

{"id":101466,"date":"2016-12-28T13:00:29","date_gmt":"2016-12-28T15:00:29","guid":{"rendered":"\/home\/?p=101466"},"modified":"2016-12-28T11:46:21","modified_gmt":"2016-12-28T13:46:21","slug":"milheiros-e-meio-fundistas-milton-lodi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jcb.com.br\/home\/noticias\/101466\/milheiros-e-meio-fundistas-milton-lodi\/","title":{"rendered":"Milheiros e Meio-Fundistas  (Milton Lodi)"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: medium;\"><strong><a href=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2013\/03\/quartier-latin-post.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-30014\" alt=\"quartier latin post\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2013\/03\/quartier-latin-post-300x188.jpg\" width=\"300\" height=\"188\" \/><\/a>\u00a0 \u00a0<\/strong><\/span><span style=\"font-size: medium;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Um dos milheiros brasileiros de maior sucesso nas pistas foi <strong>Quartier Latin(FOTO1)<\/strong>, de cria\u00e7\u00e3o e propriedade do Haras S\u00e3o Bernardo, da Baronesa Marie Blanche Rotschild Von Leithner. O j\u00f3quei oficial da coudelaria era Gast\u00e3o Massoli, de superior educa\u00e7\u00e3o sempre bem vestido e atencioso com todos. Acontecia que com Massoli, sempre com boas dire\u00e7\u00f5es o<strong> Quartier Latin<\/strong> corria com facilidade entre os ponteiros, e na reta final n\u00e3o correspondia. A Baronesa ent\u00e3o resolveu entregar a dire\u00e7\u00e3o de Quartier Latin a Luiz Rigoni, para muitos com destaque o melhor j\u00f3quei brasileiro de todos os tempos. Rigoni montava no regime de freio, e com um suave toque nas r\u00e9deas dominava por completo os corredores mais voluntariosos e com serenidade instigava os mais pregui\u00e7osos. Com Rigoni, <strong>Quartier Latin<\/strong> ficou outro, Rigoni o fazia ficar em \u00faltimo, em galope tranq\u00fcilo e ritmado, e quando no inicio da \u00faltima reta por ele procurava, <strong>Quartier Latin<\/strong> acelerava rapidamente e sempre vencia com folga. Foi assim que<strong> Quartier Latin<\/strong>, com Luiz Rigoni, venceu em um ano o Grande Premio Presidente da Rep\u00fablica, Grupo I, em Cidade Jardim a milha internacional da semana do Grande Premio S\u00e3o Paulo, e no mesmo ano, venceu a mesma prova no Jockey Club Brasileiro. E mais ainda, a mesma dobradinha repetida no ano seguinte. Os menos detalhistas entenderam que ali estava um futuro garanh\u00e3o de sucesso. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><a href=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2012\/02\/gaudeamus.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1457\" alt=\"gaudeamus\" src=\"http:\/\/www.jcb.com.br\/imagens\/2012\/02\/gaudeamus-300x145.jpg\" width=\"300\" height=\"145\" \/><\/a>Mas na pr\u00e1tica sucedeu diferente, <strong>Quartier Latin<\/strong> n\u00e3o alcan\u00e7ou o \u00eaxito esperado. Mas por qu\u00ea? Resposta simples, o bom milheiro, o realmente bom, tem que mandar na corrida desde o principio, n\u00e3o pode ser, digamos assim, um bom aproveitador do ritmo imposto por outros. N\u00e3o \u00e9 ter a obriga\u00e7\u00e3o de correr na ponta, \u00e9 fazer parte de um bom ritmo desde o inicio, na ponta ou perto, e ainda aumentar a velocidade na \u00faltima reta. A perspic\u00e1cia de Luiz Rigoni logo percebeu que Quartier Latin era muito bom, mas n\u00e3o tinha a fundamental caracter\u00edstica dos grandes milheiros, velocidade inicial, ritmo forte, e ainda uma brilhante reta final. Essa soma de caracter\u00edsticas \u00e9 privil\u00e9gio de poucos. O maior milheiro brasileiro de todos os tempos seria provavelmente <strong>Gaudeamus(FOTO2)<\/strong>, tamb\u00e9m de cria\u00e7\u00e3o de propriedade do Haras S\u00e3o Bernardo, que tinha tanta qualidade que ultrapassava os seus naturais limites, e para derrot\u00e1-lo o Haras Guanabara colocava tr\u00eas corredores para enfrent\u00e1-lo, em \u00e9poca em que os regulamentos permitiam, nos p\u00e1reos nobres, mais do que uma parelha, uma trinca. Assim, por mais de uma vez, com Massoli, j\u00f3quei de muito boa qualidade, enfrentava <strong>Emocion<\/strong> (ganhadora do Diana) montada por Luiz Rigoni, <strong>Lohengrin<\/strong> (cl\u00e1ssico recordista dos 2.400 metros) com Luiz Diaz, e <strong>Escorial<\/strong> (tr\u00edplice coroado) com Francisco Irigoyen. <strong>Gaudeamus<\/strong>, em lugar de ficar especializado em 1.600 metros, corria grandes pr\u00eamios at\u00e9 2.400 metros. Era muito forte, brigador, e Massoli o conhecia muito bem. <strong>Gaudeamus<\/strong>, \u00f3timo milheiro cl\u00e1ssico, teve curta campanha no haras, e logo na sua primeira gera\u00e7\u00e3o, produziu uma potranca l\u00edder de turma. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\">Eu me lembro que certa vez o criador e propriet\u00e1rio Abelardo Acetta, intimo amigo do Roberto Seabra e tamb\u00e9m meu amigo, veio em nome do Roberto me oferecer para reprodu\u00e7\u00e3o o cavalo <strong>Gavarni<\/strong>. Ele era um cavalo muito bonito, encorpado, que era um milheiro que corria para uma atropelada na reta final. N\u00e3o era um \u00f3timo corredor, mas freq\u00fcentava a primeira turma dos milheiros, e tinha um importante pedigree, um filho de Royal Forest em boa linha feminina inglesa. Eu agradeci a oferta, mas sem a velocidade inicial para ditar o ritmo da corrida, e mesmo guardado para um ataque final nem sempre obtinha sucesso, era desinteressante. Expliquei isso ao Abelardo, e agradeci a oferta. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\">Alguns anos depois, conversando com o \u00f3timo veterin\u00e1rio Homero de Assis Brasil, ele me disse que o mesmo <strong>Gavarni<\/strong> havia sido comprado por um haras ga\u00facho, e tinha fracassado por completo, n\u00e3o havia dado nada que prestasse. Os melhores cavalos para a reprodu\u00e7\u00e3o mostram-se os bons corredores de 1.600 a 2.400 metros, naturalmente melhores ganhadores de Grupo. <strong>Manguari<\/strong>, ganhador da 1\u00aa prova da tr\u00edplice coroa, 1.600 metros e tamb\u00e9m da ent\u00e3o 2\u00aa prova da tr\u00edplice em 2.400 metros o Derby, e por duas vezes recordista dos 2.000 metros, foi um \u00f3timo garanh\u00e3o, com a filha <strong>Happy<\/strong> como a melhor velocista de sua \u00e9poca, de <strong>Domage<\/strong> ganhadora do Diana e de <strong>Interlagos<\/strong> cl\u00e1ssico com cerca de 2.000 metros entre outros ganhadores de realce, \u00e9 a prova da corre\u00e7\u00e3o da teoria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: medium;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<strong>Manguari<\/strong> corria sempre bem colocado, nunca diminu\u00eda sempre correu na 1\u00aa turma mantinha um ritmo forte, e na \u00faltima reta era um grande lutador. Um dos motivos do seu sucesso em suportar esfor\u00e7os maiores era o fato de que tinha maior capacidade pulmonar do que o normal, com suas costelas largas que indicavam um grande pulm\u00e3o.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Um dos milheiros brasileiros de maior sucesso nas pistas foi Quartier Latin(FOTO1), de cria\u00e7\u00e3o e propriedade do Haras S\u00e3o Bernardo, da Baronesa Marie Blanche Rotschild Von Leithner. O j\u00f3quei oficial da coudelaria era Gast\u00e3o Massoli, de superior educa\u00e7\u00e3o sempre bem vestido e atencioso com todos. 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