

{"id":28899,"date":"2013-02-27T22:23:52","date_gmt":"2013-02-28T01:23:52","guid":{"rendered":"http:\/\/jcb.com.br\/?p=28899"},"modified":"2013-03-02T21:06:48","modified_gmt":"2013-03-03T00:06:48","slug":"ock-f-ibraltar-ocha-vem-ai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/noticias\/28899\/ock-f-ibraltar-ocha-vem-ai\/","title":{"rendered":"Rock Of Gibraltar: &#8216;A Rocha&#8217; vem a\u00ed"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/jcb.com.br\/noticias\/28899\/ock-f-ibraltar-ocha-vem-ai\/attachment\/ock-f-ibraltar-head\/\" rel=\"attachment wp-att-28900\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-28900\" title=\"Rock Of Gibraltar head\" src=\"http:\/\/jcb.com.br\/imagens\/2013\/02\/Rock-Of-Gibraltar-head.jpg\" alt=\"\" width=\"298\" height=\"450\" \/><\/a>Quando Rock Of Gibraltar completou sua incr\u00edvel sequ\u00eancia de <strong>sete vit\u00f3rias de Grupo I<\/strong>, entre 7 de outubro de 2001 e 8 de setembro de 2002 (Grand Criterium, em Longchamp; Dewhurst Stakes, Newmarket; 2000 Guineas, Newmarket; Irish 2000 Guineas, Curragh; Saint James Palace Stakes, Ascot; Sussex Stakes, Goodwood; Prix du Moulin de Longchamp, Longchamp) \u2013, quebrando o recorde anterior (de seis), pertencente ao lend\u00e1rio Mill Reef (Derby Stakes, Eclipse Stakes, King George, Arco do Triunfo, Prix Ganay e Coronation Cup) \u2013 a m\u00eddia mundial rendeu-se ao fato de estar diante de um novo gigante das pistas. E passou a cham\u00e1-lo de <em>\u201cThe Rock.\u201d<\/em><\/p>\n<p>No \u201c<em>Timeform \u2013 Racehorses of 2002\u201d (p\u00e1g. 823), h\u00e1 uma interessante compara\u00e7\u00e3o entre os dois animais, resumida da seguinte forma:<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cRock of Gibraltar, cota\u00e7\u00e3o de 133 libras-peso no \u201cFree Handicap\u201d de 2002, n\u00e3o pode ser elevado ao mesmo n\u00edvel de Mill Reef (141 libras-peso) pelo simples fato deste \u00faltimo ter vencido suas principais provas por uma margem, medida em corpos, notadamente mais ampla: seis corpos no King George; tr\u00eas no Arc du Triomphe; dez\u00a0 no Prix Ganay; quatro no Eclipse Stakes, sobre o tordilho Caro; oito no Coventry Stakes; e, novamente, dez no Gimcrack Stakes), o \u00fanico cavalo de corrida a vencer assim, desde que o sistema oficial de gradua\u00e7\u00e3o de provas de Grupo foi introduzido em 1971.\u201d<\/em><\/p>\n<p>O fato, por\u00e9m, do \u201cTimeform\u201d ter chegado a compar\u00e1-lo com Mill Reef, fala a favor dos m\u00e9ritos de Rock Of Gibraltar como corredor.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, parece razo\u00e1vel aprofundar alguns coment\u00e1rios e observa\u00e7\u00f5es sobre o animal que vir\u00e1 fazer a monta no Brasil na esta\u00e7\u00e3o de 2013, trazido em regime de \u201cshuttle\u201d sob os ausp\u00edcios da APFT e alojado no Haras San Francesco, em Tatu\u00ed, SP.<\/p>\n<p><strong>Quem \u00e9 Rock Of Gibraltar<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Nascido em 1999 na Irlanda, medindo 1,62 m, o castanho Rock of Gibraltar \u00e9 filho de Danehill (Danzig e Raziana, por His Majesty) e Offshore Boom (Be My Guest e Push a Bottom, por Bold Lad e River Lady, por Prince John).<\/p>\n<p>Nas pistas, foi apresentado 13 vezes, para vencer 10 corridas, e tirar 2 segundos, entre os anos de 2001 e 2002, na Inglaterra, Irlanda, Fran\u00e7a e EUA.<\/p>\n<p>Seu pedigree apresenta algumas particularidades, quais sejam:<\/p>\n<p><strong>(i)\u00a0 <\/strong>ele \u00e9 \u201cinbred\u201d 3 x 3 sobre Northern Dancer (via Danzig e Be My Guest), e 4 x 4 x 4 sobre Natalma (a not\u00e1vel filha de Native Dancer, m\u00e3e de Northern Dancer);<\/p>\n<p><strong>(ii) <\/strong>sua terceira-m\u00e3e, River Lady, produziu sete ganhadores, entre eles a Riverman (pai de Irish River, entre outros), excelente corredor e l\u00edder das estat\u00edsticas de reprodutores na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Rock of Gibraltar correu aos 2 e 3 anos de idade, abordando dist\u00e2ncias entre os 1.000 e os 1.600 metros. A seq\u00fc\u00eancia de suas apresenta\u00e7\u00f5es \u00e9 a seguinte:<\/p>\n<p><strong>(1)<\/strong> Estreou em 21 de abril de 2001 no Curragh, Irlanda, 1.000 metros, grama, e ganhou seu \u201cmaiden\u201d, em c\u00e2nter; em 19 de junho, foi a Ascot e entrou descolocado no Coventry Stakes (Grupo III), 1.200 metros; retornou ao Curragh, em 1\u00b0 de julho, e levantou o Railway Stakes (Grupo III), 1.200 metros; em 22 de agosto, venceu, em York, o Gimcrack Stakes <iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RMWo1uE0TxM\" frameborder=\"0\" align=\"left\" width=\"350\" height=\"288\"><\/iframe>(Grupo II), 1.200 metros; em 14 de setembro, correu e ganhou o Champagne Stakes (Grupo II), 1.400 metros, em Doncaster.<\/p>\n<p>No dia 7 de outubro de seus 2 anos, atravessou o Canal, foi a Longchamp, e registrou a <strong>primeira<\/strong> vit\u00f3ria de Grupo I de seu cartel, nos 1.400 metros do Grand Criterium. Treze dias depois, voltou a Newmarket, e anotou a <strong>segunda<\/strong>: o tradicional Dewhurst Stakes (<em><strong>veja o v\u00eddeo \u00e0 esquerda<\/strong><\/em>), tamb\u00e9m em 1.400 metros.<\/p>\n<p>Em suma, aos 2 anos, apresentou-se sete vezes, de abril a outubro, entre 1.000 e 1.400 metros, em tr\u00eas pa\u00edses, uma campanha considerada relativamente \u00e1rdua para um juvenil europeu.<\/p>\n<p>Ao final de 2001, tinha levantado \u00a3 372,581 em pr\u00eamios, tendo sido classificado como o segundo melhor potro de 2 anos da Inglaterra no Handicap Livre daquele ano (o primeiro foi Johannesburg, invicto em sete sa\u00eddas \u00e0s pistas, e considerado, \u00e0 \u00e9poca, o \u201cfen\u00f4meno juvenil\u201d da cocheira de Aidan O\u2019Brien).<\/p>\n<p><strong>(2)<\/strong> Ap\u00f3s um merecido descanso de seis meses, voltou a competir no dia 4 de maio de seus 3 anos, vencendo o tradicional 2000 Guineas (Grupo I), 1.600 metros, Newmarket, primeira prova da tr\u00edplice-coroa inglesa de produtos, o <strong>terceiro<\/strong> Grupo I da seq\u00fc\u00eancia antes mencionada.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/K4Movl19Oho\" frameborder=\"0\" align=\"right\" width=\"350\" height=\"288\"><\/iframe>O <strong>quarto<\/strong> Grupo I, veio no dia 25 de maio de 2002, quando brincou com os advers\u00e1rios no Irish 2000 Guineas, 1.600 metros, no Curragh (<em><strong>ver filme \u00e0 direita<\/strong><\/em>). O <strong>quinto<\/strong>, em 18 de junho, no Saint James Palace Stakes, 1.600 metros, Ascot. O <strong>sexto<\/strong>, a 31 de julho, no Sussex Stakes, 1.600 metros, Goodwood. O <strong>s\u00e9timo<\/strong>, na Fran\u00e7a, novamente, no Prix du Moulin de Longchamp, dia 8 de setembro, tamb\u00e9m na milha.<\/p>\n<p>Sua campanha foi encerrada no dia 26 de outubro de 2002, em Arlington Park, EUA, do outro lado do Atl\u00e2ntico, quando, franco favorito, deixou-se bater por meio corpo por Domedriver (um bom filho de Indian Ridge, radicado na Fran\u00e7a, hoje reprodutor) quando da disputa da Breeders\u2019 Cup Mile.<\/p>\n<p>Sobre esta \u00faltima corrida, a melhor opini\u00e3o \u00e9 do conhecido comentarista americano, Andy Beyer, que depois da prova, afirmou: <em>\u201cSe tivesse sido montado por qualquer j\u00f3quei americano \u2013 de n\u00edvel m\u00e9dio que fosse \u2013 teria ganho.\u201d <\/em>E se referindo \u00e0 cr\u00f4nica europ\u00e9ia, completou: <em>\u201dQuando \u00e9 que v\u00e3o aprender que as pistas americanas n\u00e3o possuem aquelas longas retas a que voc\u00eas est\u00e3o acostumados?\u201d<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jcb.com.br\/noticias\/28899\/ock-f-ibraltar-ocha-vem-ai\/attachment\/ock-inane-and-ergunson\/\" rel=\"attachment wp-att-28906\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-28906\" title=\"Rock, Kinane and Fergunson\" src=\"http:\/\/jcb.com.br\/imagens\/2013\/02\/Rock-Kinane-and-Fergunson.jpg\" alt=\"\" width=\"468\" height=\"341\" \/><\/a>Tudo isso, vem a prop\u00f3sito da forma de correr de Rock Of Gibraltar, e da exagerada confian\u00e7a nas virtudes do potro, demonstrada por Mike Kinane, seu j\u00f3quei (<em><strong>na foto com Rock Of Gibraltar e Sir Alex Ferguson<\/strong><\/em>), quando da disputa da Breeders\u2019 Cup Mile de 2002.<\/p>\n<p>Tendo largado mal, Kinane manteve Rock of Gibraltar no fundo do pelot\u00e3o (pen\u00faltimo, num lote de 14 cavalos) durante toda a reta oposta. E l\u00e1 permaneceu at\u00e9 a entrada da reta final (mais curta que o normal), quando ainda teve de desviar-se do acidente fatal que vitimou Landseer, seu companheiro de cocheira.<\/p>\n<p>Embora tenha descontado toda a enorme vantagem dada aos outros competidores, o disco j\u00e1 havia chegado quando ele ainda estava a meio corpo de Domedriver (impecavelmente corrido por Thierry Jarnet na ocasi\u00e3o).<\/p>\n<p>Mas foi assim, que Rock of Gibraltar sempre atuou: um soberbo milheiro que costumava vir de tr\u00e1s, e usava sua devastadora troca de marcha para decidir seus confrontos a partir dos 400 metros finais. Foi isso que seu j\u00f3quei tentou fazer em Arlington. Algo quase imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Dele, na ocasi\u00e3o, h\u00e1 duas opini\u00f5es, que conv\u00e9m mencionar: primeiro, a de Wayne Lukas, o treinador americano recordista de vit\u00f3rias na Breeders\u2019 Cup: <em>\u201cRock Of Gibraltar \u00e9 um monstro.\u201d<\/em> A segunda, do pr\u00f3prio \u201cTimeform\u201d (p\u00e1g. 829, \u201c<em>Racehorses of 2002\u201d): \u201cTrata-se de um cavalo s\u00e9rio, de trato muito f\u00e1cil, com suficiente velocidade para ser corrido em qualquer posi\u00e7\u00e3o do lote em que o j\u00f3quei o resolver colocar.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Rock of Gibraltar foi eleito pela cr\u00f4nica o \u201cChampion 3-years-old da Europa em 2002\u201d e levantou, no total, \u00a3 1,269,970 em pr\u00eamios.<\/p>\n<p><strong>Rock of Gibraltar na reprodu\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Levado para a reprodu\u00e7\u00e3o em 2003, e estacionado no Coolmore Stud, Irlanda (inicialmente a 90.000 euros a cobertura&#8230;), seus primeiros produtos estrearam em 2006. Entre 2003 e 2009, serviu em regime de \u201cshuttle\u201d na Austr\u00e1lia, e durante o ano de 2007, no Jap\u00e3o, pa\u00eds ao qual retornou algumas vezes.<\/p>\n<p>De 2003, at\u00e9 dezembro de 2009, o cavalo de Susan Magnier e Sir Alex Ferguson (ali\u00e1s, \u201cgeneral manager\u201d do Manchester United), que comprou uma parte do animal ap\u00f3s a derrota no Coventry Stakes, j\u00e1 produziu dezenas de ganhadores de Stakes na Inglaterra e no exterior. Na Inglaterra, a dist\u00e2ncia m\u00e9dia das provas vencidas por seus filhos \u00e9 de <strong>1.740 metros<\/strong>.<\/p>\n<p>Entre eles, destacam-se nove ganhadores de provas de Grupo I, a saber:<\/p>\n<p><strong>.<\/strong> o alaz\u00e3o dourado <strong>Varenar<\/strong> (em m\u00e3e por Mr Prospector), da cria\u00e7\u00e3o Aga Khan, nascido em 2006, brilhante vencedor do Prix de La For\u00eat (Grupo I), Longchamp, em 2009, batendo a campe\u00e3 Goldikova (como seu pai, Varenar correu os 1.400 metros do La For\u00eat vindo de tr\u00e1s, e acelerando nos 300 metros finais);<\/p>\n<p><strong>. <\/strong>a inglesa <strong>Diamondrella<\/strong> (em m\u00e3e por Dixieland Band), ganhadora do First Lady Stakes, em Keeneland, e do Just a Game Handicap, em Belmont, ambos disputados sobre 1600 metros, pista de grama;<\/p>\n<p><strong>.<\/strong> <strong>Mount Nelson<\/strong> (em m\u00e3e por Selkirk), Eclipse Stakes (2000 metros), em Sandown Park, e Criterium International, em Saint-Cloud;<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/jcb.com.br\/noticias\/28899\/ock-f-ibraltar-ocha-vem-ai\/attachment\/agle-ountain\/\" rel=\"attachment wp-att-28902\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-28902\" title=\"Eagle Mountain\" src=\"http:\/\/jcb.com.br\/imagens\/2013\/02\/Eagle-Mountain.jpg\" alt=\"\" width=\"376\" height=\"351\" \/><\/a>. Eagle Mountain<\/strong> (em m\u00e3e por Darshaan), (<em><strong>foto<\/strong><\/em>) ganhador da Hong Kong Cup (2000 metros), em Sha Tin, segundo no Derby Stakes, Epsom (2.400 metros), e na Breders\u2019 Cup Turf (2400 metros), em Santa Anita, para Conduit, o \u00fanico bi-campe\u00e3o da prova;<\/p>\n<p>.\u00a0 <strong>Society Rock<\/strong> (em m\u00e3e por Key of Luck, descendente de Danzig), ganhador do Golden Jubilee Stakes, em Royal Ascot, e do Sprint Stakes, em Haydock Park, ambos em 1.200 metros;<\/p>\n<p>.\u00a0 <strong>Samitar<\/strong> (em m\u00e3e por Rainbow Quest), ganhadora do Irish 1000 Guineas, no Curragh, e do Garden City Stakes (1800 metros, pista de grama), em Belmont Park;<\/p>\n<p><strong>. <\/strong>o<strong> <\/strong>australiano <strong>Rock Kingdom<\/strong> (em m\u00e3e por St. Covet, de pedigree <em>outcross<\/em>), vencedor do Epsom Handicap (1600 metros), em Randwick.<\/p>\n<p>. o tamb\u00e9m australiano <strong>Seventh Rock<\/strong> (em m\u00e3e por Rubiton, da linhagem Tourbillon), corrido na \u00c1frica do Sul, onde venceu o Medallion Stakes (1200 metros), em Scottsville;<\/p>\n<p>. <strong>Europa Point<\/strong> (m\u00e3e por Woodman, por Mr Prospector), nascida na Irlanda e corrida na \u00c1frica do Sul, onde venceu o Empress Club Stakes (1600 metros), e o President\u2019s Champion Challenge Stakes (2000 metros), ambos em Turffontein.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desses, h\u00e1 37 outros ganhadores de provas de Grupo em 10 pa\u00edses: Inglaterra, Fran\u00e7a, EUA, Jap\u00e3o, Alemanha, It\u00e1lia, Austr\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia, \u00c1frica do Sul e Peru.<\/p>\n<p><strong>Misturas que funcionam<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jcb.com.br\/noticias\/28899\/ock-f-ibraltar-ocha-vem-ai\/attachment\/northern-dancer-post\/\" rel=\"attachment wp-att-28905\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-28905\" title=\"northern dancer post\" src=\"http:\/\/jcb.com.br\/imagens\/2013\/02\/northern-dancer-post.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"267\" \/><\/a>N\u00e3o \u00e9 preciso ser um \u201cexpert\u201d em pedigrees e origens para perceber que Rock of Gibraltar foi constru\u00eddo sobre Northern Dancer (<em><strong>foto<\/strong><\/em>) (uma velha paix\u00e3o da Coolmore&#8230;). Mais ainda, seu perfil funcional, ou seja, a forma como ele se expressava em corrida, atende integralmente a este pressuposto.<\/p>\n<p>De brilhante \u201csprinter\u201d aos 2 anos, transformou-se, aos 3, num milheiro acima de qualquer avalia\u00e7\u00e3o. Dos melhores do turfe mundial nas \u00faltimas d\u00e9cadas. E com a caracter\u00edstica de usar sua velocidade natural para permitir ser colocado onde seu j\u00f3quei o desejasse durante o percurso.<\/p>\n<p>Aqui, um coment\u00e1rio: correr as grandes milhas de Grupo I da Europa, significa correr duas vezes 800 metros num ritmo de \u201ctrem de inferno\u201d, como o classificam os franceses. Duas condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o necess\u00e1rias: capacidade de galopar a primeira parte sem entrar em apn\u00e9ia, e depois disso ser capaz de produzir trocas de marcha decisivas a partir do \u00faltimo quarto da disputa. Ou \u00e9 assim, ou n\u00e3o h\u00e1 chance de vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>Em termos de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 milha, Rock of Gibraltar se equipara a cavalos imortais, especialistas dessa (dific\u00edlima) dist\u00e2ncia, como Tudor Minstrel, Brigadier Gerard, Miesque, Nureyev, a extraordin\u00e1ria Goldikova, etc. etc.<\/p>\n<p>Mas o que interessa saber para efeito deste t\u00f3pico, \u00e9 com quem, teoricamente, suas origens se misturam melhor.<\/p>\n<p>De sa\u00edda, com as descendentes de Mr Prospector, sendo a afinidade Northern Dancer \u2013 Mr Prospector bastante conhecida no turfe moderno (vide Sea the Stars, Galileo, Giant\u2019s Causeway, etc. etc.). Este \u00e9 tamb\u00e9m o caso de Varenar, criado pelo Aga Khan a partir das decis\u00f5es do grupo que projeta os cruzamentos da coudelaria. Mr Propector \u00e9 o av\u00f4-materno de Varenar.<\/p>\n<p>Tambem \u00e9 fruto deste cruzamento, a \u00f3tima \u00e9gua de corrida Europa Point, que derrotou os machos no President\u2019s Champion Challenge Stakes, na \u00c1frica do Sul, cuja m\u00e3e \u00e9 uma filha de Woodman (por Mr Prospector).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jcb.com.br\/noticias\/28899\/ock-f-ibraltar-ocha-vem-ai\/attachment\/iamondrella\/\" rel=\"attachment wp-att-28903\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-28903 alignleft\" title=\"Diamondrella\" src=\"http:\/\/jcb.com.br\/imagens\/2013\/02\/Diamondrella.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"299\" \/><\/a>Diamondrella (<em><strong>foto<\/strong><\/em>) tem como av\u00f4-materno o americano Dixieland Band, um bom Northern Dancer, pai, na Europa, de Egyptband, ganhadora do Prix de Diane (Grupo I, Chantilly). No caso, estamos diante de um novo refor\u00e7o \u2013 beirando a satura\u00e7\u00e3o \u2013 sobre Northern Dancer.<\/p>\n<p>Esta mesma estrutura \u2013 Rock of Gibraltar em \u00e9gua filha de descendente de Northern Dancer \u2013 pode ser observada no pedigree do muito bom sprinter Society Rock, vencedor do Golden Jubilee Stakes em Royal Ascot, cuja m\u00e3e \u00e9 uma filha de Key of Luck, por Chief\u2019s Crown, este por Danzig. Note-se a consang\u00fcinidade de 3&#215;4 sobre Danzig.<\/p>\n<p>Mount Nelson, por sua vez, \u00e9 filho de uma filha de Selkirk (Sharpen Up e Annie Edge, por Nebbiolo). O igualmente milheiro Selkirk, eleito \u201cChampion 3-years-old Miler da Europa\u201d, em 1991, alaz\u00e3o claro (forte como um touro), 1,69 m de altura, \u00e9 linhagem de Native Dancer. De novo, juntar Northern Dancer e Native Dancer n\u00e3o causa esp\u00e9cie. Os dois se combinam muito bem.<\/p>\n<p>Finalmente, a m\u00e3e de Eagle Mountain \u00e9 filha de Darshaan. Mais uma obviedade em mat\u00e9ria de mistura de sangues. O cruzamento de descendentes de Northern Dancer (principalmente via Sadler\u2019s Wells) com m\u00e3es por Darshaan \u2013 uma das j\u00f3ias raras da cria\u00e7\u00e3o Aga Khan, pai de Dalakhani, entre outros \u2013 \u00e9 algo consagrado nos anais do turfe europeu, com dezenas de vencedores de Grupo I produzidos pela f\u00f3rmula.<\/p>\n<p>Ao analisar as origens dos demais ganhadores de Grupo II, III, e \u201clisted races\u201d de Rock of Gibraltar, verifica-se praticamente uma repeti\u00e7\u00e3o das alternativas acima mencionadas. O turfe moderno, cada vez mais competitivo, tende a descartar improvisa\u00e7\u00f5es em mat\u00e9ria de linhagens e cruzamentos; copia-se o que deu certo. E n\u00e3o h\u00e1 nada de errado nisso.<\/p>\n<p>Mas neste turfe, tamb\u00e9m nada ocorre por acaso. Em outras palavras, os supostos \u201cacasos\u201d, quando examinados a fundo, refletem apenas um implac\u00e1vel m\u00e9todo, e atendem \u00e0s necessidades de \u2013 ao contr\u00e1rio do que se imagina \u2013 tentar prevenir sua hip\u00f3tese.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jcb.com.br\/noticias\/28899\/ock-f-ibraltar-ocha-vem-ai\/attachment\/ock-f-ibraltar-post\/\" rel=\"attachment wp-att-28904\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-28904 alignright\" title=\"Rock Of Gibraltar post\" src=\"http:\/\/jcb.com.br\/imagens\/2013\/02\/Rock-Of-Gibraltar-post.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"333\" \/><\/a>A respeito de Rock of Gibraltar, o Stud Book Brasileiro apresenta uma vasta e variada gama de matrizes que atendem \u00e0s premissas acima expostas. Selecion\u00e1-las \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de bom senso.<\/p>\n<p><strong>Mais uma rocha entre n\u00f3s<\/strong><\/p>\n<p>Tem sido not\u00e1vel o esfor\u00e7o dos criadores brasileiros para trazer ao pa\u00eds reprodutores da qualidade de Royal Academy, Trempolino, Sinndar, Linngari, Sulamani, Peintre C\u00e9l\u00e8bre, Elusive Quality, Macho Uno, Shirocco, Refuse To Bend, Point Given, Manduro, Roderic O\u2019Connor, Soldier Of Fortune, Holy Roman Emperor, entre v\u00e1rios outros. E, agora, Rock Of Gibraltar.<\/p>\n<p>Isso tudo, sem mencionar reprodutores j\u00e1 provados, como Crimson Tide e Wild Event, apenas para citar dois exemplos, al\u00e9m de outros que aqui se encontram em car\u00e1ter permanente.<\/p>\n<p>No fundo, s\u00e3o sobre esses pilares que iremos construir o futuro do moderno cavalo de corrida brasileiro, cujo destino \u2013 diante da precariedade da atual estrutura do turfe entre n\u00f3s \u2013 tende a ser, preferencialmente, o da exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode, por outro lado, deixar de mencionar o conceito que tem orientado a vinda da maioria desses sementais, ainda que temporariamente, para o Brasil, qual seja o de manter a tradi\u00e7\u00e3o centen\u00e1ria que nos liga ao turfe europeu. Com a virtuosa conseq\u00fc\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o de animais s\u00e3os, livres de medica\u00e7\u00e3o, aptos, n\u00e3o s\u00f3 a abordar dist\u00e2ncias maiores que a milha, como de se adaptar de forma mais f\u00e1cil aos testes de peso por idade a partir dos 4 anos.<\/p>\n<p>Pois parece ser a\u00ed \u2013 e n\u00e3o na disputa por mercados da velocidade pura \u2013 que residem nossas maiores oportunidades de inser\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria internacional do PSI.<\/p>\n<p>Diante do crescimento do PIB brasileiro, tudo leva a crer que, mantida a tend\u00eancia, os pr\u00f3ximos tempos da cria\u00e7\u00e3o entre n\u00f3s se parecer\u00e3o em muito com os anos dourados do p\u00f3s-guerra, quando conseguimos trazer para o Brasil o que havia de melhor no continente europeu em mat\u00e9ria de origens.<\/p>\n<p><strong>Da Reda\u00e7\u00e3o &#8211; <\/strong>fotos: <strong><em>Internet<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando Rock Of Gibraltar completou sua incr\u00edvel sequ\u00eancia de sete vit\u00f3rias de Grupo I, entre 7 de outubro de 2001 e 8 de setembro de 2002 (Grand Criterium, em Longchamp; Dewhurst Stakes, Newmarket; 2000 Guineas, Newmarket; Irish 2000 Guineas, Curragh; Saint James Palace Stakes, Ascot; Sussex Stakes, Goodwood; Prix du Moulin de Longchamp, Longchamp) \u2013, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":28901,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-28899","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28899"}],"collection":[{"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28899"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28899\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28901"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28899"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28899"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28899"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}