakes cruzados com ganhadoras do Oaks Stakes. Somente um deles, Lammtarra, em 1995, filho de Nijinsky e Snow Bride, venceu o Derby de sua gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas uma coisa \u00e9 geneticamente verdadeira, e estatisticamente afer\u00edvel: a f\u00f3rmula de regress\u00e3o estat\u00edstica dos <i>ratings<\/i> do Timeform demonstra que a m\u00e9dia dos animais frutos do cruzamento de indiv\u00edduos com <i>ratings<\/i> acima de 110 libras-peso \u00e9, sim, superior \u00e0 m\u00e9dia do universo dos animais que um dia entraram em uma pista de corrida. Eles podem n\u00e3o ter sido atletas iguais aos seus pais, mas sua performance tende a ser superior \u00e0 de seus iguais.<\/p>\n<p><b>O futuro<\/b><\/p>\n<p>Em suma, parece razo\u00e1vel admitir que o sequenciamento do genoma equino vai acelerar o conhecimento do cavalo de corrida universal. E o progressivo desenvolvimento da gen\u00e9tica acabar\u00e1 por colocar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de criadores e propriet\u00e1rios algumas respostas at\u00e9 ent\u00e3o obscuras. O processo da gera\u00e7\u00e3o da vida no cavalo de corrida n\u00e3o mudar\u00e1. Mas ser\u00e1 poss\u00edvel conhecer mais, e conhecendo, eliminar desse processo alguns obst\u00e1culos que impedem seu pleno desenvolvimento.<\/p>\n<p><b>Bibliografia<br \/>\n<\/b><\/p>\n<p>Craig, Dennis, <i>Breeding Racehorses from Cluster Mares<\/i>, J.A. Allen, 1964<\/p>\n<p>Haun, Marianna, <i>The X Factor<\/i>, Russel Meerdinck Co., USA, 1997<\/p>\n<p>Hislop, John<i>, Breeding for Racing<\/i>, Kingswood Press, 1992<\/p>\n<p>M. Binns and T. Morris, <i>Pedigree Theories and the Science of<\/i> <i>Genetics<\/i>, J.A. Allen, 2010<\/p>\n<p>Varola, Franco, <i>Typology of the Racehorse<\/i>, J.A. Allen, 1974<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em><strong>Rio de Janeiro, 16.02.2015<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais de 300 anos, criadores e propriet\u00e1rios de cavalos de corrida do mundo jogam xadrez com a natureza, pretendendo: os primeiros, construir aquele craque que inscrever\u00e1 seus nomes nos anais da ind\u00fastria internacional do puro sangue; e os segundos, imaginando descobrir nos recintos dos leil\u00f5es de potros in\u00e9ditos os indiv\u00edduos que lhes abrir\u00e3o as [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":63655,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-63646","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63646"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63646"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63646\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63655"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63646"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63646"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63646"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}