Recuperando-se totalmente da corrida abaixo da expectativa na milha do GP Presidente da República (G1), Moroccan embalou forte nos metros decisivos e superou seus rivais nos 1.500 metros, grama pesada, para conquistar o bicampeonato do Clássico Luiz Rigoni (L.). A homenagem do Jockey Club Brasileiro a um dos maiores jóqueis de todos os tempos, foi uma das melhores disputas do domingo, 17 de agosto, no Hipódromo da Gávea.
Na partida, Limeira largou com atraso, sobrando para a última colocação. US Sobral assumiu a ponta, com Jedinak e Nariz Empinado na sua cola. Melhorando, aberto, Limeira recuperou-se da má partida e veio tomar o terceiro posto da favorita – e até então invicta – Nariz Empinado. Willie Hobo, Borba Gato e Moroccan eram os próximos.
Em plena reta final, US Sobral entrou na dianteira Jedinak e Nariz Empinado apresentaram-se com excelente ação. Conseguindo caminho livre, Moroccan passou de último para quarto, posicionando-se perto dos três da frente. Jedinak e Nariz Empinado tomaram conta da situação e deram fila de que resolveriam a parada. Porém, Leandro Henrique e Moroccan tinham outros planos. Na energia e na canhota do Braço de Mola, o popular Papai da Manoela, Moroccan engrenou com muita disposição e veio suplantar Jedinak e Nariz Empinado (segundo e terceiro colocados, respectivamente) nos metros decisivos, repetindo a vitória do ano passado. US Sobral e Borga Gato fecharam o placar remunerado.
Preparado do CT Lost Love, em Friburgo, pelo campeão Adelcio Menegolo, Moroccan é um 6 anos, filho de Drosselmeyer e Dona da Verdade, por Wild Event, criado pelo Haras Anderson e defensor do Haras Sweet Carol, de Carol Stabile. Na sua sexta vitória, a quarta nobre – as outras no GP Gervásio Seabra (G2), GP Presidente Vargas (G3) e na edição 2024 do Clássico Luiz Rigoni (L.), em 20 apresentações. Moroccan correu distância em 1min31s70.
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Por Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli
