A relação entre Givanildo Duarte e Hot Six começou no finalzinho de 2008. Mal sabia o treinador, recém-promovido no Haras Estrela Energia, o que estava prestes a acontecer em sua curta, mas promissora carreira. Logo no início de 2009, mais precisamente no dia 14 de março, esta relação teve o seu ponto alto. Depois de 2.000 metros corridos naquela tarde amena do aprazível e tradicional Hipódromo de Cidade Jardim, em São Paulo, Hot Six, pilotado por J. Leme, e G. Duarte entraram de vez na história do mais do que nobre Esporte dos Reis.
Passados sete anos desta consagradora conquista, G.Duarte lembra com carinho da vitória no Grande Prêmio Latinoamericano (GI). Confira o bate-papo do treinador G. Duarte:
O que significou para a sua carreira vencer uma competição como
esta?
Essa é a maior vitória da vida de qualquer profissional do turfe. Para mim, foi um triunfo que me marcou muito. Quantas lembranças eu tenho daquele dia! Lembro bem que o Jorge Leme não montou a Seletiva para a competição, mas garantiu presença no Latino, caso a classificação fosse nossa. No dia do páreo eu lembro de tudo mesmo. Da nossa chegada, do público, da passagem pelo disco…Foi um dia inesquecível e um título inesquecível.
Como foi páreo naquele dia?
Tínhamos muitos adversários de respeito., sabíamos que não seria um páreo fácil, já que o Hot Six não era favorito. Lembro que a força da carreira era o animal que o (Jorge) Ricardo montava, o Flymetothemoon. Relembrando a corrida, vejo que estávamos em 6º quando houve a queda. O J0rge Leme tira um pouco antes do acidente, por isso que não caíram. Ele engrenou depois disso e partiu para a vitória. A ficha demorou demais a cair.
E como era o Hot Six no dia a dia?
No CT ele era uma “mãe”, muito carinhoso, tranquilo e não dava trabalho. Era fino na traseira e mais forte na frente. Quem visse o cânter dele achava que não chegaria na frente nunca. Um cavalo normal no Rio e craque quando chegada em São Paulo (risos). Não sei o motivo, mas ele sempre se superava em São Paulo. Tinha também uma saída bem suave e uma atropelada forte no final. Um cavalo, na minha opinião, fora do normal.
O que você pode dizer sobre a volta do GP Latinoamericano (GI) ao Hipódromo da Gávea?
É gratificante para todos nós, profissionais do turfe. Estamos vendo o nosso turfe trazer um páreo de tamanha importância depois de 20 anos para a Gávea, isso é algo que fica para a história, independentemente de quem vença. Lógico que eu torço para algum brasileiro ganhar, mas só de participar já é uma grande coisa. Estamos todos ansiosos por este dia.
Por Emerson Silva e Sylvio Rondinelli Foto: internet


