

{"id":35211,"date":"2013-05-29T10:18:43","date_gmt":"2013-05-29T13:18:43","guid":{"rendered":"http:\/\/jcb.com.br\/?p=35211"},"modified":"2013-05-29T02:21:14","modified_gmt":"2013-05-29T05:21:14","slug":"oticias-iversas-e-mportantes-por-ilton-odi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/noticias\/35211\/oticias-iversas-e-mportantes-por-ilton-odi\/","title":{"rendered":"Not\u00edcias Diversas e Importantes, por Milton Lodi"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\"><strong>1)<\/strong> \u00a0A modernidade chegou para adequar o turfe mundial aos novos tempos, e tamb\u00e9m para corrigir detalhes que o passar do tempo mostrou da necessidade de novos cuidados. O Jockey Club Brasileiro j\u00e1 tomou medidas de ordem t\u00e9cnica mirando-se do que aconteceu nos turfes civilizados da Europa e da \u00c1sia. Novos entendimentos quanto \u00e0s tabelas de pesos nos confrontos de corredores de idades diferentes em fun\u00e7\u00e3o das dist\u00e2ncias e dos meses de realiza\u00e7\u00e3o dos p\u00e1reos naturalmente referiram-se no Brasil, e dentro da realidade brasileira altera\u00e7\u00f5es fizeram-se sentir. O bom conceito das novas normas, sempre e cada vez mais na procura de um turfe melhor, dentro dessa linha de orienta\u00e7\u00e3o, atinge tamb\u00e9m at\u00e9 os calend\u00e1rios cl\u00e1ssicos e restringem eventuais excessos locais. No Rio, as transforma\u00e7\u00f5es j\u00e1 se iniciaram, e aos poucos, a cada ano, a experi\u00eancia vai influir. O Jockey Club de S\u00e3o Paulo, que de um modo geral sempre se manteve mais ligado ao tradicional que o JCB, com a elei\u00e7\u00e3o do Presidente Eduardo Rocha Azevedo, atrav\u00e9s o seu bom Presidente da Comiss\u00e3o de Corridas Jos\u00e9 Luiz Polacow, desde logo procurou atualizar-se, rompeu com velhas tradi\u00e7\u00f5es obsoletas e entrou na linha da modernidade. Mas o caminho tomado pelo JCSP foi diferente daquele do JCB. Examinado os resultados nos confrontos de idades em v\u00e1rios turfes, internacionais, foi modificando o que j\u00e1 estava ultrapassado, e nesses dois anos j\u00e1 passados pelo atual vitorioso mandato, as duas linhas, o do JCSP e do JCB n\u00e3o chegou a se justapor, isto \u00e9, ainda n\u00e3o s\u00e3o totalmente coincidentes, mas j\u00e1 est\u00e1 perto disso. Nos p\u00e1reos at\u00e9 1.500 metros e nos de acima de 2.500 a escala de pesos j\u00e1 \u00e9 harm\u00f4nica, ficando ainda para ajustar os p\u00e1reos de 1.600 a 2.400 metros, mas h\u00e1 uma vontade e uma tend\u00eancia natural para um acordo e \/ou acerto t\u00e9cnico um ajuste. Nesse clima de harmonia e de boa vontade dos dois principais clubes promotores de corridas do nosso pa\u00eds, o turfe brasileiro vai certamente ficar mais equ\u00e2nime, mais equilibrado, mais justo. N\u00e3o h\u00e1 mais lugar para, como simples e mero exemplo, que o G.P.Carlos Pellegrini, a mais conhecida mundialmente prova do turfe sul-americano, dar aquela despropositada vantagem de peso para os corredores de 3 anos em detrimento dos corredores de 4 anos e mais idades, no evidente escopo de procurar fazer ganhar os mais novos em fun\u00e7\u00e3o de pretensa gera\u00e7\u00e3o nova melhor que as anteriores e visando diretamente o aspecto comercial da exporta\u00e7\u00e3o. Os tempos mudaram, e para melhor, e quem n\u00e3o se enquadrar nos novos tempos vai se dar mal. O turfe argentino, assim como os seus seguidores uruguaio, chileno e peruano, v\u00e3o ter que enfrentar uma dura realidade, sob pena de ficarem marginalizados. Os novos e melhores conceitos nas distribui\u00e7\u00f5es de pesos v\u00e3o refletir-se at\u00e9 nos calend\u00e1rios cl\u00e1ssicos, pois h\u00e1 normas internacionais que tem que ser respeitadas, sob pena de marginaliza\u00e7\u00e3o. Recentemente, dois fatos significativos mostraram a diferen\u00e7a entre aqueles que j\u00e1 inteligentemente se enquadram nos ditames do mundial turfe moderno e os que n\u00e3o aceitam o que tem e deve ser seguido, isto \u00e9, a orienta\u00e7\u00e3o em prol da melhoria e do progresso.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong>2)<\/strong> Foram detectados tra\u00e7os de ester\u00f3ides em materiais de animais da Godolphin, isto \u00e9, do Sheikh Mohammed. O treinador, um \u00e1rabe, foi expulso do turfe, pois a suspens\u00e3o a ele aplicada, de 11 anos ( eu disse onze anos e n\u00e3o meses), liquida com a sua atividade na \u00e1rea turf\u00edstica, e ainda os cavalos medicados ficaram proibidos de correr pelo per\u00edodo de 6 meses. Isso \u00e9 turfe civilizado. Por outro lado, autoridades do turfe norte-americano,no caso os dirigentes da Breeder\u2019s Cup, que haviam concordado na \u00faltima Confer\u00eancia de Paris na n\u00e3o ,mais utiliza\u00e7\u00e3o do Lasix em suas provas, anunciaram que voltaram atr\u00e1s e n\u00e3o v\u00e3o cumprir o que havia sido prometido. Isso pode ter sido o primeiro passo p\u00fablico na marginaliza\u00e7\u00e3o do turfe daquele pa\u00eds da comunidade turf\u00edstica internacional. Na pr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil entender as duas antag\u00f4nicas atitudes. Uma delas mostra um completo enquadramento no sentido da melhoria da sanidade dos cavalos puro-sangue de corridas em fun\u00e7\u00e3o da verdadeira qualidade e valor, a outra que o fant\u00e1stico arsenal farmac\u00eautico est\u00e1 vigilante no pa\u00eds que pauta sua cria\u00e7\u00e3o e suas corridas pelo dinheiro e pela medica\u00e7\u00e3o. Para o Brasil esse fato deplor\u00e1vel norte-americano n\u00e3o tem reflexo direto, mas sim atrav\u00e9s indiretamente atrav\u00e9s dos seguidores dos costumes turf\u00edsticos norte-americanos, quais sejam, os nossos vizinhos argentinos, uruguaios, chilenos e peruanos. A OSAF (Organiza\u00e7\u00e3o Sul Americana de Fomento) foi fundada pelos argentinos ,e representa todo o turfe sul-americano ante as autoridades h\u00edpicas internacionais, naturalmente incluindo o Brasil, e j\u00e1 h\u00e1 sinais de que h\u00e1 uma ideia de fixar uma \u00fanica tabela de pesos para todo o continente, isto \u00e9, a mesma para todos os pa\u00edses sul-americanos. A\u00ed reside o grande perigo para o turfe brasileiro frente \u00e0 comunidade turf\u00edstica mundial, pois o Brasil n\u00e3o concorda com a subservi\u00eancia turf\u00edstica aos conceitos dos Estados Unidos e sim aos do resto do mundo, dos turfes civilizados da Europa e da \u00c1sia. A OSAF, que nasceu de uma ideia brilhante do saudoso criador argentino Eduardo Bloossom, e que durante muitos anos representou dignamente o continente sul-americano, com a morte do Dr.Bloossom foi aos poucos se americanizando, e hoje e j\u00e1 de algum tempo vem se enfraquecendo e at\u00e9 mesmo sofrendo as consequ\u00eancias dos graves problemas econ\u00f4micos-finaceiros dos Estados Unidos. Mas sob o aspecto turf\u00edstico o Brasil nada tem a ver com esse problema, e n\u00e3o pode eventualmente enquadrar-se em ditames t\u00e9cnicos na contram\u00e3o do mundo turf\u00edsticos civilizados.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: 'Calibri','sans-serif'; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;\">O turfe carioca e o turfe paulista, e naturalmente acompanhados pelo ga\u00facho, est\u00e3o providenciando adequa\u00e7\u00f5es ao presente e ao futuro do turfe civilizado mundial, e n\u00e3o podem ficar atrelados a turfes em decl\u00ednio e que poder\u00e3o at\u00e9 ficar marginalizados. Como \u00e9 a OSAF, que aparentemente est\u00e1 enfraquecida, quem tem a \u00fanica palavra que \u00e9 ouvida da Am\u00e9rica do Sul na comunidade internacional, urgem provid\u00eancias. Cada pa\u00eds tem as suas pr\u00f3prias tabelas de pesos, o Brasil est\u00e1 se ajustando com os bons trabalhos do JCB e do JCSP, vai ter as suas pr\u00f3prias tabelas, e essa ideia de uma tabela sul-americana deixa margem a especula\u00e7\u00f5es. O Brasil est\u00e1 no caminho certo, o Jockey Club Brasileiro, o Jockey Club de S\u00e3o Paulo e o Jockey Club do Rio Grande do Sul est\u00e3o indo muito bem em fun\u00e7\u00e3o de melhorias e progresso, e como no resto do mundo, cada pa\u00eds que procure individualmente se atualizar em fun\u00e7\u00e3o dos novos tempos do turfe moderno.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1) \u00a0A modernidade chegou para adequar o turfe mundial aos novos tempos, e tamb\u00e9m para corrigir detalhes que o passar do tempo mostrou da necessidade de novos cuidados. O Jockey Club Brasileiro j\u00e1 tomou medidas de ordem t\u00e9cnica mirando-se do que aconteceu nos turfes civilizados da Europa e da \u00c1sia. 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