Papo do Prado: o menino da Zona Sul que se tornou treinador por amor aos cavalos » Jockey Club Brasileiro - Turfe

Papo do Prado: o menino da Zona Sul que se tornou treinador por amor aos cavalos

MRochapost12Ele tem uma história diferente da grande maioria dos profissionais da mesma classe. Enquanto uns foram jóqueis e passaram a treinador após a aposentadoria, muitos até por necessidade, ele teve a opção de escolher ser por amor. Marcio Rocha é filho e sobrinho de proprietários de cavalos de corrida. Desde pequeno o destino no Esporte dos Reis estava traçado, bastava, segundo ele, escolher o melhor caminho.

M. Rocha chegou a iniciar o curso de Medicina Veterinária, mas abandonou, já que o seu coração escolheu por algo com mais emoção. O jovem menino criado na Zona Sul carioca, escolheu ser treinador de cavalos. Depois do início com Luiz Arthur Fernandes e a passagem como 2º gerente com Júlio Cesar Sampaio, a matrícula de treinador finalmente chegou e Marcinho, como é carinhosamente conhecido no prado, passou a preparar seus próprios animais. 

Este excelente treinador, casado há seis anos com Karine Targa de Lima, é mais um a participar do Papo de Prado. Confira um pouco mais sobre o treinador, querido por todos, M. Rocha.

Como era a sua vida antes de vir para o Jockey?  

Tive uma vida normal, sempre morei na Zona Sul e meus pais sempre me apoiaram. Era uma vida confortável e que deu para escolher o que eu queria fazer. Não tenho do que reclamar.

Quando você não está nas carreiras, o que você gosta de fazer?  

A minha esposa trabalha como comissária de bordo, então ela está sempre viajando. Fora que vida de treinador é complicada, muito dura. Então, sempre que temos a oportunidade, procuro estar com a minha esposa. Vou para qualquer lugar, cinema, casa de amigos, restaurante e etc…

Tem algum prato preferido?   

Cara, você não vai acreditar. Sou fã de bife à milanesa. Com qualquer acompanhamento. Se eu pudesse, eu comeria todos os dias, como fiz em uma viagem para os EUA (risos).

Quando viaja, prefere praia ou serra? 

Não tenho preferência, pois como eu falei: quando tenho oportunidade de estar com a minha esposa, vou para onde for, desde que eu esteja com ela. Se ela estiver comigo e tivermos tempo, vou para qualquer destino.

Gosta de livros? Costuma ler algo?  

Leio, mas muito pouco. Sempre que tenho a chance, leio algo referente aos cavalos, nada além disso.

Qual o time que você torce?  

Sou Flamengo.

Do que você mais gosta no turfe? 

Sem dúvidas, o que eu mais gosto é o amor que os proprietários têm pelos animais. O prazer deles em ver o animal vencer uma corrida, todo o dinheiro que eles investem. Isso é algo que eu admiro bastante.

E do que menos gosta?  

Acho que o esporte poderia valorizar mais os proprietários. Afinal, são eles que fazem a roda girar. Em vários quesitos vejo que algumas decisões não os favorecem. Digo em um modo geral do turfe. Os proprietários deveriam ter um tratamento mais carinhoso por conta de tudo que eles representam.

Qual o cavalo que mais gostou de cuidar?

Depends On Me foi responsável pela minha primeira prova clássica (Copa Leilões), não tem como não escolher este animal.

Qual o melhor que você viu?  

Por tudo que fez e por ter sido bem recente, escolho o Bal A Bali. 

Tem alguma prova em especial que você gostaria de vencer no turfe? 

Olha, todo mundo gostaria de ganhar o Grande Prêmio Brasil, mas acho que só de você ter a chance de disputar uma prova de graduação máxima é um privilégio. Imagina ganhar? Acredito que ganhar uma prova, qualquer prova de grupo 1 é gratificante. 

Você tem alguém aqui que serve de referência para você?

São dois nomes que tenho como referência aqui, Luiz Arthur Fernandes e Júlio Cesar Sampaio. Dois caras que me ensinaram muito.  

Por Emerson Silva, Leandro Mancuso e Sylvio Rondinelli Foto: Sylvio Rondinelli

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