

{"id":126189,"date":"2017-09-14T12:26:18","date_gmt":"2017-09-14T15:26:18","guid":{"rendered":"\/home\/?p=126189"},"modified":"2017-09-14T12:32:58","modified_gmt":"2017-09-14T15:32:58","slug":"trofeu-mossoro-regulamento-milton-lodi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/noticias\/126189\/trofeu-mossoro-regulamento-milton-lodi\/","title":{"rendered":"Trof\u00e9u Mossor\u00f3 \u2013 Regulamento   (Milton Lodi)"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: medium;\"><strong>\u00a0 \u00a0 Trof\u00e9u Mossor\u00f3 \u2013 Regulamento<\/strong><\/span><span style=\"font-size: medium;\">\u00a0 \u00a0(Milton Lodi)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><!--[if !supportLineBreakNewLine]--><\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: medium;\"> <!--[endif]--><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\">No fim da gest\u00e3o do criador Jael Bergamaschi de Barros, ent\u00e3o Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira, que surgiu o Trof\u00e9u Mossor\u00f3. A id\u00e9ia inicial foi dar um nome importante, sem partidarismo, um nome que tivesse um significado especial. Em lugar de \u201cTa\u00e7a\u201d, por exemplo, a denomina\u00e7\u00e3o tinha que dar um significado ainda maior, e ficou entendido que \u201cTrof\u00e9u\u201d era uma denomina\u00e7\u00e3o superior, al\u00e9m de fugir \u00e0s demais denomina\u00e7\u00f5es de provas nobres, seria mais ainda, pois a id\u00e9ia era ter como motivo base, a qualidade, a supremacia, um galard\u00e3o m\u00e1ximo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><a href=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2012\/11\/mossoro-200x150.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-21502\" alt=\"mossoro 200x150\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2012\/11\/mossoro-200x150.jpg\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a>Quanto ao nome do Trof\u00e9u, o escolhido foi Mossor\u00f3, cavalo pernambucano, de cria\u00e7\u00e3o de um haras bem antigo e j\u00e1 fora de atividade h\u00e1 muito tempo, e fizesse lembrar um grande \u00eaxito de car\u00e1ter nacional e que n\u00e3o provocasse diverg\u00eancias, e assim, o nome Mossor\u00f3, o primeiro ganhador do Grande Premio Brasil, em 1933, recebeu aplausos gerais. A vit\u00f3ria em si de Mossor\u00f3 evoca a realiza\u00e7\u00e3o do primeiro \u201csweepstake\u201d, cria\u00e7\u00e3o do benem\u00e9rito Ant\u00f4nio Joaquim Peixoto de Castro J\u00fanior, o fundador do Haras Mondesir, e \u00e0 \u00e9poca concession\u00e1rio da Loteria Federal, que genialmente inventou um especial sorteio de bilhetes, realizado na manh\u00e3 do GP Brasil, que atribu\u00eda a cada competidor um bilhete, e na pista o bilhete correspondente ao cavalo vencedor daria um premio nunca at\u00e9 ent\u00e3o sonhado em sorteio, e a quantia oferecida era, para a \u00e9poca, vultuos\u00edssima, 300 contos de r\u00e9is. \u00c0 \u00e9poca ainda n\u00e3o havia televis\u00e3o, mas todos os r\u00e1dios do pa\u00eds anunciaram a grande novidade. Os bilhetes foram postos \u00e0 venda em todo o pa\u00eds, de forma que, na manh\u00e3 do Grande Premio Brasil de 1933, o pa\u00eds inteiro acompanhou pelos r\u00e1dios o sorteio da espetacular promo\u00e7\u00e3o, e naturalmente as corridas da tarde. Assim, o nome do brasileiro Mossor\u00f3 passou a ser um novo her\u00f3i nacional, pois havia vencido animais vindos da Alemanha, do Uruguai, da Fran\u00e7a e da Inglaterra. Mossor\u00f3, depois disso, foi levado a correr na Inglaterra, e l\u00e1 venceu a sua primeira corrida, foi trazido de volta para Pernambuco, para o seu Haras Maranguape. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><a href=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2013\/07\/Trofeu-Mossoro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-38512\" alt=\"Trofeu Mossoro\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2013\/07\/Trofeu-Mossoro.jpg\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a>Merecidamente, o trof\u00e9u referente aos melhores de cada ano recebeu o nome de Mossor\u00f3, o primeiro cavalo que emocionou o Brasil inteiro, virou s\u00edmbolo de qualidade. Para a distribui\u00e7\u00e3o anual do Trof\u00e9u Mossor\u00f3, foi criado naturalmente um regulamento, com v\u00e1rias categorias, e dentro de cada uma delas, aquele que houvesse demonstrado melhor qualidade, seria o vencedor. Os resultados em eventuais provas nobres seriam levados em conta, mas s\u00f3 em caso de d\u00favidas, pois o conceito predominante seria a qualidade. Os anos foram se passando, e a cada gest\u00e3o, hoje em dia de 3 em 3 anos, as Diretorias foram se modificando, nem sempre as substitui\u00e7\u00f5es foram positivas, pois, como era natural, de vez em quando um Diretor muito bom era substitu\u00eddo por um novato de padr\u00e3o turf\u00edstico menor. Mas com o correr dos anos, com as naturais altera\u00e7\u00f5es para melhor ou para pior, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira foi crescendo, e nos \u00faltimos 6 anos, os 3 iniciais com direito apenas a uma reelei\u00e7\u00e3o, chegou-se a um grupo muito bom. Mas no Regulamento, h\u00e1 um detalhe que merece maior aten\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que diz respeito \u00e0 qualidade dos votantes, aqueles que anualmente votam. A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira iniciou-se s\u00f3 com criadores, depois absorveu a paulista Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Propriet\u00e1rios de Cavalos, e posteriormente a Sociedade de Criadores de Cavalos de Corridas de S\u00e3o Paulo, que se extinguiram por motivos v\u00e1rios. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\">Assim, uma Associa\u00e7\u00e3o s\u00f3 de criadores ficou inchada com propriet\u00e1rios. E como o Regulamento de vota\u00e7\u00e3o \u00e9 antigo, criadores e propriet\u00e1rios votam igualmente, e como naturalmente h\u00e1 mais propriet\u00e1rios que criadores, uma das id\u00e9ias-base, que era saber s\u00f3 das opini\u00f5es dos criadores, a id\u00e9ia foi desvirtuada, ainda mais que basta ser s\u00f3cio da Associa\u00e7\u00e3o para poder votar. Se a id\u00e9ia era democratiza\u00e7\u00e3o do voto, ela n\u00e3o prevaleceu, pois o que houve foi a comuniza\u00e7\u00e3o dos votos. Parece-me mais l\u00f3gico que esse detalhe regulamentar deveria ser alterado para um patamar mais qualitativo e t\u00e9cnico, isto \u00e9, formar uma Comiss\u00e3o de alto n\u00edvel, formada por, por exemplo, 10 turfistas de escol, de reconhecidos conhecimentos, uma Comiss\u00e3o com metade dos componentes do Rio e a outra de S\u00e3o Paulo, e que dariam todos os votos conscientes em aprecia\u00e7\u00e3o de qualidade, e em caso de empate, ou o Presidente da Associa\u00e7\u00e3o desempataria ou decidiria por dois campe\u00f5es empatados na referente categoria. Essa comiss\u00e3o daria mais import\u00e2ncia aos resultados que os de uma vota\u00e7\u00e3o comunizante. Eu at\u00e9 me atreveria a sugerir alguns nomes para a dita Comiss\u00e3o, como por exemplo Jos\u00e9 Luiz Polacow, Arthur Teixeira Mendes, Samir Abujamra, Arthur Francisco, Selim Nigri, Ant\u00f4nio Landim Meirelles Quintella, Francesco Carnevale, Jos\u00e9 Carlos Fragoso Pires Junior, Vicente Britto, Celson Afonso Neto, Anderson Stabile, dentre outros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\">O Trof\u00e9u Mossor\u00f3 \u00e9 um sucesso.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 Trof\u00e9u Mossor\u00f3 \u2013 Regulamento\u00a0 \u00a0(Milton Lodi) No fim da gest\u00e3o do criador Jael Bergamaschi de Barros, ent\u00e3o Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira, que surgiu o Trof\u00e9u Mossor\u00f3. A id\u00e9ia inicial foi dar um nome importante, sem partidarismo, um nome que tivesse um significado especial. 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