Mais veloz do lote e sempre rendendo o máximo numa pista um pouco ou muito molhada, Hang Loose, de ponta a ponta, conquistou, no domingo, 30 de janeiro, o Clássico Antônio Carlos Amorim (L.). A carreira central da semana de turfe no Hipódromo da Gávea foi realizada em 1.600 metros, grama macia e com seis metros de cerca móvel.
Ligeira e saindo pelo menor caminho, Hang Loose tr5atou cedo dos papeis e assumiu o comando das ações. Casa Blanca, Surprising e Ginger Touch vinham na sequência. Galopando sem ser muito incomodada por suas rivais, Hang Loose mostrava o caminho. Surprising e Casa Blanca, procuradas por seus pilotos, aproximavam-se, na grande curva. Ginger Touch seguia de perto as rivais.
Na hora decisiva, Surprising e Casa Blanca logo partiram para cima de Hang Loose. Aberta, Ginger Touch melhorava francamente. Colada à cerca móvel, na tocada do recordista mundial de vitórias, Jorge Ricardo (perfeito no dorso da ganhadora, como de hábito), Hang Loose resistia com sobras às rivais. Surprising e Casa Blanca esmoreceram e Ginger Touch passou para segundo. Na frente, Hang Loose estava absoluta para mais um triunfo em sua utilíssima campanha. Ginger Touch finalizou em segundo, com Surprising e Casa Blanca completando o placar.
Apresentada em forma soberba pelo espetacular Venâncio Nahid, Hang Loose é uma 5 anos, filha de Put It Back e Trottoir, por Bernstein, criada pelo Haras Santa Maria de Araras e defensora do Stud By Winner’s. Na sua nona vitória, todas no gramado, sendo essa a segunda na esfera nobre – a outra no Clássico Armando Rodrigues Carneiro (L.) -, Hang Loose congelou os relógios em 1min36s22.
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por Fernando Lopes – fotos; Sylvio Rondinelli























