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Heitor de Lima e Silva, o eterno Bolonha

Na noturna de segunda-feira, dia 29 de julho, o Jockey Club Brasileiro homenageia mais uma vez Heitor de Lima e Silva, o Bolonha, com uma Prova Especial em seu nome.

Este ano, sete concorrentes estão inscritos na carreira, destinada a produtos de três anos e mais idade, c/sobrecarga de 1 quilo para os ganhadores de Clássico e c/descarga de 1 quilo para os sem colocação em Prova Especial desde 01/08/18, programada para 1.900 metros, na pista de areia. São eles:

Asddrubal (Stud Laila A.); American Tiz (Mauricio Roriz dos Santos); Ilustre Senador (Alberto Juarez Tiellet Miorim); Gogo Boy (Stud Pedudu); Fossato (Haras Sweet Carol); Desejado Outplay (Stud Parente Sobral); e Just Music (Francisco de Paula Elias Filho).

Nascido em 05 de agosto de 1920, no Rio de Janeiro, Heitor de Lima e Silva desde muito cedo começou a frequentar o Hipódromo da Gávea, acompanhando o pai.

Bolonha, apelido que ganhou dos amigos de “pelada” ainda jovem e pelo qual se tornaria conhecido, teve como primeiro emprego o de bancário, no Banco do Brasil, onde trabalhou até a aposentadoria. O que não lhe impediu de escrever sobre as corridas nos principais jornais do Rio de Janeiro e, depois, tornar-se comentarista de turfe no rádio carioca.

Carismático como poucos, logo se tornou a figura mais popular do turfe nacional, muito admirado por sua simplicidade e alegria. Também era dono de uma memoria fantástica, principalmente no que se referia ao turfe. Chegou a participar de inúmeros programas de televisão, inclusive venceu três vezes o “Troféu Velho Guerreiro”, do Chacrinha, como o “Papa do Turfe”. E no “O Céu é o Limite”, foi candidato respondendo sobre turfe.

Foi dono de duas revistas que falavam exclusivamente de corridas de cavalo: “Vida Turfista” e “Rio Turfe”. Também ficou marcado por organizar o “Jantar dos Melhores”, onde os destaques do turfe eram homenageados todos os anos.

Como radialista, na fase áurea  da rádio Jornal do Brasil, Bolonha trabalhou como c comentarista  ao lado de Theóphilo de Vasconcellos, considerado por muitos o maior locutor de turfe (foi o oficial do JCB durante anos e chefe da equipe de turfe da citada Rádio) de todos os tempos. Trabalhou ainda com  Oscar Varêda e, posteriormente, com Fernando Valente. Criou jargões famosos, como o “Tiro do Dia” e o “Banho do Dia”, depois usados por seu filho, Cesar Bolonha, que, inclusive, seguiu os passos do pai no turfe. Para a Revista JCB, escreveu a coluna “Histórias e Estórias”.

Heitor de Lima e Silva, o eterno Bolonha, faleceu em 1990 e desde então o Jockey Club Brasileiro realiza uma Prova Especial em sua homenagem.

da Redação – Fotos: Internet

Foi usado como base para esta matéria o texto escrito por Cesar de Lima e Silva para a antiga revista Jockey Club Brasileiro.

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