De ponta a ponta ou como bem gosta o sensacional Roberto Casella, de bandeira a bandeira, Ézer venceu há poucos instantes o Clássico Delegações Turfísticas (L.). A carreira, tradicional encerramento das provas clássicas dos festivais nos maiores hipódromos do país, foi realizada em 2.200 metros, areia macia.
Com os forfaits de Impossible To Lose e Chicago, apenas quatro competidores alinharam e largaram bem. Ézer saiu limpo na dianteira com Rutherford Bohr na segunda colocação. Os dois tordilhos, Beduino do Brasil e Hay Que Ganar lutavam pelo terceiro lugar. Galopando largo na frente,Ézer mostrava o caminho aos adversários com dois, três corpos de vantagem. Na reta oposta, Beduino do Brasil buscou aproximar-se de de Rutherford Bohr. Ézer seguia com boa folga na frente. Hay Que Ganar começava a perder terreno.
Na hora da verdade, com seu jóquei muito tranquilo, Ézer mantinha a primeira colocação. Rutherford Bohr e Beduino do Brasil tentaram o ataque final. Então, Ângelo Márcio Souza passou o chicote para a canhota, Ézer trocou de mão, acertou passo e voltou a folgar na frente, conseguindo vitória das mais convincentes. Rutherford Bohr formou a dupla, enquanto Beduino do Brasil e Hay Que Ganar fecharam o marcador.
Preparado no Centro de Treinamento Vale da Boa Esperança, pelo craque Dulcino Guignoni, que não podia passar um Festival do GP São Paulo sem levar uma taça, Ézer é um 3 anos, filho de First American e Samabaia Girl, por City Zip, de criação e propriedade para o Haras dos Girassóis. Na sua quarta vitória, entre Cidade Jardim e Gávea, a primeira clássica, Ézer parou os cronômetros em 2min13s701.
por Fernando Lopes – foto: Photochart JCSP
