Mostrando toda sua categoria e sem levar uma chicotada de seu piloto, Bal A Bali confirmou as expectativas e o favoritismo do público apostador para levantar, em ótimo estilo, o Grande Prêmio Júlio Cápua (G3). A carreira, em homenagem ao criador e proprietário, que tempos depois fundou o CT Vale da Boa Esperança, foi a atração maior da reunião deste domingo, 1º de dezembro, e disputada em 1.600 metros, pista de grama pesada, com cinco metros de cerca móvel.
Largada excelente para o pequeno lote de seis competidores. Debocaemboca (Stud Xavante), Happy Fritz (Stud Red Rafa) e Velvet Boy (Haras Sweet Carol) eram os três primeiros. Bal A Bali (Stud Alvarenga), Angelus Taster (Stud TNT) e Athomic (Haras Santa Rita da Serra) vinham na sequência. No meio da grande curva, Happy Fritz acelerou o train para cima de Debocaemboca. Velvet Boy ficava para terceiro. Bal A Bali vinha quarto “sobrando”.
Na hora da verdade da principal carreira da semana no país, Happy Fritz partiu para cima de Debocaemboca e passou pelo ponteiro. Todavia, nem teve tempo de saborear a liderança, porque com Vagner Borges olhando por debaixo das pernas, Bal A Bali surgiu com a costumeira ação avassaladora para dominar a situação, abrir luz para o disco e conquistar mais um êxito convincente em sua campanha. Athomic atropelou para ficar com a segunda posição. Angelus Taster, Happy Fritz e Debocaemboca completaram o placar. Velvet Boy fechou a raia.
Trazido do Centro de Treinamento Vale da Boa Esperança (de propriedade da família do homenageado da prova) no último furo pelo líder Dulcino Guignoni, Bal A Bali é um 3 anos, filho de Put It Back e In My Side, por Clackson, criado pelo Haras Santa Maria de Araras e defensor das sedas do Stud Alvarenga, do turfman Alvaro Novis. Na sua sexta vitória, a quarta clássica, em sete saídas, Bal A Bali assinalou 1min38s08.
por Fernando Lopes – foto: Gerson Martins
