RIO DE JANEIRO (Jockey Club Brasileiro)
CRIADORES – Araras, Anderson e Santa Rita da Serra – Quanto ao Haras Santa Maria de Araras não há que possa ser acrescentado a uma vitória esperada e completa. É o melhor haras do Brasil. O segundo Haras Anderson que, como o Araras fica em Bagé/Aceguá é um estabelecimento modelar, que se projetou com o garanhão Dodge, grande produtor de velocistas. No momento está utilizando-se em boa parte de garanhões da área gaúcha, principalmente os que veem em “shuttle”. O Haras Santa Rita da Serra tem produzido nos últimos anos um padrão bem acima do que lhe era habitual. Tem produzido animais participantes com sucesso da tríplice-coroa, e também exportado animais de categoria. Dos três haras principais o Santa Rita fica no Paraná.
PROPRIETÁRIOS – Stud Alvarenga, Araras e Estrela Energia. O Stud Alvarenga é o proprietário maior investidor do turfe brasileiro, já no ano passado havia reafirmado sua condição de proprietário líder e teve a felicidade de, entre as suas felizes compras, a do excepcional Bal a Bali, criação Araras. Nada mais justa essa vitória como proprietário, já que tem um esquema de treinamento muito adequado, com um bom suporte dos profissionais, veterinário, treinador e jóquei. O segundo colocado Araras mantem-se em brilho incomparável, pois vende parte das fêmeas e todos os machos a cada leilão da nova geração, é impressionante como o Araras consegue manter um quadro de potrancas de tão grande qualidade, e ótimos resultados. O terceiro, Estrela Energia já é um haras de menor porte, mas de uma qualidade bem acima normal. É um haras montado no Paraná e conta como suporte na sua criação o garanhão japonês Agnes Gold. É um haras de resultados muito bons sendo que praticamente não vende a sua produção.
TREINADORES – D. Guignoni, J. C. Sampaio e V. Nahid. Esses três primeiros colocados costumam chegar sempre entre os primeiros, lutando por todas as temporadas pelas primeiras colocações são três treinadores, cada um com um bom número de pensionistas e de um modo geral animais clássicos, a cada ano eles se revezam nas três primeiras colocações.
JÓQUEIS – V. Borges, D. Duarte e V. Gil – O campeão V. Borges poderia ser encarado como o Ricardinho dos tempos modernos. Corre simples, não inventa, coloca-se sempre no percurso em distância que lhe permita chegar à vitória. Não complica, ele sabe que, na reta de chegadas, o percurso por dentro é normalmente congestionado, de modo que, habitualmente, já procura logo o meio da pista, onde há sempre lugar. Dessa maneira sempre simplificando não complicando, coleciona lideranças de estatísticas desde quando aprendiz. D. Duarte não corre tão simples quanto V. Borges, mas sem dúvida é um jóquei muito bom, conta com a preferencia de bons treinadores e bons proprietários, assim como, V. Borges tem como montarias oficiais os animais do líder Stud Alvarenga. V.Gil, o terceiro conta com a preferência dos animais do Araras, e tem-se aproveitado muito bem, mostrando boa calma para aguardar os últimos duzentos metros para atropelar, é muito calmo e tem aproveitado bem as oportunidades.
REPRODUTORES – Put it Back, Public Purse e Northern Afleet – Put it Back é um garanhão excepcional, quando se imaginava que produziria otimamente animais de velocidade, surpreendeu dando ganhadores clássicos em todas as distâncias, chegando a ponto de ter um produto recordista de 2.400 metros e outros em 1.600 metros e 1.000 metros. Esse Put it Back, na verdade, é um fenômeno. Public Purse costuma dar animais de muito boa qualidade, inclusive em provas grupadas. Como é um garanhão basicamente para provas de distancias maiores, nem sempre costuma corresponder em páreos de distancias menores, mas no computo geral, é um excelente garanhão. Northern Afleet veio fazer temporadas em “shuttle” no Brasil, depois de ter apresentado ótimos resultados nas estatísticas norte-americanas . É um garanhão muito bom, mas na área norte-americana, Put it Back é absoluto.
AVÔS MATERNOS – Roi Normand, Ghadeer e Jules – Esses três nomes são na verdade excepcionais todos os três muito representam para criação brasileira . O segundo colocado Ghadeer foi absoluto durante muitos e muitos anos, um líder verdadeiramente imbatível, mas com o seu envelhecimento, Roi Normand apresentou-se seguidamente como o segundo colocado. Roi Normand, hoje, domina o setor é o melhor avô materno do Brasil. Jules, importado, pelo Araras, mostrou-se excepcional, produziu alto padrão clássico, mas infelizmente morreu prematuramente, e sua terceira colocação é mais do que honrosa, já a sua produção feminina, e também masculina, está aos poucos se reduzindo.
SÃO PAULO (Jockey Club de São Paulo)
CRIADORES – Araras, Ponta Porã e Old Friends – O Haras Santa Maria de Araras dominou por completo também em São Paulo. É o grande haras nacional do momento e já de algum tempo. O segundo colocado Ponta Porã costuma vencer em todos os Hipódromos do qual participa e recentemente, reforçou o seu plantel de garanhões com os consagrados velocistas Mensageiro Alado e Desejado Thunder. O terceiro colocado Old Friends, também em Bagé/Aceguá, é um haras moderno, simples, muito bonito e tratado com muito carinho. O seu garanhão principal, no qual tem sócios, é o nacional Redattore, um filho de Roi Normand, com campanha clássica no Brasil e nos Estados Unidos e, que nos últimos anos no Brasil é o detentor do troféu Mossoró, como o melhor garanhão nacional.
PROPRIETÁRIOS – Phillipson, Alvarenga e Sonia Marques Samaja – O Haras Phillipson que já havia se divido em dois, ficando o Phillipson com um dos proprietários e Red Rafa que ficou com o irmão, tem mostrando um sucesso até surpreendente com incursões na Argentina e na França, em suas principais provas internacional. O sucesso do Phillipson veio rápido e surpreendeu pelo atrevimento. O segundo colocado foi Stud Alvarenga, campeão carioca e também nacional que tem um grande volume de animais e frequentadores das principais provas clássicas. A terceira Sonia Marques Samaja entre outras grandes qualidades tem entre outros grandes méritos o de manter as atividades turfísticas do seu falecido marido Gianni Franco Samaja.
TREINADORES – J.L Aranha, P. Nickel Filho e M. Gosik – O vencedor J.L. Aranha é um treinador não antigo, tem obtido ótimos resultados, segundo dizem, com dedicação e métodos modernos de treinamento. Aparentemente não é mais uma promessa, certamente é uma realidade, é um novo astro. O segundo P. Nickel Filho segue a vitoriosa trajetória do seu pai Pedro Nickel, com o qual aprendeu todas as artes. É muito bom treinador. M. Gosik é outro que segue os caminhos do pai Eduardo Gosik. Pedro Nickel e Eduardo Gosik durante muitos anos, competiram entre si pela liderança da estatística e, hoje, P. Nickel Filho e M. Gosik fazem o mesmo. São todos bons treinadores.
JOQUEIS – J. Aparecido, J. Gulart e W. Blandi – J. Aparecido, tem, como uma de suas principais qualidades, trocar o chicote de mãos com grande facilidade e maestria, com isso colaborando para que o cavalo não se desvie para um ou outro lado, é um incentivo para que a linha seja mantida. Conseguiu sucesso após inúmeras vitórias, muito apoiado pelos bons proprietários e treinadores. Sem dúvida, merece a liderança. Josiane Gulart é uma joqueta de cabeça privilegiada, tem um percurso de alta qualidade, corre na frente, no meio ou atrás com a mesma maestria, e enfrenta os homens com qualidade, coragem e sucesso. W. Blandi é um jóquei veterano, que sempre está entre os jóqueis ganhadores, nunca chega mal nas estatísticas, está sempre entre os melhores.
REPRODUTORES – Elusive Quality, Amigoni, Northern Afleet – Elusive Quality veio para o Brasil mais de uma vez em “shuttle”, produz normalmente animais até 2000 metros, o que não o impede de produzir animais de distâncias maiores. Elusive Quality foi trazido para o Brasil pelo Stud T.N.T. e deixou muitos filhos bons. Ele é um cavalo muito bem feito, castanho tapado, porte médio e extremamente manso. Amigoni é do Haras Springfield e lá está instalado, no Paraná. Os filhos de Amigoni costumam ganhar muitas provas de precocidade. É um bom cavalo. Northern Afleet, que foi também terceiro nas Estatísticas de Reprodutores do Jockey Club Brasileiro, veio ao Brasil por dois ou três anos, um dos seus bons filhos, entre outros, é o Victory is Ours, facílimo vencedor do Grande Prêmio Paraná e do Grande Prêmio Bento Gonçalves.
AVÔS MATERNOS – Roi Normand, Ghadeer e Know Heights – Roi Normand e Ghadeer são dois nomes consagrados como avôs maternos brasileiros em todos os tempos. Assim figuraram nas Estatísticas do Jockey Club Brasileiro e também no de São Paulo. O terceiro Know Heights foi importado há muitos anos pelos Haras São José e Expedictus, e vem mostrando como característica dar uma boa base fundista para os seus filhos e netos.
ESTATÍSTICAS BRASILEIRAS 2013 – 2014
CRIADORES – Araras, Anderson e Ponta Porã – Como de hábito, o Araras mantém-se na liderança nacional. Não seria necessário citar o fantástico Bal a Bali para garantir a normal supremacia. O Haras Anderson também é Bagé/Aceguá e é, sem dúvida, um dos mais importantes haras gaúchos e brasileiros. Essa segunda colocação é muito honrosa. O terceiro colocado, o Ponta Porã tem produtos distribuídos por quase todos os hipódromos do Brasil, e não é a primeira vez que ele figura entre os três primeiros, é o habitual produtor de ganhadores.
PROPRIETÁRIOS — Stud Alvarenga, Araras e Estrela Energia. O Stud Alvarenga é o proprietário maior investidor do turfe brasileiro, já no ano passado havia reafirmado sua condição de proprietário líder e teve a felicidade de, entre as suas felizes compras, a do excepcional Bal a Bali, criação Araras. Nada mais justa essa vitória como proprietário, já que tem um esquema de treinamento muito adequado, com um bom suporte dos profissionais, veterinário, treinador e jóquei. O segundo colocado Araras mantem-se em brilho incomparável, pois vende parte das fêmeas e todos os machos a cada leilão da nova geração. É impressionante como o Araras consegue manter um quadro de potrancas de tão grande qualidade, e ótimos resultados. O terceiro Estrela energia já é um haras de menor porte, mas de uma qualidade bem acima normal. É um haras montado no Paraná e conta como suporte na sua criação o garanhão japonês Agnes Gold. É um haras de resultados muito bons sendo que praticamente não vende a sua produção.
Em resumo, o que se nota é a prevalência absoluta, ou quase, do Haras Santa Maria de Araras. Em épocas não tão recentes, o Araras tinha que enfrentar haras como o Santa Ana do Rio Grande, o Mondesir e o São José e Expedictus, entre outras grandes forças do turfe brasileiro. Acontece que, o Santa Ana e o São José e Expedictus fecharam as suas porteiras, o Mondesir reduziu drasticamente o seu plantel, diminuindo o seu potencial de maneira preponderante, passando a criar aproximadamente, se tanto, 10% do que era antigamente. Quanto ao Stud T.N.T., que é um lindo e grande haras nos últimos tempos está se dedicando mais ao turfe norte-americano. Grandes investimentos estão sendo feitos pelo T.N.T. fora do Brasil e isso se reflete fortemente na força do T.N.T. no Brasil. Assim, sem qualquer demérito para o Araras, que é na verdade um grande campeão, ele na prática não tem mais os mesmos grandes competidores. O Araras é hoje, e já de algum tempo, o ponto mais brilhante do trufe brasileiro.
