

{"id":141321,"date":"2018-02-16T15:20:07","date_gmt":"2018-02-16T17:20:07","guid":{"rendered":"\/home\/?p=141321"},"modified":"2018-02-16T15:25:07","modified_gmt":"2018-02-16T17:25:07","slug":"curiosidades-5-milton-lodi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/noticias\/141321\/curiosidades-5-milton-lodi\/","title":{"rendered":"Curiosidades 5  (Milton Lodi)"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00a0 <span style=\"font-size: medium;\">Curiosidades 5<\/span><\/strong><span style=\"font-size: medium;\"><strong>\u00a0 (Milton Lodi)<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><strong>A<\/strong> \u2013 Naquela \u00e9poca, o meu pai era o comprador preferencial dos potros do Haras Bela Esperan\u00e7a, do mais t\u00e9cnico criador brasileiro de todos os tempos, Jos\u00e9 Paulino Nogueira. O Dr. Paulino n\u00e3o dava palpites nem sugest\u00f5es, deixava as escolhas livres para os compradores. O meu pai escolheu cinco potros, que para ele se apresentaram trabalhando soltos em um amplo picadeiro. De volta \u00e0 sede, o Dr. Paulino sugeriu que o meu pai levasse mais um, para completar a carga de um vag\u00e3o de trem. Naquela \u00e9poca, com as estradas ruins e de terra, os transportes eram feitos em um trem de bitola estreita de Campinas a S\u00e3o Paulo, havia uma baldea\u00e7\u00e3o para outro trem de bitola larga, e na chegada ao Rio os animais iam para o Hip\u00f3dromo da G\u00e1vea em caminh\u00f5es do JCB, que dispunha de uma quantidade de caminh\u00f5es para a realiza\u00e7\u00e3o de todos os transportes que dissessem respeito ao Clube. O Dr. Paulino lembrou que a capacidade de cada vag\u00e3o era de 6 animais, por isso a sugest\u00e3o de mais um, para completar a carga. O meu pai concordou desde que o Dr. Paulino indicasse o sexto potro. O indicado foi um pretinho dos menos brilhantes, visivelmente ainda em fase inicial de desenvolvimento. Mas era aquele mesmo o indicado, um filho de Eboo e Etincelante, por British Empire. Ao completarem 2 anos e meio h\u00edpicos, o pretinho, de nome Morumbi, j\u00e1 se destacava. Muito veloz e precoce, passou logo \u00e0 lideran\u00e7a de sua gera\u00e7\u00e3o na G\u00e1vea. Quando da primeira prova da tr\u00edplice coroa, montado por Luiz Rigoni, era o prov\u00e1vel vencedor. Mas ele negou-se a entrar no box, n\u00e3o houve jeito dele se entregar, e acabou sendo retirado. Da\u00ed por diante, o seu comportamento mudou. Em uma manh\u00e3 nos trabalhos, jogou no ch\u00e3o o seu galopador, e para espanto geral pulou a cerca interna da pista menor onde galopava, disparou solto pelo pi\u00e3o do prado, e atirou-se no pequeno lago que at\u00e9 hoje ainda l\u00e1 est\u00e1. Para tir\u00e1-lo de dentro do lago tiveram que improvisar uma subida, com a coloca\u00e7\u00e3o de sacos de serragem. Com um g\u00eanio muitas vezes insuport\u00e1vel, o jeito foi envi\u00e1-lo para a Sociedade H\u00edpica Paulista, onde havia um domador, adestrador, de reconhecida alta t\u00e9cnica. Morumbi ficou por l\u00e1 mais de meio ano, e montado diariamente pelo eficiente adestrador, voltou \u00e0 G\u00e1vea para continuar a sua campanha. Voltou a correr bem, ganhou mais um Grande Premio importante, em 1.000 metros, mais a sua campanha nas pistas foi abreviada. Vendido para um criador paulista, teve v\u00e1rios filhos com comportamento muito dif\u00edcil, que at\u00e9 negavam-se a correr. O pai dele, Eboo, era um cavalo ingl\u00eas de um pedigree \u00e0 \u00e9poca considerado de alt\u00edssima qualidade, mas que, soube-se depois, que os ingleses s\u00f3 o haviam vendido pelo temperamento insuport\u00e1vel. Apenas um dos muitos exemplos que poderiam ser lembrados, um filho de Eboo foi Zaluar, \u00f3timo corredor mas que, ao passar pela linha de chegadas, diminu\u00eda muito e parava, n\u00e3o havia jeito dele continuar. S\u00f3 por isso a sua campanha ficou limitada em 2.000 metros. Mas do que isso, teria que passar duas vezes pela linha de chegada, e isso ele n\u00e3o fazia, passava a primeira vez e parava.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-33529\" alt=\"jocosapost200x150\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2013\/05\/jocosapost200x150.jpg\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><strong>B<\/strong> \u2013 Jos\u00e9 Paulino Nogueira era grande admirador, assim como os irm\u00e3os Seabra, do uruguaio Haras Casup\u00e1 e do seu criador Juan Amoroso, considerado o Tesio sul americano. Houve \u00e9poca em que o Haras Casup\u00e1 importou da Inglaterra o cavalo Stayer, que teve papel muito importante na cria\u00e7\u00e3o uruguaia. O meu pai, atrav\u00e9s do turfista Jos\u00e9 Buarque de Macedo, comprou de Jos\u00e9 Paulino Nogueira uma filha de Seventh Wonder e Palmron, essa uma filha de Stayer de nome Jocosa-<strong>foto<\/strong>. \u00c9gua grande, feminina, muito forte e l\u00edder de turma no Brasil, grande ganhadora cl\u00e1ssica e m\u00e3e cl\u00e1ssica (Fiorellina, Sele\u00e7\u00e3o de Potrancas em Cidade Jardim) e terceira m\u00e3e de Gourmet, ganhador do GP Brasil. Jocosa era na verdade uma \u00e9gua maravilhosa, venceu at\u00e9 o GP S\u00e3o Paulo. Dois bons filhos de Stayer, da melhor gera\u00e7\u00e3o, vieram para o Brasil, o tordilho Lunar e o castanho Latero. No Uruguai Lunar era melhor, no Brasil Latero foi o melhor.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Curiosidades 5\u00a0 (Milton Lodi) \u00a0 A \u2013 Naquela \u00e9poca, o meu pai era o comprador preferencial dos potros do Haras Bela Esperan\u00e7a, do mais t\u00e9cnico criador brasileiro de todos os tempos, Jos\u00e9 Paulino Nogueira. O Dr. Paulino n\u00e3o dava palpites nem sugest\u00f5es, deixava as escolhas livres para os compradores. 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