A divulgação das premiações do Troféu Mossoró de 2015, ocorrida no especialíssimo dia da Copa dos Criadores, ocorreu logo após o ultimo páreo em Cidade Jardim, no sábado dia 1º de agosto. Os resultados podem ser considerados justos embora a honesta votação mereça reparo. Quando da anexação da Copa ANPC à Associação Brasileira, todos os proprietários da ANPC passaram a ser associados à Associação Brasileira, fazendo com que o numero de sócios paulistas ficasse maior do que os cariocas, paraenses e gaúchos. Aí ocorrem dois detalhes, quais sejam, um é a vantagem dos concorrentes paulistas quando de decisões apertadas, outro é entregar à maioria as decisões importantes. Em todos os setores da vida, há sempre uma minoria mais esclarecida que uma maioria menos ilustrada. Esse detalhe desvia das mãos dos melhores o comando das situações. Como um mero exemplo, veja-se o atual problema político brasileiro. Os muito antigos resolviam os seus problemas mais importantes com um Conselho de Sábios, isso na prática com um grupo de pessoas mais experientes, mais conhecedoras das coisas da vida. Assim faziam as tribos indígenas, os grupos de árabes, quando de eventuais ameaças externas e/ou problemas mais sérios. A votação pela maioria dos associados da Associação Brasileira, havia nomes indiscutíveis para suas premiações, como por exemplo Braço Forte como o melhor macho de 3 anos, Juno como o equivalente das fêmeas, como o Haras Regina como o melhor proprietário, como o Haras Santa Maria de Araras como o melhor criador. Mas, sem quaisquer deméritos para W.Blandi como jóquei vencedor e Setembro Chove como o melhor reprodutor, penso que, se a votação fosse de uma habilitada minoria de reais conhecedores, Redattore e V.Borges, ou outro bom valor dentre os jóqueis, o resultado poderia ser diferente. Mas a promoção foi um sucesso, a Associação Brasileira promoveu uma linda festa de fim de temporada hípica.
Como o melhor potro de 3 anos Braço Forte, um filho de Manduro. A melhor potranca foi Juno, filha de Setembro Chove. O melhor potro de 2 anos foi Braço Forte, um filho de Manduro. A melhor potranca de 2 anos foi Juno, filha de Setembro Chove. O melhor garanhão foi Put-it-Back, do Araras, a melhor reprodutora Universal Rara. Garanhão nacional, Setembro Chove. Melhor jóquei, W.Blandi, melhor treinador D. Guignoni. O melhor corredor, Cavalo do Ano, Barolo, do Haras Santa Rita da Serra, a melhor fêmea Billy Girl, do Araras. O melhor fundista foi Hayado, do Haras Phillipson, o melhor milheiro foi Frisson filho de Refuse to Bend. O melhor velocista foi a égua Sai de Baixo, uma filha de Elusive Quality, do Haras Old Friends.O melhor arenático foi Whoopee Maker. Respeitando não só a própria Associação Brasileira, como as suas ótimas práticas, tanto no Brasil como quando de suas ações internacionais, penso que o melhor caminho é seguir os conselhos e opiniões da minoria mais esclarecida e competente, e não a maioria de menor padrão intelectual. Como mero exemplo, um grupo de 4 bons paulistas e 4 bons cariocas, com a liderança do Presidente da ABCPCC, com certeza chegaria a resultados mais coerentes, precisos e justos. Para o grupo paulista, nomes importantes de turfistas esclarecidos, como Arthur Francisco, José Luiz Polacow, Ricardo Ravagnani e Samir Abujamra, e pelos cariocas Antonio Landim Meirelles Quintella, José Carlos Fragoso Pires Junior, Luiz Vicente Duvivier de Pacheco Britto e Marcos Araujo Ribas de Faria. Com a liderança de Sergio Luis Coutinho Nogueira. Mesmo com eventuais ausências de um ou outro em decisões, esse grupo de alto padrão indicaria os melhores, de modo melhor, sem deixar dúvidas. A relação inicial para a apreciação dos votantes é preparada por Ricardo Ravagnani, da ABCPCC, e segue critérios sérios e adequados. O Troféu Mossoró é importante demais para que seus resultados sejam ditados ou votados pela maioria de conhecimento de padrão médio inferior ao desejado.
Apenas para ilustrar com um fato já ocorrido de injustiça flagrante ocasionada pela votação da maioria menos esclarecida, lembro que, quando American Night era líder inconteste dos velocistas em nosso país, foi derrotada na votação por uma égua paulista, Bárbara Hill,ganhadora de muitas provas de velocidade mas nenhuma graduada, enquanto American Night, a melhor inconteste e ganhadora de vários Grupos, ficou em segundo na votação. Houve até um fato curioso e deprimente. Em uma prova importante de Grupo, as duas citadas éguas se defrontaram em Cidade Jardim. Como não poderia deixar de ser, American Night venceu, mesmo correndo em trecho da pista pior do que aquele que coube à referida derrotada. Pois bem, ou pois mal, quando American Night estava sendo fotografada, com seus responsáveis, o grupo da perdedora vaiou a grande vencedora, de modo mal educado e de forma inopinada. Esse tipo de regionalismo ridículo não cabe no turfe, especialmente quando de promoções da Associação Brasileira.
