

{"id":52909,"date":"2014-05-21T12:00:41","date_gmt":"2014-05-21T15:00:41","guid":{"rendered":"\/?p=52909"},"modified":"2014-05-20T18:24:40","modified_gmt":"2014-05-20T21:24:40","slug":"epoca-revolucionaria-por-milton-lodi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/noticias\/52909\/epoca-revolucionaria-por-milton-lodi\/","title":{"rendered":"\u00c9poca revolucion\u00e1ria, por Milton Lodi"},"content":{"rendered":"<div align=\"justify\">Nesses \u00faltimos poucos anos, uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o instalou-se no turfe brasileiro. Tradicionalmente t\u00ednhamos tr\u00eas faixas de clubes promotores de corridas. Divididas n\u00e3o s\u00f3 pelas suas import\u00e2ncias e grandezas como tamb\u00e9m e, principalmente pelos seus movimentos de apostas. Na primeira faixa estavam, e est\u00e3o, o Jockey Club Brasileiro e o de S\u00e3o Paulo. Na segunda, o Jockey Club do Rio Grande do Sul e o do Paran\u00e1 (hoje e j\u00e1 de algum tempo, o do Paran\u00e1 nem sendo implodido por m\u00e1s e inadequadas administra\u00e7\u00f5es, caminhando para um futuro cada vez mais pr\u00f3ximo do ostracismo ou mesmo para uma eventual paralisa\u00e7\u00e3o de suas atividades turf\u00edsticas). Assim, na realidade, na pr\u00e1tica, s\u00f3 o Jockey Club do Rio Grande do Sul ocupa a segunda faixa. Na terceira est\u00e3o\u00a0 todos os demais clubes promotores de corridas, que por motivos v\u00e1rios lutam pelas suas vidas, com mais do que insuficiente movimentos de apostas, n\u00famero reduzido e de padr\u00e3o abaixo do razo\u00e1vel no que diz respeito \u00e0 qualidade dos corredores.<\/div>\n<div align=\"justify\"><\/div>\n<div align=\"justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A bem da verdade, na pr\u00e1tica, adequadamente o Minist\u00e9rio da Agricultura cassou a Carta-Patente do Jockey Club de Pelotas, por desrespeito a regulamentos e regras, que t\u00eam que ser seguidas para justificar a tal Carta-Patente, que \u00e9 quem d\u00e1 direito \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de corridas. Por cerca de um ano o Jockey Club de Pelotas sofreu profundas modifica\u00e7\u00f5es em suas pr\u00e1ticas. Com todas as exig\u00eancias cumpridas, o Jockey Club de Pelotas pleiteou e recebeu de volta o seu direito de promover corridas. Agora em ordem, em m\u00e3os de turfistas adequados ao esp\u00edrito de sua exist\u00eancia, em m\u00e3os de gente honesta e que luta por melhorias, o Jockey Club de Pelotas \u00e9 hoje o quarto clube promotor de corridas do Brasil.<\/div>\n<div align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em muito boa hora, talvez at\u00e9 um pouco tarde, o melhor Ministro da Agricultura de nosso pa\u00eds, o ga\u00facho Luiz Fernando Cirne Lima, providenciou uma Lei do Turfe, que em todos os sentidos ordenou os problemas do turfe brasileiro, e em consequ\u00eancia, houve melhoria geral e progresso.<\/div>\n<div align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Um dia foi criada a CCCCN, Comiss\u00e3o Coordenadora da Cria\u00e7\u00e3o do Cavalo Nacional que, bem intencionada, foi \u00fatil ao turfe brasileiro, mas \u00e0 medida em que passaram os tempos de Cirne Lima, ela foi perdendo a for\u00e7a e a necess\u00e1ria utilidade. Para que ela subsistisse, os dois Jockeys Clubs da primeira faixa passaram a ter a obriga\u00e7\u00e3o de pagar mensalmente ao Minist\u00e9rio da Agricultura uma taxa ou imposto mensal conforme o volume de sua distribui\u00e7\u00e3o de pr\u00eamios, decorrentes dos movimentos gerais de apostas. Os pagamentos mensais, cada vez mais pesados ante a decrescente realidade do turfe brasileiro, chegou \u00e0 situa\u00e7\u00e3o desagrad\u00e1vel. Os dois clubes pagantes passaram a n\u00e3o cumprir religiosamente as suas obriga\u00e7\u00f5es mensais, e quando a CCCCN foi extinta, quando se imaginava que a taxa\u00e7\u00e3o ia desaparecer, o Minist\u00e9rio da Agricultura manteve a exig\u00eancia de pagamento, a outro t\u00edtulo. O Minist\u00e9rio e os dois clubes pagantes amigavelmente se acertaram, para um escalonamento das injustas d\u00edvidas. Um peso muito grande para o Jockey Club Brasileiro e o de S\u00e3o Paulo. Mesmo assim, as administra\u00e7\u00f5es dos dois clubes encontraram enormes dificuldades para cumprir o prometido, diminuindo o potencial financeiro e continuava insuport\u00e1vel.<\/div>\n<div align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Paralelamente, as diretorias dos Clubes tentavam sensibilizar o Governo da injusti\u00e7a da cobran\u00e7a de um tributo a uma entidade j\u00e1 h\u00e1 muito morta pelo pr\u00f3prio Minist\u00e9rio. As a\u00e7\u00f5es conjuntas dos tr\u00eas mais importantes Clubes brasileiros promotores de corridas, ap\u00f3s um grande e prof\u00edcuo trabalho, foi finalmente conseguido que o absurdo fosse compreendido. A natural decorr\u00eancia disso ser\u00e1 muito ben\u00e9fica para a comunidade turf\u00edstica, venha ela da forma que vier.<\/div>\n<div align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Depois dessa longa batalha contra uma injusta e absurda cobran\u00e7a contra os Clubes, a comunidade turf\u00edstica tem que cuidar de outro caso injusto e absurdo, qual seja, a cobran\u00e7a de 15% (quinze por cento) do Imposto de Renda sob os pr\u00eamios, na fonte, isso de uma atividade reconhecidamente deficit\u00e1ria para a grande maioria. Impostos foram feitos para serem pagos, mas dentro de um limite do razo\u00e1vel. Assim, se n\u00e3o for correto a n\u00e3o cobran\u00e7a desses 15%, que seja mantida a cobran\u00e7a como institui\u00e7\u00e3o, mas no caso com o valor de 1% (um por cento). Continuaria a cobran\u00e7a sobre uma atividade deficiente, mas cab\u00edvel e mais adequada.<\/div>\n<div align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A luta continua, mas a n\u00e3o ser para os reclamadores de plant\u00e3o, os eternamente insatisfeitos e os do contra, do qual grupo tamb\u00e9m faz parte os pessimistas, repito, a n\u00e3o ser para esses, a comunidade turf\u00edstica j\u00e1 pode entender de bons novos tempos.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesses \u00faltimos poucos anos, uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o instalou-se no turfe brasileiro. Tradicionalmente t\u00ednhamos tr\u00eas faixas de clubes promotores de corridas. Divididas n\u00e3o s\u00f3 pelas suas import\u00e2ncias e grandezas como tamb\u00e9m e, principalmente pelos seus movimentos de apostas. Na primeira faixa estavam, e est\u00e3o, o Jockey Club Brasileiro e o de S\u00e3o Paulo. 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