

{"id":45251,"date":"2013-11-15T19:29:12","date_gmt":"2013-11-15T21:29:12","guid":{"rendered":"\/?p=45251"},"modified":"2013-11-19T09:23:14","modified_gmt":"2013-11-19T11:23:14","slug":"entrevista-exclusiva-marcos-ribas-de-faria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/especial\/45251\/entrevista-exclusiva-marcos-ribas-de-faria\/","title":{"rendered":"Entrevista exclusiva: Marcos Ribas de Faria"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2013\/11\/escorial1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-45264\" alt=\"escorial\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2013\/11\/escorial1.jpg\" width=\"425\" height=\"332\" \/><\/a>Confira abaixo a entrevista com <strong>Marcos Ribas de Faria<\/strong>, tamb\u00e9m conhecido como Escorial (na foto ao lado)<em>,<\/em> forma como sempre assinou suas colunas sobre turfe.<\/p>\n<p><b>Qual \u00e9 a sua fun\u00e7\u00e3o junto \u00e0 diretoria do JCB?<\/b><\/p>\n<p><b>MR:<\/b> Sou um consultor. Antes, de 1987 a 2001, fui o handicapeur.<\/p>\n<p><b>H\u00e1 quanto tempo voc\u00ea vem exercendo essa fun\u00e7\u00e3o atual?<\/b><\/p>\n<p><b>MR:<\/b> Comecei em 2008, por indica\u00e7\u00e3o do Lineuzinho (Paula Machado) e do S\u00e9rgio (Barcellos), come\u00e7ando a refazer a programa\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica e dando ideias ocasionalmente. Depois, a partir de 2011, acho, a coisa ficou mais recorrente e s\u00f3lida.<\/p>\n<p><b>Qual \u00e9 o maior desafio para se montar uma boa programa\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica?<\/b><\/p>\n<p><b>MR:<\/b> Simplesmente montar uma programa\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica \u00e9 um grande desafio, ainda mais pela \u00e9poca em que deve, por lei, aqui ser feita: no meio no ano h\u00edpico. O que, no m\u00ednimo, n\u00e3o \u00e9 bom. Afinal, o ano h\u00edpico, de 1 de julho a 30 de junho, \u00e9 o que vale.<\/p>\n<p><b>A elabora\u00e7\u00e3o do novo calend\u00e1rio cl\u00e1ssico carioca considerou a implementa\u00e7\u00e3o do sistema de ratings pela IFHA?<\/b><\/p>\n<p><b>MR:<\/b> Considerou e nem podia deixar de considerar. At\u00e9 porque isso foi pedido pelo Cieran Kennelly, o consultor do comit\u00ea internacional que esteve no Brasil. Mas ele falou muito em termos brasileiros, isso tem que ser real\u00e7ado. Da programa\u00e7\u00e3o \u00e0s tabelas de peso. E \u00e9 algo que n\u00f3s turfistas temos que realmente come\u00e7ar a pensar. Isto \u00e9, n\u00e3o de forma regional, mas de forma nacional. Fugir do turfe carioca versus turfe paulista ou vice-versa, coisas deste tipo. E, por exemplo, como a t\u00e3o citada e, a meu ver, fundamental Pedra \u00danica, mergulhar fundo no turfe brasileiro como alicerce e objetivo.<\/p>\n<p><b>E agora com o novo posicionamento do Grande Pr\u00eamio Brasil na temporada cl\u00e1ssica, passando para o segundo semestre h\u00edpico, a prova passa ser mais seletiva e melhor colocada?<\/b><\/p>\n<p><b>MR:<\/b> Certamente. Passa a ser para produtos de tr\u00eas anos e mais idade, como todas as grand\u00edssimas carreiras internacionais, do Arc de Triomphe, a meu ver a maior, \u00e0 Hong Kong Cup. Um avan\u00e7o mais do que respeit\u00e1vel. Imprescind\u00edvel.<\/p>\n<p><b><a href=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2013\/11\/marcos-ribas-e-samir.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-45254\" alt=\"marcos ribas e samir\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2013\/11\/marcos-ribas-e-samir.jpg\" width=\"375\" height=\"500\" \/><\/a>Isso era um anseio de muitos, voc\u00ea poderia citar alguns nomes que buscavam desde muito esta mudan\u00e7a?<\/b><\/p>\n<p><b>MR:<\/b> Roberto Seabra era um. Mestre Samir Abujamra<em> (\u00e0 esqueda na foto, ao lado do nosso entrevistado)<\/em> era e \u00e9 outro.\u00a0 Tamb\u00e9m o Affonso Burlamaqui e o Amilcar Turner de Freitas, com quem trabalhei no JCB de 1992 a 1996. Isso para citar alguns.<\/p>\n<p><b>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tr\u00edplice-coroa, a antecipa\u00e7\u00e3o para o primeiro semestre h\u00edpico \u00e9 uma mudan\u00e7a importante?<\/b><\/p>\n<p><b>MR:<\/b> Pessoalmente acho que sim. Muito. Com o plus, para meu olhar, fundamental, se ela for BRASILEIRA. O que, para mim, deve ser. Ali\u00e1s, algo que j\u00e1 houve, com sucesso, de 1961 <i>(quando Emerson venceu no dia 15 de novembro o Derby Brasileiro, o Cruzeiro do Sul, e tr\u00eas semanas depois, o Derby Paulista no primeiro domingo de dezembro, que continuou a ser normalmente disputado mesmo n\u00e3o fazendo parte da tr\u00edplice coroa brasileira)<\/i> a 1965, ano da vit\u00f3ria de Nageur no Cruzeiro do Sul. Roberto (Seabra) sempre foi um que pensou assim. Entre outros mil motivos, por isso tamb\u00e9m, ele foi o que foi como criador, propriet\u00e1rio e turfman. O que ele representou, representa e representar\u00e1. Sempre.<\/p>\n<p><b>Como essas mudan\u00e7as poder\u00e3o ajudar o turfe do Rio de Janeiro, em rela\u00e7\u00e3o aos ratings?<\/b><\/p>\n<p><b>MR:<\/b> A partir do momento em que se insere, te\u00f3rica e tecnicamente, em ditames internacionais hist\u00f3ricos, at\u00e9 bem anteriores \u00e0 ado\u00e7\u00e3o oficial dos ratings, o que \u00e9 important\u00edssimo. Mas n\u00e3o s\u00f3 o carioca e sim o brasileiro. Os ratings vieram, est\u00e3o a\u00ed e devem ser levados em considera\u00e7\u00e3o obrigatoriamente. Mesmo que sejam em determinados pa\u00edses criticados em como eles s\u00e3o atribu\u00eddos, por serem, digamos, mais comerciais do que t\u00e9cnicos em seus objetivos e nos seus norteamentos, al\u00e9m de tentarem ser quase puramente objetivos, deixando, em segundo plano, o olhar de cada um. Esses passaram a ter que seguir regras determinadas com tintas matem\u00e1ticas. Como dizia um grande criador brasileiro, a magia apaixonante dos cavalos PSI est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o dos mesmos, no mist\u00e9rio da classe. E \u00e9 claro que as corridas, como consequ\u00eancia, carregam ou devem carregar isso.\u00a0 Algo mais po\u00e9tico, digamos assim. Mas, como disse, os ratings vieram, est\u00e3o a\u00ed, s\u00e3o uma realidade, t\u00eam a sua import\u00e2ncia ineg\u00e1vel, mesmo que devam ser sempre objetos de reflex\u00e3o e discuss\u00e3o. Ali\u00e1s, como tudo na vida, n\u00e3o somente eles. Ainda que n\u00e3o devendo simplesmente apagar as nossas caracter\u00edsticas, eles podem ajudar muito no processo de nosso aprimoramento. N\u00e3o se pode ignor\u00e1-los e se viver como numa ilha ou numa bolha. S\u00e3o mais um exemplo da t\u00e3o famosa globaliza\u00e7\u00e3o. Que n\u00e3o haja certezas absolutas, verdades inquestion\u00e1veis, mas que as d\u00favidas permane\u00e7am para alimentar as mais do que necess\u00e1rias reflex\u00f5es. Do contr\u00e1rio, caminha-se para a estagna\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 letal. E a\u00ed me vem mais forte ainda a necessidade imperiosa, n\u00e3o s\u00f3 na teoria, mas na pr\u00e1tica, de um turfe BRASILEIRO, como disse antes e fa\u00e7o quest\u00e3o de repetir.<\/p>\n<p><b><a href=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2013\/08\/Brasil2013.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-40148\" alt=\"Brasil2013\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2013\/08\/Brasil2013.jpg\" width=\"450\" height=\"299\" \/><\/a>Quais s\u00e3o as principais altera\u00e7\u00f5es que os turfistas do Rio de Janeiro ir\u00e3o perceber na tabela cl\u00e1ssica da temporada 2013\/2014?<\/b><\/p>\n<p><b>MR:<\/b> Acho que o Brasil no segundo semestre h\u00edpico da temporada. O eixo muda. Tudo vai tendo que ser ajustado. Provas que eram no primeiro semestre h\u00edpico, passaram para o segundo, e vice-versa. Assim, algumas chamadas foram, obviamente, adaptadas e mudadas. Falei vai tendo porque \u00e9 um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, um \u201cwork in progress\u201d, e \u00e9 assim que eu a leio e que gostaria que ela fosse lida. Isso, mesmo que procurando manter algo que comecei a desenhar desde que, digamos, retornei ao JCB (<i>e continuo a desenhar<\/i>) que s\u00e3o os chamados meetings, ou festivais como alguns preferem. Pode at\u00e9 ser uma ferramenta para o marketing, etc&#8230; E isso falo al\u00e9m daquele do GP Brasil. Tem menores como os das provas das tr\u00edplices coroas, com destaque para o existente no final de semana do Cruzeiro do Sul, o das preparat\u00f3rias para o Brasil, por exemplo. Mas, volto a bater na tecla, tudo s\u00f3 alcan\u00e7ar\u00e1 o patamar realmente mais correto, quando isso tudo for pensado em termos de turfe brasileiro como norte, mesmo n\u00e3o esquecendo o turfe carioca e o turfe paulista como elementos componentes e importantes. Mas a servi\u00e7o do turfe brasileiro, como n\u00e3o me canso de falar.<\/p>\n<p><b>E para a temporada de 2014\/2015?<\/b><\/p>\n<p><b>MR:<\/b> Isso ainda est\u00e1 em processo, para mim, de reflex\u00e3o. Ali\u00e1s, \u00e9 o meu motor. Mas sempre o Brasil e as tr\u00edplices coroas como os alicerces e os dados referenciais. E isso sem esquecer o GP S\u00e3o Paulo e o turfe de Cidade Jardim como partes integrantes e importantes do panorama, na esperan\u00e7a de se chegar <i>&#8211; desculpe por repetir &#8211;<\/i> a um turfe verdadeiramente brasileiro. Assim como, \u00e9 claro, o Cristal e o Tarum\u00e3, cada um a seu modo. Sonho? Pode ser. Mas, como o grande Calder\u00f3n de La Barca, no per\u00edodo \u00e1ureo do teatro espanhol, disse, a vida \u00e9 sonho e sonhar \u00e9 viver.<\/p>\n<p align=\"center\">Da Reda\u00e7\u00e3o \u2013 Fotos: Arquivo JCB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira abaixo a entrevista com Marcos Ribas de Faria, tamb\u00e9m conhecido como Escorial (na foto ao lado), forma como sempre assinou suas colunas sobre turfe. Qual \u00e9 a sua fun\u00e7\u00e3o junto \u00e0 diretoria do JCB? MR: Sou um consultor. Antes, de 1987 a 2001, fui o handicapeur. 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