

{"id":60521,"date":"2014-11-19T12:04:53","date_gmt":"2014-11-19T14:04:53","guid":{"rendered":"\/?p=60521"},"modified":"2014-11-19T12:44:18","modified_gmt":"2014-11-19T14:44:18","slug":"passado-presente-e-futuro-por-milton-lodi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/noticias\/60521\/passado-presente-e-futuro-por-milton-lodi\/","title":{"rendered":"Passado, Presente e Futuro, por Milton Lodi"},"content":{"rendered":"<p>A n\u00e3o ser os poucos haras mais antigos, como o centen\u00e1rio Haras S\u00e3o Jos\u00e9 e Expedictus, o Mondesir e mais uns tantos de abastadas fam\u00edlias paulistas, mais alguns poucos do Paran\u00e1 e ainda outros ga\u00fachos, esses \u00f3timos com cria\u00e7\u00e3o a campo, somente comendo o privilegiado capim do extremo sul do pa\u00eds e infelizmente com menos de um ano e meio de idade apanhados quase que a la\u00e7o no campo para, atrav\u00e9s de uma doma violenta e desumana iniciar as prepara\u00e7\u00f5es para um inicio de campanha nas raias das pencas. O panorama geral n\u00e3o era animador, no que dizia respeito \u00e0 melhoria da ra\u00e7a. Havia no sul do pa\u00eds a cren\u00e7a de que os cavalos argentinos eram melhores e quase imbat\u00edveis, e o custo de cria\u00e7\u00e3o quase zero permitia que fosse encarado como normal e sem import\u00e2ncia maior a enorme quebra de potros, em sua maioria ainda com 2 anos incompletos. Os potros que n\u00e3o mostravam precocidade e velocidade eram mandados para os hip\u00f3dromos, e os que mostravam boas aptid\u00f5es eram condenados a participar das pencas. Na pr\u00e1tica, dos penqueiros eram poucos os que n\u00e3o ficavam lesionados, passada a fase das pencas iam para os hip\u00f3dromos aqueles que ainda apresentavam condi\u00e7\u00f5es de participar de corridas. Em linhas gerais, era isso que ocorria, naturalmente com as sempre exce\u00e7\u00f5es \u00e0s regras. Com a moderniza\u00e7\u00e3o dos conceitos, com o pregresso da ci\u00eancia veterin\u00e1ria permitindo um aprimoramento das condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas dos animais, com uma cria\u00e7\u00e3o mais inteligente e com a evolu\u00e7\u00e3o dos hip\u00f3dromos oferecendo premia\u00e7\u00f5es atraentes, as pencas foram perdendo um prest\u00edgio geral para permanecer at\u00e9 hoje em n\u00fameros menores dos mais apaixonados por corridas. S\u00f3 para citar um p\u00e1lido exemplo da paix\u00e3o pelas pencas, havia um treinador no Rio Grande do Sul que era endeusado pelos propriet\u00e1rios, pois era um contumaz ganhador daquelas provas. O que muitos n\u00e3o se davam conta \u00e9 que o treinador chegava a receber cerca de 70 potros dos propriet\u00e1rios, e nos \u00faltimos preparativos para correr s\u00f3 restavam uns 10%, uns 7 em condi\u00e7\u00f5es de trabalharem para serem inscritos. E os outros paravam pelo caminho, mais de 60 se lesionavam pelo esfor\u00e7o precoce e viol\u00eancia. Isso, por\u00e9m, \u00e9 uma coisa quase que do passado, o gosto da cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o encontra tanta gente disposta a rasgar dinheiro.<\/p>\n<p>Aproximadamente 1945 e 1950 come\u00e7aram a surgir em S\u00e3o Paulo \u00e0s implanta\u00e7\u00f5es de haras que vieram a ter boa envergadura e representatividade no cen\u00e1rio turf\u00edstico nacional. Naquela \u00e9poca foram implantados haras muito importantes como o Bela Esperan\u00e7a, o S\u00e3o Quirino, o Ipiranga, o Faxina, o Patente, o Santa Anita. No Rio veio o Haras Vargem Alegre, no Paran\u00e1 o Valente e o Paran\u00e1. As fam\u00edlias Lara e Assump\u00e7\u00e3o eram anteriores a 1945 na cria\u00e7\u00e3o paulista, e de um modo geral foi havendo um encontro com a realidade turf\u00edstica at\u00e9 os anos dourados do Jockey Club Brasileiro e o de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Muitos anos se passaram com um evolutivo progresso, desde a era S\u00e3o Jos\u00e9 e Expedictus, Mondesir, o pernambucano Maranguape, passado pelos j\u00e1 citados haras da \u00e9poca aproximada 1945-1950, e com a chegada do Haras Guanabara houve um realce ainda maior.<\/p>\n<p>Depois de cerca de 20 anos de tentativas, quando nos primeiros 10 anos brilhou Julio C\u00e1pua (Haras Vale da Boa Esperan\u00e7a) e nos derradeiros 10 com Julio Bozano (Haras Santa Maria de Araras), os criadores fluminenses, que eram domiciliados no Rio, eram cariocas, houve uma debandada \u00e0 procura de terras mais adequadas para a cria\u00e7\u00e3o do cavalo de corridas, houve uma grande guinada para as mais f\u00e9rteis terras do pa\u00eds, e hoje l\u00e1 est\u00e3o, vindos do Estado do Rio, do Paran\u00e1 e de S\u00e3o Paulo, a maioria dos haras maiores produtores de qualidade. Hoje, e desde algum tempo, a melhor qualidade dos animais brasileiros vem de Bag\u00e9, RS, onde est\u00e3o os Haras Santa Maria de Araras, Mondesir, Castelo, TNT, Anderson, Old Friends, Bag\u00e9 do Sul, Doce Vale, dentre outros inclusive do antigo plantel do infelizmente extinto Haras Santa Ana do Rio Grande. No Paran\u00e1, foram implantados 4 haras de grande sucesso, o Santa Rita da Serra, o S\u00e3o Jos\u00e9 da Serra, o Santar\u00e9m e o Estrela Energia. O assunto daria para escrever mais de um livro, mas a \u201cV\u00f4o de P\u00e1ssaro\u201d, como diria o saudoso Hernani Azevedo Silva, mesmo com a omiss\u00e3o involunt\u00e1ria, haras importantes como o Terra Branca, o Expert, o Interlagos, o Calunga, o Vila Brandina, o Rosa do Sul, o Malurica, o Bela Vista e tantos outros importantes haras.<\/p>\n<p>O assunto \u00e9 apaixonante e vast\u00edssimo, e n\u00e3o cabe em um simples artigo semanal, preparado com muito prazer e de mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Para o futuro, da para perceber que pencas est\u00e3o perdendo o seu prest\u00edgio, e que os tr\u00eas mais importantes clubes de corridas, o do Rio Grande do Sul, do Rio e S\u00e3o Paulo que est\u00e3o em boas m\u00e3os n\u00e3o conseguem providenciar o important\u00edssimo detalhe de aumento de dota\u00e7\u00f5es. O JCRS esta em fase de reconstru\u00e7\u00e3o das pistas e de sua vila h\u00edpica e tudo indica um futuro promissor. O de SP esta se aproximando do final de um intenso trabalho de recupera\u00e7\u00e3o financeira, saudando compromissos de diretorias delirantes que deixaram o clube em dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o. O JCB j\u00e1 h\u00e1 mais de tr\u00eas anos que reforma o seu patrim\u00f4nio f\u00edsico investindo e promovendo a instala\u00e7\u00e3o de fontes alternativas de receitas. O setor social \u00e9 tratado com esmero, n\u00e3o faltando quadra de t\u00eanis, piscinas, restaurantes e \u00f3timas \u00e1reas de lazer. Isso tudo \u00e9 plaus\u00edvel todos os setores devem ser melhorados, mais n\u00e3o \u00e9 o que acontece no setor turf\u00edstico que em fun\u00e7\u00e3o da estagna\u00e7\u00e3o das dota\u00e7\u00f5es h\u00e1 muito anos j\u00e1 entrou em clima aflitivo. O setor turfe j\u00e1 ultrapassou os limites aceit\u00e1veis da perda de dinheiro, a rigor quem est\u00e1 de fora n\u00e3o est\u00e1 entrando e quem est\u00e1 dentro ou sai ou resiste na ilus\u00e3o de boa melhora. Aqueles que pagam as contas, isto \u00e9 os propriet\u00e1rios, sofrem com descontos injustific\u00e1veis como por exemplo, de 15% de Imposto de Renda na fonte. O clube visto de fora \u00e9 entendido como um grupo de ricos, por isso sofre injustas taxa\u00e7\u00f5es, mas o que realmente ocorre \u00e9 que aqueles que mantem as corridas inscrevendo semanalmente seus cavalos n\u00e3o v\u00e3o poder aguentar at\u00e9 que um dia eventualmente venha a tal melhoria financeira proporcionada por pr\u00eamios adequados.<\/p>\n<p>O futuro da atividade turf\u00edstica esta ligada diretamente a aumentos peri\u00f3dicos das dota\u00e7\u00f5es, e elas h\u00e1 muito n\u00e3o se apresentam. Uma atividade importante e prazerosa que est\u00e1 perdendo a gra\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A n\u00e3o ser os poucos haras mais antigos, como o centen\u00e1rio Haras S\u00e3o Jos\u00e9 e Expedictus, o Mondesir e mais uns tantos de abastadas fam\u00edlias paulistas, mais alguns poucos do Paran\u00e1 e ainda outros ga\u00fachos, esses \u00f3timos com cria\u00e7\u00e3o a campo, somente comendo o privilegiado capim do extremo sul do pa\u00eds e infelizmente com menos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":29420,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-60521","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60521"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60521"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60521\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29420"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60521"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60521"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60521"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}