Como anualmente, a Associação Brasileira divulgou os números referentes à criação brasileira no ano anterior. Em 2013, continuou a piora dos índices mais importantes. O número de reprodutoras diminuiu em 9%, o dos garanhões também em 9%, e o número de produtos nascidos em 6%. Essa tendência de queda deve perdurar por mais tempo, a não ser que os três mais importantes clubes promotores de corridas do nosso país, que por sinal estão bem administrados, consigam fazer aumentos nas dotações. É claro que há a preocupação de equilíbrio das contas, mas os três clubes estão vindo do recebimento de administração que não foram felizes. Os clubes estão em boas mãos, e o desafio que esta sendo superado absorve todo o dinheiro disponível. Na Prática, os três clubes estão salvos, mas os prêmios continuam cada vez mais desastrosos. Um automóvel, por melhor que seja, não anda sem combustível, e o combustível para fazê-lo funcionar no turfe é a prática de boas dotações. No momento, e já de muito tempo, as dotações dos páreos representam a metade do necessário e desejável, no setor. A meta tem que ser dobrar os atuais prêmios. Enquanto isso não ocorre, a falta do necessário “combustível” provoca uma situação contrária à desejável. Com paciência e confiança nas três atuais diretorias, vamos chegar lá, mas o tempo segue passando e os prejuízos pesando casa vez mais. Certamente a situação desagradável que já estamos passando há não poucos anos vai dar uma reviravolta, pois as perspectivas e os fatos novos para isso indicam. Há quem diga, estamos nos aproximando de ótimos momentos.
Um dos detalhes esporádicos, mas só possível pelo amor ao turfe daqueles que tem o privilégio dele participar, esporádico mas só possível por haver gente inteligente e trabalhadora que acredita, explodiu no Jockey Club do Rio Grande do Sul. O jornalista gaúcho Marcos Rizzon, dono do jornal do turfe, teve a ideia de um confronto, no Hipódromo do Cristal, entre os dois jóqueis de maiores números de vitórias no mundo em todos os tempos. A atrevida ideia foi acolhida pelo excelente presidente José Vecchio Filho, culminando com a realização do evento na quinta-feira, dia 18 de setembro de 2014. O caminho seguido para concretizar a ideia foi primeiramente falar com o agente do jóquei brasileiro Tiago Josué Pereira, radicado no turfe da Califórnia, que encaminhou o assunto ao agente do canadense radicado nos Estados Unidos, Russell Baze. A ideia foi aceita, e sem maiores obstáculos, o confronto vai se realizar, atraindo dezenas turfistas do Rio, de São Paulo, e do Paraná, e os olhares de todo o mundo turfístico internacional. É na verdade um fato esportivo, mas é possível em uma atividade forte, com boas perspectivas, com os três clubes em recuperação econômica e financeira, que estão caminhando para o sucesso, que virá certamente com aumentos sistemáticos de prêmios, isto é, com o “combustível” necessário para movimentar a máquina turfística. O espetacular evento vem mostrar mais uma vez o acerto da OSAF em dar um crédito de confiança aos esforços do Rio Grande do Sul, que teve apenas rebaixada uma prova, a tradicional Protetora do Turfe. Um Bento em 2103, com uma dotação de 100 mil reais para o proprietário do cavalo vencedor, e agora esse ímpar evento, mostram que o Jockey Club do Rio Grande do Sul está em acelerada recuperação. A boa vontade da OSAF não foi um ato de benevolência, mas um adequado crédito em um excelente trabalho, competente e honesto. O Presidente Vecchio é, sem dúvidas, o melhor dirigente do Turfe Brasileiro em 2014.Agora é hora de cuidar do futuro, já que Vecchio estará impedido estatutariamente de se reeleger a presidência do JCRGS. Com as forças de seu sucesso e prestígio, a dupla Vecchio – Felizzola pode ser invertida na próxima eleição do fim do primeiro semestre de 2015, ficando Felizzola – Vecchio, e posteriormente, se assim for entendido, a Vecchio – Felizzola. Enquanto isso, seguem caminhando bem os outros dois clubes importantes. O JCB importou da Austrália, há poucos anos, um moderno partidor e uma ótima cerca móvel. Agora está no Brasil um técnico da empresa, para verificar das condições de manutenção. Entendeu de estar tudo em ordem, e muito bem. Seguiu para o JCSP, para montar os três grupos de partidores (2 de 12 cada e 1 de 8), iguais aos da Gávea e que logo que montados entrarão em funcionamento em Cidade Jardim.
Os realistas e os otimistas estão confiantes, quanto aos pessimistas, os habituais reclamadores de plantão, nada posso dizer por que não sei.
