Calendários, Preparatórios, Leilões, por Milton Lodi » Jockey Club Brasileiro - Turfe

Calendários, Preparatórios, Leilões, por Milton Lodi

1. Mesmo em uma analise supérflua dá para perceber a boa adequação dos novos calendários clássicos, que embora preparados separadamente, mostram em confronto, se não um entrosamento, pelo menos adaptações aceitáveis. Há que ser lembrado que a principal causa das alterações foi a antecipação do GP Brasil de “produtos de 4 e mais anos” para “produtos de 3 e mais anos”, fazendo com que o GP São Paulo fosse antecipado. Mas as adaptações decorrentes ficaram boas, faltando apenas um detalhe, uma data indevida para o Clássico João Sampaio, do JCSP. Mas como até o momento os folhetos ilustrados dos calendários clássicos ainda não foram divulgados, entende-se que a publicação oficial do JCSP já apresentará o clássico em ocasião mais oportuna.

O calendário clássico do JCB apresenta, 122 provas, sendo 52 Provas Especiais, 25 Clássicos e 45 Grandes Prêmios. É bom lembrar que há obrigatoriedade de valores pré-determinados. Os clássicos tem que ter como dotação ao proprietário do cavalo ganhador igual a 2 vezes do valor da prova eliminatória melhor dotada, as de Grupo III valendo 3 vezes, as de Grupo II, 4 vezes e as de Grupo I, 5 vezes, isso pelo menos. Daí dá para perceber-se o peso financeiro que representam as provas dos calendários clássicos.

Por sua vez, o JCSP estabeleceu para o ano de 2015, 131 provas, sendo 45 Provas Especiais, 27 Clássicos, 48 Grandes Prêmios e 3 Copas.

2. Alguns animais, de 3 anos de idade que se pressupõe participarão da tríplice coroa carioca, já estão participando de páreos preparatórios. O líder de turma Paint Naif, do Haras São Francisco da Serra, reapareceu ainda sem o seu potencial máximo, mas em função da sua grande categoria, venceu de modo espetacular com uma brilhante atropelada. Nesse citado páreo, o segundo colocado foi Outplay, ganhador do GP Ipiranga (1ª prova da tríplice paulista) que sofreu uma infeliz direção, mesmo contando com um mestre das rédeas C. Lavor. Por outro lado, uma das potrancas líderes paulistas, Last Kiss, apareceu inscrita para correr na semana do Pellegrini, o que faz supor-se que pelo menos da primeira prova da tríplice coroa carioca ela não participará.

3. Todos os anos após a estação de montas, grandes e pequenos haras abrem espaços para a entrada de novas éguas, umas vindo de corridas, outras já reprodutoras mas com sangues diferentes. De uns anos pra cá o volume de animais saindo e entrando nos haras é muito grande, e como ainda há gente que não acredita em um bom futuro próximo no turfe brasileiro há uma boa dessas ofertas que não encontram preços adequados. Disso se aproveitam pequenos investidores e também criadores de fora do nosso país. Para simplificar, para não sacrificar os animais, e para diminuir custos esse tipo, o leilão passou a ser virtual. Os animais são filmados, e apresentados pela televisão e a agência promotora do leilão virtual trabalha através de linhas telefônicas. Isso tem funcionado a contento.

No dia 4 de dezembro de 2014, houve o primeiro desses leilões virtuais de reprodução. O resumo do resultado foi o seguinte – 120 animais inscritos, dos quais 4 não foram apresentados, 19 não tiveram interessados, 35 foram defendidos (R.N.A. – reserva não alcançada), e efetivamente 62 animais vendidos. Esse resultado mais ou menos se repete nesse tipo de leilões pois é sempre uma oferta que nem sempre desperta interesse. Há que se lembrar que até o mês de maio de cada ano há uma sucessão de alguns leilões desse tipo, e tem por volta de abril o considerado o mais atraente, o do haras líder nacional o Santa Maria de Araras, que habitualmente apresenta cerca de 80 cabeças, entre éguas de cria e produtos desmamados.

O turfe Uruguaio tem reforçado em muito os seus plantéis comprando nesses leilões, tanto nos virtuais como naqueles em que os animais se apresentam fisicamente.

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