No sábado dia 06 de agosto de 2016 o Jockey Club de São Paulo realizou em nome da Associação Brasileira um brilhante programa de corridas. É a chamada Copa dos Criadores. Com o pagamento das premiações correndo por conta da Associação Brasileira, as cinco provas da Copa eram 3 páreos abertos aos 3 anos e mais, uma em 1.000 metros, outra em 1.600 e outra em 2.000. Além das duas milhas para os 3 anos de idade, uma para fêmeas denominada Margarida Polak Lara e outra para machos, o João Adhemar de Almeida Prado, provas da Taça de Prata, isto é, com o mesmo nome da espetacular promoção da extinta Sociedade de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida de São Paulo, mas com um regulamento profundamente modificado, a rigor provas diferentes com a utilização dos mesmos nomes.
Todas as cinco provas foram muito bem disputadas. A mais atraente e mais competitiva foi a Margarida Polak Lara, quando a potranca gaúcha Nostalgie, de criação de propriedade do Haras Doce Vale, venceu em acesa luta, mantendo-se invicta, pois havia vencido em sua estréia na Gávea. Foi um bolo de competidoras desde a largada, e em uma brilhante atropelada ultrapassando as competidoras pelo meio do lote, Nostalgie mostrou muita competência e classe. Trata-se de uma potranca castanha de 460 kg, filha da única geração deixada pelo ótimo Fluke, ganhador clássico na Gávea e nos Estados Unidos, um filho de Wild Event. Nostalgie tem por mãe, Cherie Gigi, por Ghadeer e Onefortheroad, essa, filha da extraordinária Court Lady. Treinamento de Venâncio Nahid e joqueada inspirada de W.S Cardoso, o Mateus, um jóquei da nova geração da Escola de Jóqueis do JCB, que nos últimos anos, sob o controle da Gerente Geral Mayra Frederico e dos Professores Coordenador Geral Marcelo Cardoso e Professor José Machado Filho, tem obtido um resultado excepcional no preparo de aprendizes. Esse Mateus tem um futuro brilhante, mas já é uma fulgurante realidade. É muito importante assinalar que a 2ª colocada no Margarida Polak Lara foi a então líder nacional Etapa Vencida, também ganhadora clássica na Gávea.
No páreo equivalente aos potros, o GP Adhemar de Almeida Prado, o vencedor foi Maraton, um filho do ótimo reprodutor Holly Roman Emperor animal de alta classe de porte bem pequeno especialista em páreos de até 1.400 metros, um filho de criação do Haras Santa Camila de propriedade do Haras Moema, treinado por R. Maia. A prova mais importante da tarde foi o GP Matias Machline em 2.000 metros. O vencedor foi Frisson, filho de Refuse to Bend de criação do Haras Santa Camila e de propriedade do New Generation Stud.
O outro páreo promovido pela Associação Brasileira foi o GP Mário Belmonte Moglia em 1.000 metros. O vencedor foi Wenzel Blade, um filho de Blade Prospector, criação do Haras Ponta Porã e propriedade do Stud Fenômeno. Treinamento J.César e jóquei V.Rocha.
Outra prova importante foi o GP Presidente da Associação Brasileira de Criadores e Proprietários, sendo homenageado o criador e proprietário Sergio Luis Coutinho Nogueira, atual Presidente, e que teve como vencedor Barão da Serra, um filho de Manduro, o excelente corredor alemão que só fez uma estação no Brasil e em shuttle, e cujo melhor filho até então era Braço Forte, que na disputa do Pellegrini de 2015 fraturou um pé, tendo sido então sacrificado. Barão da Serra é de criação do Haras Eternamente Rio e de propriedade do Haras Moema, foi treinado por V.Forsonaro e montado pela joqueta Jeane Alves.
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Outro assunto que não pode ser esquecido. Em um texto recém publicado, falei de um funcionário do Jockey Club Brasileiro, que por cerca de 50 anos foi porteiro na sede social e nos dias de corridas na Tribuna Social do Hipódromo da Gávea. Era um homem grande, forte, de pele bem clara. Estava sempre fardado, calça azuis escuras com um friso branco nas laterais, paletó branco sempre bem engomado e com os botões dourados, camisa de peito duro à antiga, com as pontas do colarinho virados. Era uma figura imponente quando com seu quepe branco estilo militar. Ele era de ascendência européia. Bem educado, solícito, sempre de bom humor, era uma figura que impressionava, não só pelo seu tamanho como pelo vozeirão. Quando não estava trabalhando no Clube, à noite ia para o Teatro Municipal, onde fazia parte do coro lírico. Felix, o imponente e simpático porteiro do JCB durante cerca de 50 anos, por alguns apelidado de Marechal, deixou muitas saudades.
