

{"id":21407,"date":"2012-11-07T12:24:27","date_gmt":"2012-11-07T14:24:27","guid":{"rendered":"http:\/\/jcb.com.br\/?p=21407"},"modified":"2012-11-07T16:00:31","modified_gmt":"2012-11-07T18:00:31","slug":"ormo-e-compromisso-ilton-odi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/noticias\/21407\/ormo-e-compromisso-ilton-odi\/","title":{"rendered":"Mormo e compromisso, por Milton Lodi"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">MORMO E COMPROMISSO<\/h2>\n<p align=\"right\">Milton Lodi<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A doen\u00e7a chamada de Mormo virou novela. Trata-se de um problema origin\u00e1rio basicamente de falta de higiene adequada, e que al\u00e9m de n\u00e3o ter vacinas ou rem\u00e9dios que possam salvar o cavalo doente, \u00e9 transmiss\u00edvel para o homem. Ela tem como foco o Estado de Pernambuco, na regi\u00e3o dos canaviais. Barreiras sanit\u00e1rias j\u00e1 foram anteriormente colocadas para tentar impedir que animais contaminados saiam da regi\u00e3o, mas o controle mostrou-se ineficaz, pois os caminh\u00f5es que transportam os animais v\u00e3o para outras regi\u00f5es levando os cavalos para atividades diversas n\u00e3o t\u00eam ou tinham prote\u00e7\u00e3o policial e\/ou militar, e a desobedi\u00eancia era protegida atrav\u00e9s de amea\u00e7as armadas.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o normal seria a erradica\u00e7\u00e3o do problema com a interfer\u00eancia efetiva do Minist\u00e9rio da Agricultura diretamente nos focos, mas isso demandaria n\u00e3o s\u00f3 um grande trabalho como tamb\u00e9m exigiria importantes recursos financeiros; al\u00e9m naturalmente do necess\u00e1rio urgente interesse. O problema se arrasta h\u00e1 mais de vinte anos. H\u00e1 naturalmente um regulamento nacional que cuida do assunto, mas na parte pr\u00e1tica, executiva, cada Estado tem normas e procedimentos pr\u00f3prios. Assim, quando surge um animal suspeito, as provid\u00eancias variam de Estado para Estado. No Rio de Janeiro, mais propriamente no Hip\u00f3dromo da G\u00e1vea e nos Centro de Treinamento, a popula\u00e7\u00e3o equina \u00e9 da ordem de 2.500 animais alojados, e segundo os veterin\u00e1rios que no Jockey Club Brasileiro militam por mais de 40 anos, nunca houve nenhum caso positivo de Mormo.<\/p>\n<p>Acontece que s\u00f3 h\u00e1 tr\u00eas laborat\u00f3rios credenciados pelo Minist\u00e9rio da Agricultura para os respectivos exames, um em Bras\u00edlia, um em S\u00e3o Paulo e outro em Pernambuco, que \u00e9 considerado o melhor. No Rio de Janeiro, quando de eventuais exames, em meio a milhares de exames, um ou outro n\u00e3o apresentam um diagn\u00f3stico definitivo, isto \u00e9, positivo ou negativo, apresenta-se duvidoso, dito \u201cn\u00e3o conclusivo\u201d. Quando surge um problema desses, oriundos de exames no Laborat\u00f3rio credenciado de S\u00e3o Paulo, em lugar de ser de imediato providenciado novo exame, segundo as normas do regional do Minist\u00e9rio, um novo exame dever\u00e1 ser feito entre 45 e 60 dias depois. Assim, foram interditados por cerca de dois meses dois Centros de Treinamento, os dois com um total aproximado de 150 cavalos, e s\u00f3 depois de um enorme injusti\u00e7ado preju\u00edzo, vem \u00e0 necess\u00e1ria libera\u00e7\u00e3o. At\u00e9 agora, desde sempre, os segundos exames dos \u201cn\u00e3o conclusivos\u201d, confirmaram que o resultado \u00e9 negativo. Isto \u00e9, confirma-se que n\u00e3o h\u00e1 casos de Mormo no Estado.<\/p>\n<p>\u00c9 compreens\u00edvel o zelo do Minist\u00e9rio da Agricultura em preservar a sa\u00fade dos animais, mas as normas vigentes, pelo menos no caso do Rio de Janeiro, t\u00eam que ser revistas. O credenciamento do Laborat\u00f3rio do Jockey Club Brasileiro um dos maiores interessados na sanidade, ou de outro competente e confi\u00e1vel no Estado, e a concord\u00e2ncia ministerial para um segundo exame sem perda de tempo e muito preju\u00edzo, solucionariam o problema. Isso enquanto o Minist\u00e9rio n\u00e3o erradicar o problema nos focos nordestinos.<\/p>\n<p>Outro assunto completamente diferente \u00e9 o caso da n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o de corridas, nos dias dos G.G.P.P. Paran\u00e1 e Bento Gon\u00e7alves, pelos Jockeys Clubs Brasileiro e de S\u00e3o Paulo. A reciprocidade dos simulcastings \u00e9 fundamental para a vida financeira de todos. Habitualmente os dois clubes maiores respeitavam as duas principais datas das citadas duas provas regionais dando programas sem provas de categoria, isto \u00e9, provas de Grupo e\/ou Listadas. Com isso dando maior liberdade para os propriet\u00e1rios e profissionais para levarem os seus corredores para abrilhantar os programas do Paran\u00e1 e do Rio Grande do Sul, mas mantendo o \u201cdinheiro santo\u201d, representado pela venda de apostas em p\u00e1reos, sem maiores despesas. O simulcasting representa mais dinheiro e melhor vida financeira para os Clubes. Fonte respeit\u00e1vel de receita representa para todos mais um pouco de ar para as combalidas situa\u00e7\u00f5es financeiras dos quatro Clubes. Mas a anterior Diretoria do Jockey Club Brasileiro entendeu de n\u00e3o dar corridas naqueles dois dias, com grande preju\u00edzo financeiro, sob a alega\u00e7\u00e3o de atender a pedidos promocionais embora deficit\u00e1rios. A nova Diretoria do Jockey Club Brasileiro entendeu de corrigir esse detalhe, e vai respeitar o compromisso assumido pela Diretoria anterior em 2012, mas a partir de 2013 estar\u00e1 pronta para outros eventuais prestigiamentos, mas sem abdicar dos seus necess\u00e1rios direitos de promover corridas em todas e quaisquer oportunidades que se apresentem, pois n\u00e3o pode nem deve abrir m\u00e3o de receitas financeiras que s\u00e3o importantes para o Clube.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MORMO E COMPROMISSO Milton Lodi &nbsp; A doen\u00e7a chamada de Mormo virou novela. Trata-se de um problema origin\u00e1rio basicamente de falta de higiene adequada, e que al\u00e9m de n\u00e3o ter vacinas ou rem\u00e9dios que possam salvar o cavalo doente, \u00e9 transmiss\u00edvel para o homem. 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