Treinador de grandes campeões, como Hot Six e Energia Fribby, Givanildo Duarte, um dos grandes profissionais que passaram pelo tradicional Haras Estrela Energia, está de volta ao mundo do Esporte dos Reis. Depois de um longo período afastado, quando teve de se aventurar em outra área para poder sobreviver, G. Duarte recebeu a oportunidade de integrar o time do Haras Verde e Preto. Muito contente com o retorno, Givanildo revelou que volta por amor aos cavalos de corrida.
– Tive a oportunidade de voltar. Ainda não saí da cervejaria onde trabalho, pois estou esperando um animal só meu para trabalhar. Assim que isso ocorrer, saio deste emprego e vou fazer o que eu mais gosto. Fiz alguns contatos, pedi algumas oportunidades e acabei voltando. Eu gosto muito dos bichos, dos cavalos de corrida e não somente o que ele pode me dar – afirmou o treinador.
Os dias de glória do Haras Estrela Energia também foram lembrados por G. Duarte. Entre os animais que trabalhou, dois deles são lembrados com muito carinho. O treinador chega a se emocionar:
– Não tem como não lembrar do Hot Six, que venceu o Grande Prêmio Latinoamericano
(GI), em Cidade Jardim (SP). Era um animal muito forte e brigador, principalmente quando estava em São Paulo (risos). Eu falava para o seu Stefan (Friborg, proprietário do Haras Estrela Energia): ‘Ele é um cavalo normal no Rio, mas quando chega em São Paulo, o bicho se transforma’. Meu patrão não acreditava. E outro animal que não esqueço é a Energia Fribby. Era ideia do Seu Stefan dar o animal, pois era muito pequena. Mas eu via um talento nela. Virava uma leoa na pista de grama. Acabamos vencendo o GP Diana (São Paulo) após um passeio dela. Me arrepio só de lembrar.
Citado pelo treinador, o sueco Stefan Friborg, proprietário do Haras Estrela Energia, era um dos que mais acreditavam em seu trabalho. Para Givanildo, a morte do seu ex-patrão abriu uma lacuna no turfe.
– Foi uma perda muito grande, proprietário fantástico. Via talento nos animais e os levava lá pra fora. Tinha muito planejamento, via lá na frente o que seria feito. Tratava todos os seus funcionários muito bem e ainda mantinha um CT de primeiro mundo, o melhor da América do Sul. Não tinha limites para investir. Sinto muita saudades – revelou.
Por Emerson Silva e Sylvio Rondinelli
