Numa carreira repleta de bons arenáticos e contando com a presença de muitos animais velozes, imaginou-se um train rachado. Mas, nada disso aconteceu. Fazendo questão absoluta da dianteira, o castanho Calígrafo largou com pressa, tomou a ponta, galopou sem ser incomodado e, num verdadeiro galope de saúde, não deu impressão de ser derrotado em parte alguma do percurso do Grande Prêmio Hipódromo da Gávea (G3). O páreo, atração central da noturna de segunda-feira, 16 de novembro, no Jockey Club Brasileiro, foi disputada em 1.200 metros, pista de areia macia.
Partida excelente para os oito concorrentes. Cantos Y Cuentos e Calígrafo pularam mais rápido que os demais. Saindo pela linha dois, Calígrafo colou na cerca interna e assumiu o comando das ações. Logo o favorito Chronnos passou para segundo e tentou não deixar o ponteiro abrir vantagem muito grande. Cantos Y Cuentos, Desejado Magee, Tenossuh, Gin Tonic, Onzaneiro e New Forest vinham na sequência. Galopando mde forma vistosa, cabeça em pé, Calígrafo mandava na carreira. Carlos Lavor sentindo o tamanho da encrenca já deixou seu Chronnos andar um pouco mais rápido. Desejado Magee e Tenossuh melhoravam.
Em plena reta final, com Valdinei Gil “procurando os adversários”, olhando por debaixo dos braços e das pernas, Caligrafo reinava absoluto. Alertado por Calos Lavor, Chronnos tentava descontar. Porém, Calígrafo estava inteiro, resistiu à distância ao poderoso rival e cruzou o disco com confortáveis três e meio corpos de vantagem. Reaparecendo após pouco mais de cinco meses, Chronnos conheceu sua segunda derrota na raia de areia – a outra para Ohio (Stud Prime) na P.E Felício, em março, na Gávea – e formou a dupla. Mais velho do lote, dono de uma regularidade admirável e não escolhendo pista para correr bem, New Forest atropelou para finalizar em terceiro. Onzaneiro e Desejado Magee fecharam o placar.
Mandado à pista sob a responsabilidade de Vanildo Antônio de Oliveira (2º Gerente de Roberto Morgado Neto), Calígrafo é um 4 anos, filho de Elusive Quality e Que Victoria, por Wild Event, de criação e propriedade para o Haras Santa Maria de Araras. Na sua quarta vitória, a primeira na esfera nobre, Calígrafo parou os cronômetros em, bons, 1min10s88.
por Fernando Lopes – foto: Gerson Martins
