A gramínea utilizada na pista do Jockey Club Brasileiro é do gênero Cynodon, originário da África Tropical e apresenta ciclo fotossintético C4, característica típica de planta que vegetal bem durante o verão, mas que tem o crescimento sensivelmente reduzido nos meses de inverno. Isso ocorre porque as gramíneas tropicais apresentam fotossíntese máxima ao redor de 30-35⁰C e têm crescimento limitado quando as temperaturas mínimas médias são inferiores a 15⁰C.
Outro fator limitante para o desenvolvimento da grama é a luminosidade, a duração dos períodos de luz e escuro (que variam com a estação do ano) durante as 24 h dia influenciam no crescimento da planta. No período outono-inverno, com dias mais curtos e menos luminosidade observa-se estacionalidade de crescimento da forragem, mesmo com o uso da
irrigação e/ou ocorrência de chuvas.
As plantas forrageiras são extremamente sensíveis às variáveis ambientais, componentes do clima, solo e até mesmo do manejo a elas imposto.
Com a realização das corridas e o desfolhamento periódico da planta causado pelo pisoteio dos animais, a uma profundidade que provoque o arrancamento das raízes, provocará a morte das plantas e diminuirá a densidade e cobertura vegetal da raia. Como o desenvolvimento da grama nos meses de inverno é menor, é fundamental que a penetração dos cascos dos animais na pista não prejudique o desenvolvimento da planta.
Para que isso ocorra é necessário diminuir os índices do penetrômetro.
O manejo da pista consiste no uso e manipulação de técnicas estratégicas agronômicas de forma a assegurar a preservação da raia, tornando seu uso sustentável, racional e com vida útil prolongada.
Paulo Nania
Junho de 2016
