

{"id":105061,"date":"2017-02-16T14:48:38","date_gmt":"2017-02-16T16:48:38","guid":{"rendered":"\/home\/?p=105061"},"modified":"2017-02-16T14:50:28","modified_gmt":"2017-02-16T16:50:28","slug":"novos-rumos-do-turfe-uruguaio-milton-lodi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/noticias\/105061\/novos-rumos-do-turfe-uruguaio-milton-lodi\/","title":{"rendered":"Novos rumos do turfe uruguaio    (Milton Lodi)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><span style=\"font-size: medium;\">\u00a0 \u00a0 No m\u00eas de novembro de 2016, realizou-se no Uruguai um importante congresso veterin\u00e1rio que entre outros detalhes tratou de eventuais medica\u00e7\u00f5es em animais inscritos para correr. Como \u00e9 p\u00fablico not\u00f3rio, dos cinco pa\u00edses sul-americanos que promovem corridas de cavalos de import\u00e2ncia maiores, Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e Peru, apenas o Brasil seguia a linha europeia o tocante a medica\u00e7\u00e3o de animais inscritos, isto \u00e9, proibi\u00e7\u00e3o total, enquanto que no caso dos outros quatro pa\u00edses citados, seguem a linha norte-americana, de grande permissibilidade no assunto. N\u00e3o vai muito longe, no Latino promovido pelo Jockey Club Brasileiro em mar\u00e7o de 2016, o ganhador argentino e o quinto colocado chileno, foram desclassificados para \u00faltimo lugar sem direito a quaisquer pr\u00eamios, e em ambos os corredores, a subst\u00e2ncia encontrada era a mesma. Os estrangeiros, embora tivessem recebido por escrito o que seria e o que n\u00e3o seria permitido quando aos animais que iriam competir no Latino, mesmo assim medicaram irregularmente, e ap\u00f3s as desclassifica\u00e7\u00f5es, procuraram justificar a equivocada atitude alegando que todos os animais que correm em seus pa\u00edses o fazem medicados, sob a complac\u00eancia das autoridades. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><span style=\"font-size: medium;\">Cerca de dois meses depois, fim de maio, o cavalo punido com a desclassifica\u00e7\u00e3o no Latino, correu e venceu o Gran Pr\u00eamio 25 de Mayo, em San Isidro. Isso mostra que, em principio, a Argentina, Chile, Peru, permanecem ligados aos costumes norte-americanos. Quanto ao Uruguai, n\u00e3o se fez representar no Latino de 2016, mas at\u00e9 ent\u00e3o seguia a linha norte-americana. Conforme j\u00e1 dito, houve um importante congresso veterin\u00e1rio no Uruguai em novembro, e as autoridades h\u00edpicas uruguaias deram conhecimento p\u00fablico a um novo enfoque oficial em rela\u00e7\u00e3o ao problema, deixando a linha de permissibilidade excessiva norte-americana e adotando a linha europeia, a mesma j\u00e1 adotada pelo Brasil j\u00e1 h\u00e1 alguns anos. Desse modo, o Uruguai veio se juntar ao Brasil na lisura das corridas no tocante a promover verdadeiras corridas de cavalos em lugar de participa\u00e7\u00f5es em guerras qu\u00edmicas. A nova orienta\u00e7\u00e3o uruguaia passou a valer desde 1\u00ba de janeiro de 2017, inclusive alvitrando um segundo exame do mesmo material para um eventualmente comprobat\u00f3rio do primeiro resultado em um dos laborat\u00f3rios de seguran\u00e7a da FIAH. O laborat\u00f3rio credenciado para esse segundo exame, no caso do Brasil, \u00e9 na Fran\u00e7a. Assim, Brasil e Uruguai promovem corridas dentro da \u00f3tica europeia, que \u00e9 a de corrida de cavalos sem a ministra\u00e7\u00e3o de rem\u00e9dios que possam influir no natural rendimento dos competidores.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><span style=\"font-size: medium;\"> A nova regra uruguaia at\u00e9 31 de dezembro de 2017 s\u00f3 se aplica a grandes pr\u00eamios (provas de grupo), cl\u00e1ssicos e provas especiais e a partir do dia 1\u00ba de janeiro de 2018 vai se estender incluindo os p\u00e1reos para os potros e potrancas da nova gera\u00e7\u00e3o, e assim, ano a ano durante cerca de 5 anos a seguir, a cada ano a ent\u00e3o nova gera\u00e7\u00e3o vai se enquadrando nas novas regras. Voltando ao Latino de 2016, correram representantes do Brasil (que pelas desclassifica\u00e7\u00f5es obteve as cinco coloca\u00e7\u00f5es premiadas), da Argentina e do Chile (ambos desclassificados por usos indevidos de medicamentos), e do Peru, que n\u00e3o foi atingido pelo regulamento por n\u00e3o ter classificado nenhum dos seus representantes. Ali\u00e1s, o turfe peruano, embora o pa\u00eds esteja situado no hemisf\u00e9rio sul, perto da linha do Equador, as suas normas seguem as do turfe norte-americano, o ano h\u00edpico peruano \u00e9 o mesmo dos Estados Unidos, isto \u00e9, os animais completam mais de um ano em 1\u00ba de janeiro e n\u00e3o em 1\u00ba de julho, como todos os outros pa\u00edses sul-americanos, e a sua cria\u00e7\u00e3o \u00e9 de menor express\u00e3o do continente sul-americano, e das suas corridas participam habitualmente corredores norte-americanos. Um detalhe a ser observado \u00e9 que nunca um corredor egresso do Peru conseguiu vencer um Latino fora do seu pr\u00f3prio pa\u00eds. Talvez a grande frequ\u00eancia de participa\u00e7\u00f5es vitoriosas de animais brasileiros nas corridas de Maron\u00e3s tenha influenciado o novo enfoque do turfe uruguaio, que no ano de 2016 teve participa\u00e7\u00e3o efetiva os leil\u00f5es brasileiros, chegando, na final do ano, a comprar 25% dos animais oferecidos em liquida\u00e7\u00e3o total do plantel do \u00f3timo Stud TNT, uma das for\u00e7as da cria\u00e7\u00e3o brasileira. Para o turfe brasileiro, o acordar do turfe uruguaio para a realidade \u00e9 motivo de muita satisfa\u00e7\u00e3o. Agora s\u00f3 est\u00e1 faltando os turfes argentino, chileno e peruano. Vamos aguardar.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 No m\u00eas de novembro de 2016, realizou-se no Uruguai um importante congresso veterin\u00e1rio que entre outros detalhes tratou de eventuais medica\u00e7\u00f5es em animais inscritos para correr. 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