O próximo domingo, dia 12 de abril, marca a disputa da mais icônica prova para os produtos de 3 anos do turfe, o Derby Brasileiro. A carreira está programada para as 17 horas e 45 minutos e contará com transmissão AO VIVO da Tv Turfe.
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O Grande Prêmio Cruzeiro do Sul (G1) – Araras Blood & Power, corrido na distância clássica da milha e meia, é realizado desde 1883 no Rio de Janeiro (somente não foi disputado em 1886 e também em 1966, nesta oportunidade quando se idealizou uma Tríplice Coroa Nacional, cuja ideia acabou não vingando).
A primeira edição foi no Prado Fluminense e a vitória ficou com Mascotte, de Manoel Ubelhardt Lemgruber.
A partir de 1932, com a inauguração do Hipódromo Brasileiro, na Gávea, o Grande Prêmio Cruzeiro do Sul recebeu o título de Derby e teve como seu primeiro ganhador Xenon, de Linneo de Paula Machado.
A prova celebra a excelência de qualquer geração e alguns dos maiores craques do turfe nacional que conquistaram a carreira: Mossoró (1933); Talvez (1941); Criolan (1942); Helíaco (1947); Quiproquó (1953); Timão (1956); Narvik (1958); Escorial (1959); Sabinus (1968); African Boy (1979); Dark Brown (1980); Old Master (1984); Grimaldi (1986); Itajara (1987); Flying Finn (1990); Sandpit (1993); Groove (1996); Super Power (2000); Coray (2001); Plenty Of Kicks (2012); Bal A Bali (2014); Daffy Girl (2016) e Raptor’s (2023).
Este ano mais um novo proprietário pode ser imortalizado com a honra de ter um derby-winner defensor de sua farda. Entre os donos dos inscritos, apenas dois conhecem a honra de cruzar o disco em primeiro no Cruzeiro do Sul: o Haras Doce Vale, com Sugar Daddy (2022) e Underpants, em 2024, e o Stud H&R, através de Famous Acteon (2015) e Olympic Kremlin (2021).
Conheça, abaixo, um pouco mais sobre os 13 inscritos em 2026 – com três G1 winners (Oderich, Zucca Baby e Torres Garcia) – na 3ª Etapa da Tríplice Coroa de Produtos, que disputarão a tradicional carreira em 2.400 metros, na pista de grama do prado carioca e que dará ao proprietário do vencedor um prêmio superior a R$ 100 mil – 60 mil da bolsa; 15.757,59 do ADDED; e 25 mil do patrocinador:
Torres Garcia (Il Doge e Another-Quitz, por Nedawi) Stud Red Rafa – Leandro Henrique/ Luiz Esteves – Potro dos melhores da Geração (foi o 1º líder entre os nascidos em 2022) e que esbanja regularidade. Formou a dupla na etapa inicial, venceu o Francisco Eduardo e Linneo Eduardo de Paula Machado e, com boa raça para a milha e meia, tem tudo para chegar brigando pelo triunfo no Derby e conquistar o título inédito para a poderosa frada de Rafael Steinbruch. Concorrente poderoso.
Zucca Baby (Hofburg e Joy Baby Bunny, por Wild Event) – Haras Doce Vale – Wesley da Silva Cardoso/ Manoel Paulo (2º Gerente de Venâncio Nahid) – Perdeu carreira sem nome na II Etapa da Coroa, batido apenas por Torres Garcia. Volta em condições plenas de dar o terceiro Derby para o Doce Vale nos últimos cinco anos.
Oderich (Drosselmeyer e Energia Garoa, por Agnes Gold) – Haras Anderson/ Stud Cariri PE/ Stud Sampaio – Altair Domingos/ Luiz Esteves – Um dos G1 winner do campo – GP J.Adhemar de Almeida Prado – Taça de Prata. Fez terceiro no GP Francisco Eduardo e Linneo Eduardo de Paula Machado ( VEJA O FILME ACIMA – G1) quando corria a primeira vez sob o treinamento de Luiz Esteves. Mais adaptado ao Verde Preto e experimentando o governo seguro do craque Altair Domingos, tem tudo para chegar brigando pelo triunfo e colocar mais um G1 em seu turf-record.
Open The Door (Hofburg e Bla Bla Bla, por Stormy Atlantic) – Haras Santa Maria de Araras/ Stud Instante Mágico – Jorge Ricardo/ Roberto Morgado Neto – Comentadíssimo na Segunda Etapa (2º mais apostado, com o mesmo rateio do favorito), quando estreava nova cocheira e direção, finalizou em excelente quarto lugar. Segue entre os prováveis e merece respeito na direção de Jorge Ricardo, o recordista mundial de vitórias e maior campeão da história do Derby, com sete conquistas – Sandpit – 1993; Vernier – 1998; Gigli – 2002; License To Run – 2004; Heroi do Bafra – 2006; Ivoire – 2007; Plenty Of Kicks – Tríplice Coroado – 2012.
Elton (Outstrip e Marseille, por Public Purse) – Fazenda Mondesir/ Stud Habeas Corpus – Henderson Fernandes/ Luiz Esteves – Sempre esperado, comentado e cogitado, ainda não fez nas pistas o que dele se espera. Nos bastidores, sempre disseram que quanto mais distância, melhor para ele. Pronto, a milha e meia do Derby é o ápice da distância e da importância. Nome bastante viável.
Sushi do Iguassu (Synchrony e Que Festa, por Wild Event) – Haras Rio Iguassu – Vagner Borges/ Lucio F. Vaz (2º Gerente de Adelcio Menegolo) – Correu abaixo do esperado na preparatória e no Estado do Rio de Janeiro. Veio no aumento do percurso e deu um vareio em 1.900 metros, areia (Nandalus, também no campo da carreira, o secundou). Potro dos melhores da Geração 2022 e que merece ser incluído na lista dos mais fortes. Opção interessante na carreira.
Zero Zero Sete (Verrazano e Lady Charlotte, por Wild Event) – Haras Doce Vale/ Haras Legacy – Ângelo Márcio Souza/ Luiz Esteves – Terminou em sexto no Francisco e Linneo Eduardo de P. Machado. Potro sempre levado em altíssima conta por seu staff. Não existe hora melhor para confirmar o esperado do que no desejado Derby Brasileiro. Sob o governo de Ângelo Márcio Souza, que brilha intensamente nos momentos mais importantes, o potro criado pelo Haras Doce Vale surge como rateio dos mais interessantes na carreira. Nunca é demais lembrar, Zero Zero Sete foi a primeira inscrição e vitória do Haras Legacy após mudar de nome (Stud H&R).
Uncle King (Sangarius e Veramente Bella, por Leroidesanimaux) – Haras do Morro/ Haras Legacy – Valdinei Gil/ Luiz Esteves – Tido sempre em alta conta por seu staff. Fez bom quinto no Francisco e Linneo Eduardo de P. Machado, quando estava fora das pistas desde dezembro. Pode agradar-se do aumento no percurso e, quem sabe, dar um calor nos favoritos. Azar possível.
Zucchabar (Hofburg e Okie Dokie, por Soldier Of Fortune) – Haras Doce Vale/ Haras Legacy – João Victor/ Luiz Esteves – Chegou a figurar na II Etapa e terminou fora do placar. Herdou a vitória na P.E.Falcon Jet com a desclassificação de Olympic Príncipe e deve lutar por uma colocação remunerada.
Awesome Amour (My Cherie Amour e Awesome Lady, por Vettori) – Wilkley Xavier/ Julio Cezar Sampaio – Stud 3333 – Descolocou-se no Estado do Rio de Janeiro, “pulou” o Francisco Eduardo e Linneo Eduardo de Paula Machado para ser preparado para o Derby. Filho de um ganhador do GP Brasil, com Much Better em sua linha baixa, o salto de distância não parece um problema para o pupilo de Julio Cezar Sampaio (atual campeão da prova, com Nudini (Stud Araré)). Concorrente dos mais indicados para os que buscam fugir dos mais cotados.
Zack Attack (Verrazano e Et Voilá, por Bernardini) – Waldomiro Blandi/ Manoel Paulo (2º Gerente de Venâncio Nahid) – Haras Doce Vale – Mostrou perfeita adaptação ao percurso longo, vencendo em boa lei o Clássico Derby Club (L. – FILME ACIMA), em 3.000 metros. “Guardado” para o Derby, tenta surpreender os mais cotados.
Terapeuta (Outstrip e Choreograph, por Sulamani) – Ruberlei Viana/ Manoel Paulo (2º Gerente de Venâncio Nahid) – Haras Figueira do Lago/ Stud Peaky Blinders – Estava fora das pistas desde o sétimo no GP Derby Paulista e reapareceu com um quinto lugar, numa milha (grama), estreando na Gávea. Tem raça boa para a distância e conta com a confiança de seus responsáveis, podendo surpreender os mais visados.
Nandalus (Drosselmeyer e Namaste, por Point Given) – Antonio Queiroz/ Nilson Lima – Stud Quintella/ Stud Vasone & Jarussi – Oitavo no GP Derby Paulista (G1), veio para o turfe carioca e ainda não conseguiu correr em pista de grama, colocando-se duas vezes na areia. Pedigree não lhe falta para cumprir boa performance. Deve lutar por um lugar no placar remunerado.
por Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli
