O Pellegrini de 2019 (Milton Lodi)
Realizar-se-á no sábado dia 14 de dezembro de 2019 o Gran Prêmio Carlos Pellegrini, no Hipódromo de San Isidro, na Argentina. É a mais prestigiada prova turfística da América do Sul, e sempre o vencedor tem vaga garantida na Breeder´s Cup Turf do ano seguinte. É uma grande e merecida festa turfística internacional. A Argentina, que desde a fundação da OSAF comanda e representa para ao mundo o turfe sul-americano, mantem com o seu prestigio o apoio de países como o Uruguai, Paraguai, e Chile além dos turfes menores como Equador, Venezuela e Peru, e com isso mantem uma perversa e ultrapassada tabela de pesos, que tem como objetivo favorecer os produtos de 3 anos de idade, em função da pretensão de vendas para eventuais interessados em comprar cavalos argentinos. Pressupõe, e conseguem sugerir com a eventual supremacia dos produtos de 3 anos, que a nova geração é sempre melhor que as anteriores. Nas habituais reuniões internacionais da OSAF, o Brasil sempre discorda da mesma (a tabela de pesos, enquanto a Argentina, com o apoio dos outros países, mantem a perversa e ultrapassada). Essa tal tabela de pesos vigente determina 54 kg para os pilotados de 3 anos, 60 para os 4 anos e 61 para os anos de 5 ou mais.
O Brasil, em provas de sua promoção, se utiliza de uma tabela moderna, mais equilibrada, que por sinal foi instituída pelo saudoso amigo e handicapeur Marcos Araújo Ribas de Faria, que determina uma diferença, no mês de dezembro, época do Pellegrini, uma diferença de 3 ½ kg em lugar dos 6 kg, e os resultados desde então mostram superior suavidade da tabela brasileira de Marcos Ribas.
Nesse Pellegrini de 2019, vão correr um potro brasileiro de 3 anos, Não Dá Mais, e dois de 4 anos, Agassi e George Washington. Nos demais páreos nobres da festa turfista, a égua Lepate Goose vai enfrentar, na milha principal, os machos, em tentativa muito difícil, e nos 1000 metros também para produtos, a ótima égua La Dorothea será a representante brasileira. Se o momento do turfe argentino não for bom, é possível que os representantes brasileiros, que são bons, mas não excepcionais, possam trazer alegrias para o nosso turfe. Não há pessimismo nesse enfoque, é uma questão de realismo. Os animais brasileiros não vão a Buenos Aires para passear. Providencias já foram tomadas para a volta dos nossos concorrentes, marcada para o sábado da semana seguinte.
Houve anos em que aqueles brasileiros que foram correr na semana do Pellegrini ficaram lá retidos por muito tempo, por falta de transporte de volta. Ninguém ainda esqueceu do caso do nosso Flymetothemoon, que após brilhante terceiro lugar no Pellegrini, após aguardar por 6 meses um avião para voltar, teve que vir de caminhão de Buenos Aires até Bagé, já com a campanha nas pistas encerrada. Mas agora, em 2019, vamos aguardar com esperanças o que os nossos representantes vão conseguir. Vamos Aguardar.
