

{"id":41876,"date":"2013-09-04T10:50:45","date_gmt":"2013-09-04T13:50:45","guid":{"rendered":"http:\/\/jcb.com.br\/?p=41876"},"modified":"2013-09-04T09:22:37","modified_gmt":"2013-09-04T12:22:37","slug":"ntonio-olino-por-ilton-odi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/noticias\/41876\/ntonio-olino-por-ilton-odi\/","title":{"rendered":"Antonio Bolino, por Milton Lodi"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/jcb.com.br\/noticias\/41084\/eu-pai-meu-heroi-por-ntonio-arlos-olino\/attachment\/41089\/\" rel=\"attachment wp-att-41089\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-41089\" title=\"ABOLINOPOST\" src=\"http:\/\/jcb.com.br\/imagens\/2013\/08\/ABOLINOPOST.jpg\" alt=\"\" width=\"403\" height=\"500\" \/><\/a>Entre sete e oito horas da noite de quarta-feira, 14 de agosto de 2013, o j\u00f3quei internacional Antonio Bolino foi para a companhia de Luiz Rigoni, Antonio Ricardo, Pierre Vaz, Dendico Garcia, Virg\u00edlio Pinheiro Filho, Ivan Quintana, Francisco Irigoyen, Oswaldo Ulloa, Juan Marchant e mais algumas ases das r\u00e9deas.<\/p>\n<p>Nascido no Paran\u00e1, em 1939, Antonio Bolino come\u00e7ou a montar em retas, com doze anos de idade, levado e protegido pelo excepcional treinador El\u00eddio Pierre Gusso. Com catorze anos foi para o prado, e logo se destacou. Com dezesseis anos foi para o Jockey Club Brasileiro, a convite do treinador Luiz Tripodi. Cerca de um ano depois, quando era o segundo colocado na estat\u00edstica de j\u00f3queis, resolveu voltar para Curitiba. Casou-se com a \u00fanica namorada, e quando era o segundo colocado na estat\u00edstica, foi convidado a voltar para o Rio de Janeiro, como monta preferencial do Haras Ipiranga.<\/p>\n<p>Depois do primeiro filho, nasceu uma linda menina, justamente quando ele se iniciava na nova fase carioca. O sucesso logo veio, e com vinte anos de idade venceu com Elisabeth o p\u00e1reo de velocidade das \u00e9guas, em Palermo (Buenos Aires, Argentina).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s quatro anos com Antonio Bolino, o Haras Ipiranga transferiu a sua cavalhada para Cidade Jardim, e naturalmente levou o grande j\u00f3quei. Tanto na \u00e9poca da G\u00e1vea como na de Cidade Jardim, Bolino levantou muitos importantes grandes pr\u00eamios e cl\u00e1ssicos. Provas das tr\u00edplices-coroas, provas internacionais. Uma de suas muitas vit\u00f3rias importantes foi a obtida com Moustache, no Grande Pr\u00eamio S\u00e3o Paulo. Na mesma \u00e9poca venceu por duas vezes o G.P. Paran\u00e1. Ap\u00f3s montar com excel\u00eancia por cerca de trinta e cinco anos, tendo como primeira monta o Haras Ipiranga, Bolino passou a ser o preferencial tamb\u00e9m do Haras Rosa do Sul.<\/p>\n<p>Entre in\u00fameras importantes provas vencidas, duas marcaram mais. Uma delas, a no Hip\u00f3dromo de Maro\u00f1as (Montevideu, Uruguai), quando venceu o primeiro Cl\u00e1ssico (hoje Grande Pr\u00eamio) Latino-Americano, com Dark Brown. Foi um p\u00e1reo complicado, pois os dois bons cavalos argentinos cercaram Dark Brown durante todo o percurso, e na reta final, quanto tudo indicava a impossibilidade da vit\u00f3ria de Dark Brown, em espetacular manobra t\u00e9cnica Bolino surpreendeu os dois argentinos e venceu sob intensos aplausos dos turfistas uruguaios. A outra das mais marcantes vit\u00f3rias foi a do Grande Pr\u00eamio Brasil com Big Lark, um p\u00e1reo inesquec\u00edvel pela intensidade das lutas.<\/p>\n<p>Depois de muitos anos de grande sucesso com os animais do Haras Rosa do Sul, surgiu ent\u00e3o, o Haras Malurica, \u00e0 \u00e9poca com um \u00f3timo grupo de corredores. As vit\u00f3rias de Bolino prosseguiram, o Malurica passou a ser o Stud maior ganhador de provas cl\u00e1ssicas da \u00e9poca, com a conquista das mais importantes provas. Fora dos tr\u00eas Haras que lhe foram preferenciais, procurado pelos propriet\u00e1rios e treinadores que precisavam de um j\u00f3quei de alta categoria, Bolino venceu o G.P. Carlos Pellegrini com Immensity, que tamb\u00e9m ganhou o Diana e o Derby. Se por um lado Antonio Bolino era respeitado nas pistas como j\u00f3quei de alta t\u00e9cnica, en\u00e9rgico e sempre correndo limpo, por outro, fora das pistas, era calmo, quieto, amig\u00e1vel, gostava mais de ouvir do que de falar, evitava fazer cr\u00edticas, era um homem bom, discreto, amigo.<\/p>\n<p>Quando se aposentou da profiss\u00e3o de j\u00f3quei exerceu atividades paralelas, como cronometrista do Jockey Club de S\u00e3o Paulo, juiz de partida no Hip\u00f3dromo de Sorocaba, de animais de quarto de milha. Ele morou muitos anos em casa pr\u00f3xima dos seus amigos tamb\u00e9m j\u00f3queis Clovis Dutra e Selmar Lobo. E, quando ele estava impedido de montar por algum motivo, eu pedia a ele que indicasse um substituto, por mais de uma vez ele sugeriu o Clovis e o Lobo. Invejado por alguns poucos que n\u00e3o tinham maiores qualidades, mas aplaudido e reverenciado pela quase totalidade dos que tiveram o privil\u00e9gio de conhec\u00ea-lo, Bolino deixou um nome importante no turfe brasileiro.<\/p>\n<p>Casado por mais de cinquenta anos com a namorada de inf\u00e2ncia, deixou um grande amor pela D. Arlene, pelos filhos e netos.<\/p>\n<p>Antonio Bolino n\u00e3o pode e n\u00e3o vai ser esquecido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre sete e oito horas da noite de quarta-feira, 14 de agosto de 2013, o j\u00f3quei internacional Antonio Bolino foi para a companhia de Luiz Rigoni, Antonio Ricardo, Pierre Vaz, Dendico Garcia, Virg\u00edlio Pinheiro Filho, Ivan Quintana, Francisco Irigoyen, Oswaldo Ulloa, Juan Marchant e mais algumas ases das r\u00e9deas. 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