On The End, a primeira fêmea a vencer o GP Presidente da República (G1) » Jockey Club Brasileiro - Turfe

On The End, a primeira fêmea a vencer o GP Presidente da República (G1)

Brilhante vencedora da edição 2026 do Grande Prêmio Presidente da República – Haras Legacy (G1), On The End conseguiu um feito inédito na tarde do domingo, 14 de junho, no Hipódromo da Gávea.

Potranca de padrão excepcional, On The End em sua primeira incursão venceu com facilidade uma eliminatória em 1.400 metros, grama (CLIQUE AQUI e veja o filme), no começo de 2026.

Em março, na sua segunda apresentação no Rio de Janeiro, deixou todos impressionados ao vencer com extrema facilidade o Grande Prêmio Euvaldo e Milton Lodi (G3), desfilando classe pela pista de grama da Gávea, chegando ao espelho 8 ¼ corpos à frente de da  G1 winner, Nova Déli. 

Na tarde do domingo, 14 de junho, conseguiu colocar seu nome como a primeira fêmea a vencer a tardicional milha que antecede ao GP Brasil, uma das mais equilibradas e disputadas provas do calendário clássico nacional, tornando-se automaticamente, uma candidata aos títulos de Animal do Ano, Melhor Potranca de 3 anos e Melhor Milheiro, no Troféu Mossoró. 

Carreira disputada desde 1962, o Presidente da República jamais havia sido vencido por uma fêmea.

Em quatro oportunidades, éguas finalizaram no segundo posto: Altheá (1962); Edição (1964); Gas Mask (1975) e Celtic Princess (2007), todas exemplares femininos de excelente padrão.

Altheá, dos Paula Machado, conquistou o Possolo, o Diana (ambos em 61) e o bicampeonato do Marciano de Aguair Moreira (62 e 63) e na primeira edição da carreira (1962), secundou Quick Chance, do Stud Rocha Faria.

Edição, dos Peixoto de Castro, também foi campeã do Possolo e do Diana (os dois em 64) e do Marciano de Aguiar Moreira de 1967 e no ano de 1965 escoltou Hudson (Haras Cuiabá).

Importada pelo Araras, Gas Mask venceu os GPs Duque de Caxias (G2), Onze de Julho (G3), Presidente Emilio Garrastazu Médici (G3) e Presidente Arthur Costa e Silva (G3) e em 1975 formou a dupla com Stein (Haras Tamandaré).

Defensora da Coudelaria Jéssica, Celtic Princess, aos 2 anos, perdeu carreira sem nome para Jet que, na época, assinalou o recorde da distância (1min32s29). No campo, ainda estavam Glória de Campeão (ganhador da Dubai World Cup em 2010), Que Fuerza (campeã do Possolo daquele ano) e o vencedor do Presidente da República do ano anterior (2006), Quick Gipsy (Stud Palura). Antes de ser exportada e vencer o Royal Heroine Mile (G2 – Holbrook), levantou no Brasil o GP Linneo de Paula Machado (G1), GP Margarida Polak Lara – Taça de Prata (G1) e o GP Francisco Villela de Paula Machado (G2).

Além de quebrar esse tabu de 64 anos, On The End fez parte de outro fato sem igual: dois irmãos inteiros vencerem duas provas de G1, uma seguida da outra.

Afinal, Plano B, primeiro colocado no GP Jockey Club Brasileiro – Haras Santa Rita da Serra (G1), assim como On The End, também é um filho de Emcee e Dead End (Wild Event).

Ambos defensores do Haras Belmont Ltda. e criados pelo Haras Santa Maria de Araras, os irmãos são treinados por Mauricio Sergio Oliveira e contaram com as direções, na ordem, de Altair Domingos e Ruberlei Viana

 

Por Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli & Gerson Martins (Jet e Celtic Princess)

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