O mais velho do lote, animal dos mais regulares de sua geração, com colocações nas principais provas do país (2º e 3º no Brasil, 2º no Cruzeiro do Sul, 4º no Estado do Rio de Janeiro e Jockey Club Brasileiro), Or Noir colocou um ponto de exclamação em seu belo turf-recford com o êxito na Copa ABCPCC Clássica Matias Machline (G1). A carreira, atração maior do simulcasting deste sábado, 03 de agosto, foi realizada em 2.000 metros, pista de grama leve.
Venâncio Nahid dia após dia mostra porque é o profissional mais vitorioso em atividade no turfe carioca e se aproxima das 3.000 vitórias em seu curriculum repleto de glórias. Wesley da Silva Cardoso é de uma regularidade impressionante e sempre se faz presente nos grandes festivais. O Haras Doce Vale é um dos pilares da criação nacional e a cada geração manda às pistas animais de pedigrees admiráveis e grande poderio locomotor.
Voluntarioso e vindo da milha, Glory Boy foi para a dianteira, mas Noruz apareceu e não lhe deu um segundo para “respirar”. Olympic Ipswich, Or Noir, Agassi, Leviatan, Mañana Poderosa, Garrison e Tanto Riso vinham na sequência. O ritmo era de acordo com a classe dos inscritos e tanto Glory Boy quanto Noruz abriram boa margem para os demais, num train que, certamente cobraria seu preço.
Em plena reta final, Noruz entrou atacando Glory Boy, porém logo os dois começaram a pular no mesmo lugar. Com isso, Agassi e Or Noir surgiram com ótima ação e assumiram o comando da carreira. Agassi deu fila de que resistiria a Or Noir. Entretanto, desta feita, Or Noir mostrou a valentia habitual e conseguiu suplantar seu rival, conseguindo assim a maior conquista de sua ótima campanha. Agassi formou a dupla com Tanto Riso e Leviatan atropelando para serem, na ordem, terceiro e quarto colocados. Glory Boy fechou o placar remunerado.
Treinado no CT Vale do Itajara, em Secretário, por Venâncio Nahid, Or Noir é um 5 anos, filho de Soldier Of Fortune e Années Dorées, por Mensageiro Alado, de criação e propriedade do Haras Doce Vale, de Alfredo Grumser. Na sua quinta vitória, a quarta clássica – GP João Borges Filho (G2), GP Antônio Joaquim Peixoto de Castro (G2) e Clássico Coaraze (L.) – sendo a primeira de G1, Or Noir passou os dois quilômetros em 1min58s524.
por Fernando Lopes/ Foto: Porfírio Menezes / JCSP
