Em busca da Coroa, Mais Que Bonita é força no GP Diana (G1) » Jockey Club Brasileiro - Turfe

Em busca da Coroa, Mais Que Bonita é força no GP Diana (G1)

Hoje, talvez tão importante para o processo de seleção do cavalo de corrida quanto o Derby, o Diana é a prova que consagra a melhor potranca de 3 anos de sua geração. 

Ganhar o Diana significa entrar para a tri-secular história do turfe. Na Inglaterra e em vários países de língua inglesa, o Diana tem o nome de Oaks e seu dia é consagrado às mulheres, atraindo sempre uma multidão feminina ao hipódromo.

Este ano o Diana carioca, vencido ano passado por Gaivina (foto) será disputado, no dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher, junto com o GP Francisco Eduardo de Paula Machado (G1), a segunda prova da tríplice-coroa de produtos de 3 anos e, no hipódromo, diversas atrações comemorarão a importante data.

Candidata à Coroa após belo triunfo no Grande Prêmio Henrique Possolo (G1) e com experiência nos dois quilômetros, Mais Que Bonita (Stud Eternamente Rio) aparece como força e competidora a ser derrotada. Luiz Esteves traz sua pupila no último furo. Henderson Fernandes deu direção principesca na abertura da Coroa e será ponto importante para Mais Que Bonita tentar a glória do Diana e a chance de continuar na luta para juntar-se ao seleto grupo de fêmeas Tríplices Coroadas na Gávea: Indian Chris (1991); Virginie (1998); Be Fair (2000); Old Tune (2012); e No Regrets (2017).

Cosme Morgado Neto tem duas ótimas inscrições no páreo. Tanganyka (Carlos dos Santos), potranca com problema de exaustão, levada no colo por Cosminho e sua equipe, num ótimo trabalho da veterinária Carolina Régis, perdeu carreira sem nome no Possolo e segue como rival poderosa. North Bound (Stud Red Rafa) não venceu o trial para o Diana – P.E.Virginie – porque foi afunilada na partida.

Hacienda (Stud Verde) melhora todo dia e não será surpresa seu triunfo por aqui. Helquis (Haras Santa Maria de Araras) tem tudo para melhorar com o aumento da distância e conseguindo pegar uma pista mais leve (o que não parece provável, pelos institutos de meteorologia) pode brigar pelo triunfo. Happy To Be Me (Haras Regina), uma das G1 winners do campo, esbanja regularidade e merece respeito. É bom o reforço de Olympic Justice para a farda rubro-negra de Sergio Coutinho Nogueira.

Que Bacana (Stud Danga) já secundou Mais Que Bonita no percurso – GP Rocha Faria (G3) – e pode surpreender. Quick’N Easy (Haras Doce Vale) sabe mais do que produziu no Possolo. Kapalua (Stud HRN) correu muito no trial e surge como outra surpresa possível. As três não deram sorte no balizamento, saindo pelos dois últimos boxes e precisarão das habilidades de seus pilotos, Marcelo Gonçalves, Wesley da Silva Cardoso e Bruno Queiroz, respectivamente.

Garrucha Lerap está madura para emplacar uma vitória importante e não existe melhor chance do que no Diana, mesmo não atuando de Lasix, como nas duas recentes. Levar Alex Mota no dorso é um trunfo para a crioula do Haras Niju. Qaqui (Stud Daltex) – ganhadora da preparatória, P.E. Virginie -; Hang Loose (Stud By Winner’s) e Queen Of Rio (Haras Clark Leite), as três representantes do “CT Gávea”, são levadas com esperanças por seus responsáveis e aparecem como boas opções para os que gostam de uma pule melhor.

por Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli

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