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Os Três Mais Importantes, por Milton Lodi

O ano de 2013 já entrou no último trimestre, e apresenta-se muito bem no cenário turfístico brasileiro.

No Jockey Club do Rio Grande do Sul não houve surpresas. Sob o comando firme e competente de José Vecchio Filho, que conhece a fundo todos os setores do clube, e liderando uma Diretoria honesta e competente, enfrentou com sucesso a perda de sua tradicional Vila hípica, que havia sido permutada em negócio imobiliário com terceiros por diretoria anterior. Com os pés no chão, em lugar de endividar o clube tomando dinheiro emprestado para implantar  um centro de treinamento distante do prado, foi engendrado um plano menos ambicioso mas mais adequado nas circunstâncias. A volta fechada da pista externa foi diminuída para 1.700 metros, ficando a interna de grama com 1.600, e abrindo espaço para uma nova e moderna vila hípica, com capacidade em princípio para 1.000 corredores. Sem endividamentos, mantendo a saudável tradição de manter os cavalos às vistas de seus donos, termina o ano de 2013 o Jockey Club do Rio Grande do Sul com a estréia oficial de suas novas pistas no festival do Grande Prêmio Bento Gonçalves em grande estilo. O Jockey Club do Rio Grande do Sul não inspira cuidados, segue muito bem em mãos adequadas.

No Jockey Club de São Paulo, houve em 2013 duas fases distintas. Do início do ano até pouco depois do 1º semestre, embora o clube estivesse sob controle, mas sofrendo enormemente com as conseqüências de desastrosas administrações anteriores, e ainda sendo obstaculado pela incompreensão de muitos, pela injusta e forte crítica de outros, e ainda pela clara má vontade de terceiros e até de eternos insatisfeitos,e ante a gravidade do problema financeiro tendo que sacrificar parcialmente os interesses daqueles verdadeiros turfistas, os proprietários dos cavalos, aqueles que pagam os tratos mensais e viabilizam as corridas, com todos esses problemas em muito dificultando a vida do clube, com tudo isso o trabalho da Diretoria foi resolvendo problemas. Com negociações, acordos, acertos e pagamentos, e ainda e principalmente com a vitória na Justiça contra a injusta e ilegal cobrança de imposto sobre serviços, chegou o fim do terceiro trimestre de 2013. Após cinco gestões administrativas, 15 anos com anuais resultados financeiros negativos, a atual Diretoria recebeu o JCSP com um passivo financeiro da ordem de 420 milhões de reais. Agora, ao completar 2 ½ anos dos 3 de mandato, o passivo já havia sido diminuído para 220 milhões. Com a recente venda da turfisticamente inútil sede social no centro da cidade, por 90 milhões, e após acertos financeiros que estão sendo acordados com a Prefeitura, tendo como componente a chamada Chácara do Ferreira (centro de treinamento obsoleto e fechado há mais de 30 anos), a atual Diretoria deverá encerrar os seus 3 anos de trabalho apresentando um superávit. O que parecia desastroso, na opinião de alguns, dentre eles os céticos, os derrotistas, os reclamadores de plantão, os do contra, mostrou-se ótimo. O quadro social do JCSP certamente levará em consideração, nas eleições de março de 2014, o eficiente e transparente trabalho da atual Diretoria. Não é segredo para ninguém, o turfe paulista está se reerguendo, o gigante está se levantando.

Quanto ao Jockey Club Brasileiro são evidentes as grandes melhorias em todos os setores. No prédio do centro da cidade, os trabalhos de recuperação e novas áreas de investimentos vão mostrar, em fins de 2015, uma sede social moderna, mais confortável, bonita, e com uma nova fonte de receitas. Na área do hipódromo, já há três novos restaurantes (o Palaphita,o Porcão, o Pax, além da reabertura do da tribuna especial chamado de Derby), e ainda muitas melhorias no âmbito das corridas e trabalhos e projetos no sentido de unificação nacional nas tabelas de pesos e modernização nacional nos calendários clássicos em função das verdades internacionais. No clubinho da Lagoa, mais e melhores quadras de tênis e piscinas, tudo dentro de um plano de revitalização do clube. O Jockey Club Brasileiro está alçando voo.

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