

{"id":136933,"date":"2018-01-05T16:40:21","date_gmt":"2018-01-05T18:40:21","guid":{"rendered":"\/home\/?p=136933"},"modified":"2018-01-05T16:42:42","modified_gmt":"2018-01-05T18:42:42","slug":"curiosidades-3-milton-lodi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/noticias\/136933\/curiosidades-3-milton-lodi\/","title":{"rendered":"Curiosidades 3 (Milton Lodi)"},"content":{"rendered":"<h2><strong>\u00a0 <span style=\"font-size: medium;\">\u00a0Curiosidades 3<\/span><\/strong><span style=\"font-size: medium;\"><strong>\u00a0(Milton Lodi)<\/strong><\/span><\/h2>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><strong>A<\/strong> \u2013 Na \u00e9poca de ouro do turfe paulista, o campo do GP S\u00e3o Paulo era numeroso, e o prado lotado. Entre os concorrentes a uma honrosa coloca\u00e7\u00e3o estava Balarico, montado por Antonio Ricardo, um \u00f3timo j\u00f3quei e pai e professor do nosso campe\u00e3o Ricardinho. No p\u00e1reo, entre os competidores com aspira\u00e7\u00f5es menores, estava Albeniz, montado por Antonio Bolino. Balarico corria no bolo intermedi\u00e1rio, e na sua trilha era acompanhado de perto por Albeniz. \u00c0 medida que o p\u00e1reo se desenrolava, a cada espa\u00e7o que surgia, Antonio Ricardo metia Balarico, procurando sempre brechas que permitissem um bom posicionamento na entrada da reta final. E a cada movimento de Balarico, Albeniz o acompanhava de perto. De repente, na segunda metade da reta oposta, Balarico se perdeu quando suas patas anteriores alcan\u00e7aram um competidor que lhe vinha logo \u00e0 frente. Balarico perdeu o equil\u00edbrio, e caiu. Albeniz que vinha a seguir, trope\u00e7ou em Balarico e tamb\u00e9m foi ao ch\u00e3o. P\u00e1reo cheio, em um grave acidente, Balarico, Antonio Ricardo e Albeniz com Antonio Bolino, todos estirados na pista. O atendimento foi r\u00e1pido, e milagrosamente os cavalos nada tiveram de grave, mas os dois j\u00f3queis, queixando-se de muitas dores, foram levados de ambul\u00e2ncia para o hospital conveniado. Visitas proibidas at\u00e9 a manh\u00e3 seguinte. Por volta das nove horas da noite eu fui ao hospital, disse que era um m\u00e9dico do Rio de Janeiro, e tinha ido para ver os dois j\u00f3queis, que eram radicados na G\u00e1vea. No quarto, com luz de penumbra, estavam duas camas separadas por um abajur, e conversei por meia hora com os dois j\u00f3queis. Ricardo queixava-se de muitas dores pelo corpo todo, tudo do\u00eda, e o Bolino havia sido atendido em fun\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o me falhe a mem\u00f3ria, de duas costelas quebradas. No dia seguinte, os dois j\u00f3queis foram liberados para voltar ao Rio. Os dois se davam muito bem, e ap\u00f3s o almo\u00e7o entraram no avi\u00e3o. Com cerca de 15\u00a0 minutos de v\u00f4o, o avi\u00e3o teve que enfrentar uma terr\u00edvel tempestade, pulava para cima, para baixo e para os lados, bagagens e pertences de m\u00e3o caiam das prateleiras superiores e rolavam pelo corredor, alguns passageiros choravam e gritavam, um horror. De repente o Comandante resolveu voltar para S\u00e3o Paulo, e informou que o avi\u00e3o pousaria na pista e l\u00e1 aguardaria a informa\u00e7\u00e3o da melhoria do tempo, para poder fazer a viagem. Pouco tempo depois, talvez uns 10 minutos, o comandante avisou que todos deveriam atar os cintos, por precau\u00e7\u00e3o, mas as condi\u00e7\u00f5es haviam melhorado. E enquanto o avi\u00e3o corria pela pista para al\u00e7ar v\u00f4o, o Antonio Ricardo disse ao Bolino, \u201csegura bem porque \u00e9 agora, ontem foi s\u00f3 pra machucar, hoje \u00e9 que \u00e9 pra matar\u201d. Mas a viagem transcorreu tranq\u00fcila, as dores do Ricardo logo passaram, e o Bolino s\u00f3 teve que aguardar o tempo necess\u00e1rio para a consolida\u00e7\u00e3o das duas fraturas nas costelas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><!--[if !supportLineBreakNewLine]--><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: medium;\"> <!--[endif]--><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><strong>B<\/strong> \u2013 Luiz Rigoni, o melhor j\u00f3quei brasileiro de todos os tempos, foi do Tarum\u00e3 para a G\u00e1vea como cavalari\u00e7o. Era normal naquela \u00e9poca, em que n\u00e3o havia capacetes, coletes protetores nem mantas acolchoadas, muitos cavalari\u00e7os serem os pr\u00f3prios galopadores dos animais aos seus cuidados. No geral, n\u00e3o havia como hoje redeadores, isto \u00e9, j\u00f3queis sem matr\u00edcula para correr nos p\u00e1reos, eram apenas coadjuvantes nos exerc\u00edcios di\u00e1rios dos corredores. Rigoni logo se destacou, obteve a matr\u00edcula de j\u00f3quei para montar nos p\u00e1reos dos programas, e da\u00ed por diante venceu as estat\u00edsticas seguidamente por muitos e muitos anos. Houve \u00e9poca que eram tantas as montarias que semanalmente lhe ofereciam que, mesmo ap\u00f3s as escolhas dos que lhe interessavam, como ele era muito requisitado, n\u00e3o tinha tempo para galopar todos os cavalos que iria montar no fim de semana. Foi obrigado pelas circunstancias a contratar dois j\u00f3queis conterr\u00e2neos, Ad\u00e3o Ribas e Ol\u00edvio Macedo, que ganhavam para galopar diariamente animais que iriam ser montados pelo Rigoni. Ad\u00e3o Ribas tamb\u00e9m teve seus momentos de gl\u00f3ria, e assim como Ol\u00edvio Macedo, que montava muito leve, venceu muitos p\u00e1reos na G\u00e1vea. Houve \u00e9poca em que Ad\u00e3o andava com um papagaio, ou periquito, n\u00e3o me lembro bem. Montava no cavalo que ia galopar com o seu papagaio ou periquito no ombro, e ao entrar na pista, deixava a ave empoleirada na cerca, e o pegava na volta.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0Curiosidades 3\u00a0(Milton Lodi) A \u2013 Na \u00e9poca de ouro do turfe paulista, o campo do GP S\u00e3o Paulo era numeroso, e o prado lotado. Entre os concorrentes a uma honrosa coloca\u00e7\u00e3o estava Balarico, montado por Antonio Ricardo, um \u00f3timo j\u00f3quei e pai e professor do nosso campe\u00e3o Ricardinho. 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