À medida que o tempo passa, ajustes vão se mostrando necessários. No caso dos páreos de “claiming”, nem sempre a prática tem mostrado que algumas coisas tem que mudar. Hoje, e já de algum tempo, os interessados em comprar tem que pagar antes do páreo, à vista, o valor da compra. Se o resultado do páreo for positivo, isto é, de tudo resultar em vitória ou colocações, o equivalente ao prêmio é do vendedor apesar do comprador já ter pago o preço. É, sem dúvida, uma prática injusta. Além disso, nem sempre o cavalo vendido corresponde aos anseios e desejos do comprador, ganha o páreo beneficiando o vendedor muitas vezes, ou corre muito menos do que era esperado indicando uma escolha infeliz.
Mas os páreos de “claiming” tem por objetivo a enturmação dos corredores e ainda a possibilidade de uma venda, por que prejudicar os eventuais compradores? Não é justo. O correto, o certo, é a escolha dos corredores pelos eventuais interessados depois do páreo corrido. Após a confirmação do páreo, os corredores permaneceriam no prado, quem sabe na área do serviço de veterinária, por uns 15 minutos, para serem observados pelos eventuais interessados que teriam mais uns 10 minutos para apresentarem seus interesses. Em caso de mais de um pretendente para o mesmo animal, um simples sorteio imediato com pagamento também imediato, e assim os compradores poderiam ficar com o que mais interessasse.
Outro aspecto a ser estudado e examinado é o da programação semanal dos páreos de “claiming”, que são importantes mas não mais do que os páreos constantes nas chamadas. Há que serem considerados para a programação dos 4 programas semanais os páreos normais, e depois, para completarem os pretendidos 40 páreos semanais e os de “claiming”. Não tem sentido ser programado um “claiming” com, por exemplo, 8 animais, em detrimento de um normal com 4 ou 5 inscrições de produtos mais novos e em distâncias maiores. “Cortar” um páreo em 1600 Metros ou mais na areia, tipo de páreo que normalmente tem poucas inscrições e fazendo com que páreos mais numerosos sufoquem os melhores e os mais técnicos, isso não tem cabimento. Em primeiro tem que vir a qualidade, depois aqueles de aspecto comercial. E quantas e quantas vezes os páreos normais não são programados, dando lugar a páreos menos importantes e de “claiming”. Os regulamentos dos páreos de “claiming” tem que ser estudados e revistos, eles não podem “sufocar” os páreos da programação normal.
A grande preferencia que os inscritos tem pelos páreos em pista de grama é de tal ordem que isso quase sempre semanalmente resulta em um excesso de páreos em relação aos da areia. Com isso, os páreos para amimais mais velhos, aqueles que já correram mais vezes e consequentemente apresentam maiores detalhes para todos os apostadores, fazem com que os programas das segundas-feiras se constituam no programa semanal com o melhor relativo movimento de apostas. Nas segundas, todos os páreos são na areia, com animais com performances quase que só na areia, facilitando os estudos. No dia projetado para a areia, a sexta-feira, é comum não serem programados os 10 páreos, ficando nas cocheiras aqueles que foram inscritos e “cortados”. É tecnicamente melhor “acertado” um páreo de animais de 3 anos, por exemplo, em 1600 ou 1900 Metros na areia mesmo que só com 3 inscrições do que um páreo vagabundo de “claiming”. Não é justo que animais que tenham preferência pela pista de areia e que corram melhor em 1600 Metros ou mais, enquanto os seus espaços fiquem ocupados por cavalos mais velhos. Comercialmente é melhor para o JCB páreos mais cheios, mais há de se convir que 2 ou 3 páreos por semana com um mínimo pequeno de inscrições não representariam perda de dinheiro mas sim um investimento em qualidade, já que a programação de páreos com poucos inscritos certamente provocariam o interesse de outros inscritores.
Esses 2 assuntos abordados merecem reflexão, ajustes necessários.
