Alcides Morales, uma inesquecível lenda do turfe brasileiro » Jockey Club Brasileiro - Turfe

Alcides Morales, uma inesquecível lenda do turfe brasileiro

Alcides MoralesO universo turfístico amanheceu mais triste neste sábado com o falecimento do treinador e grande turfista Alcides Morales, aos 88 anos. O A. Morales dos programas sofria de enfisema pulmonar e teve uma queda em casa. Ele acabou sendo submetido a uma cirurgia e estava internado. Em franca recuperação no hospital, o treinador, segundo informações de amigos, ainda acompanhou, pela TV, a reunião desta sexta-feira, no Hipódromo Brasileiro. No entanto, o treinador acabou se sentindo mal e não resistiu.

Nascido em 20 de outubro de 1928, na Praça Santos Dumont, no bairro da 1987-bowling 2Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro, bem em frente ao Hipódromo Brasileiro, Alcides Morales entrou no turfe aos 8 anos de idade, quando começou a ajudar  outra lenda do esporte,  o treinador Gonçalino Feijó. Ele preparava as camas, escovava e galopava os cavalos, dando, assim, os seus primeiros passos no Esporte dos Reis. 

Com quase 3.000 vitórias no currículo, A. Morales era o recordista entre os profissionais em atividade. Viveu a sua melhor fase na carreira entre as décadas de 70 e 90, no período em que ele treinava para o Haras Santa Ana do Rio Grande. Foram cinco estatísticas seguidas, além de se sagrar vencedor de dois GPs Brasil (GI). O primeiro, vencido com Anilité, em 1984, depois em 1987, com Bowling (foto). Foram 19 anos trabalhando para esta vencedora farda.

Dentre os cavalos que treinou, pode-se destacar diversos craques como Asola, Anilité, Bowling, Bat Masterson e Mensageiro Alado, entre tantos outros que ficaram na memória dos amantes do turfe. 

Alcides Morales deixa dois filhos, Ângela e Alcides Morales Filho, além de quatro netos.

O corpo de Seu Alcides, como era carinhosamente conhecido no prado, será cremado neste domingo, no Memorial do Carmo, no Caju (R. Monsenhor Manuel Gomes, 287). O velório deste grande turfista está marcado para ter início às 8h.

O Jockey Club Brasileiro e toda sua diretoria declara luto oficial pelo período de três dias, a contar de hoje (26). 

Alguns colegas de trabalho de Alcides Morales não deixaram de comentar esta grande perda. Todos consternados com o falecimento do um amigo e que servia de fonte de inspiração para muitos. Confira alguns comentários colhidos pelo site do JCB: 

“Tive cavalos com ele por mais de 30 anos, nunca tive uma rusga sequer com ele. Era um exemplo de profissional e só dizia a verdade.  Era, acima de tudo, um homem de moral”. Milton Lodi. 

“Era um grande amigo, eu me dava muito bem com ele. Montei pra ele, ganhamos muitas coisas juntos, bati recorde pra ele também. A vida é assim, fica a saudade de um grande amigo”. José Ferreira Reis (Reisinho). 

“Posso falar que Seu Morales foi uma pessoa maravilhosa na minha vida. Quando cheguei no Rio, ficava eu, ele, o Jonas Guerra e o Emerson Garcia. Só tenho que agradecer por tudo que ele fez por mim, os conselhos e a ajuda que ele deu para a minha profissão. Tenho certeza de que ele está com Deus e vai descansar a partir de agora”. J.C. Sampaio. 

“Trabalhei um ano com o Seu Alcides, quando eu estava com 16 anos. Fui para aprender tudo com ele, pois era um grande profissional. Foi uma honra e um prazer muito grande viver essa experiência. Além de um grande profissional, uma pessoa espetacular no trato com todos. Treinar cavalo para ele parecia muito simples, fazia o simples e dava certo, ganhou muito. Uma perda muito grande para o turfe”. R. Morgado Neto.

“Quase 3 mil vitórias e um caráter sem igual. Uma pessoa que tinha sempre uma palavra de incentivo para treinador, jóquei e aprendiz. Trabalhei com ele quase 20 anos com os animais do Stud J. Lírio Aguiar. É uma pessoa marcante do turfe brasileiro e que vai deixar muita saudade”. A. Castilho. 

“Fui aluno do Seu Alcides na Escola de Profissionais do Turfe. Funcionou durante dois anos e formou diversos profissionais. A importância dele para mim é a importância para qualquer pessoa que milita no turfe. Perda muito grande para todos nós. Estamos muito tristes. Mas, sei que cumpriu bem a sua missão”. V. Paim. 

 “Um dia muito triste para mim, morreu o mestre dos mestres da arte de treinar o cavalo de corrida. Aprendi muita coisa com ele, principalmente a ser uma pessoa boa e humilde. Seu Alcides terá sempre o meu respeito”. Z. Barbosa.  

Por Emerson Silva e Sylvio Rondinelli Foto: Arquivo JCB.

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