Os motivos para seguir em uma profissão são vários. Influência da família, sonho, vocação, entre outras coisas. O amor também é um deles, talvez o mais forte quando se vai percorrer um caminho acadêmico. E foi exatamente este sentimento pelos cavalos que levou a veterinária Nicole Duarte a seguir na profissão. Nascida no Rio e criada em Brasília, Nicole sempre conviveu no dorso dos cavalos. Todos eles de propriedade de seu pai, Inaldo, e de sua mãe, Fátima. Esse amor foi tanto, que além de trocar a faculdade de fisioterapia pela de medicina veterinária, o salário de seu primeiro emprego foi usado para comprar um cavalo. Amor maior que esse, segundo ela, não existe.
– Sempre gostei de cavalo e iniciei nesta profissão por causa desse amor. Lembro que fiquei muito feliz quando consegui pegar o dinheiro do meu primeiro emprego para comprar um cavalo. Eu já tinha, mas era dado de presente pelo meu pai. O primeiro com o meu dinheiro foi o Trovador – disse.
Do seu primeiro estágio no Jockey Club Brasileiro para os dias atuais, lá se vão 10 anos. Uma década de talento, dedicação e sorriso fácil no prado carioca. Essa querida profissional é mais uma personagem da coluna Papo do Prado. Conheça um pouco mais de Nicole Duarte, de 32 anos, médica veterinária que atua no JCB.
Como era a sua vida antes de vir para o Jockey?
Sempre fui muito de estar com cavalos. Vivi em Brasília e lá meu pai tinha alguns cavalos. Então desde pequena convivi muito com cavalos.
Se não fosse veterinária, o que seria?
Seria fisioterapeuta. Parei a faculdade de fisioterapia para começar na medicina veterinária.
Quando você não está nas carreiras, o que você gosta de fazer?
Olha, quando eu estou de folga, gosto muito de curtir uma praia. Amo praia. Além disso, gosto muito de sair com os amigos.
Tem algum prato preferido?
Tenho sim. O bacalhau da minha avó Ermelinda é maravilhoso.
Quando viaja, prefere praia ou serra?
Gosto muito de viajar, pra qualquer lugar. Tento fazer uma viagem por ano. Mas procuro sempre um local que tenha praia. Como disse antes, amo praia.
Gosta de livros? Costuma ler algo?
Neste momento não consigo ler outra coisa, só artigos de veterinária ou pesquisas científicas.
Qual o time que você torce?
Amo futebol, sempre que posso vou ao estádio. Sou muito vascaína e sempre estou em São Januário.
Do que você mais gosta no turfe?
A vitória. Com certeza a vitória. Isso é a cereja do bolo. Outra coisa sensacional é ver aquele cavalo que ninguém leva fé, entrar na raia e vencer. Isso não existe. É uma sensação incrível.
E do que menos gosta?
Acredito que, às vezes, o trabalho aqui dentro é muito individualizado. Gostaria muito que fosse um trabalho mais em equipe.
Qual foi o melhor cavalo que viu?
Royal Rocket e Jester Rose. Eu tenho um carinho especial por esses dois animais.
Cavalo que gostaria de ter cuidado?
Por tudo que eu vi, certamente o Bal A Bali.
Qual a sua visão geral do turfe hoje em dia?
Acredito que precisamos de mais divulgação para o nosso esporte. Estamos muito atrasados se comparados a outros países, isso é ruim. Acho que somente com um trabalho de todos isso poderá vir a acontecer um dia. Mas amo isso aqui e sempre vou batalhar para que o esporte esteja cada vez mais forte.
Por Emerson Silva, Leandro Mancuso e Sylvio Rondinelli Fotos: Arquivo pessoal
