A Tabela de pesos do Pellegrini
Muito se tem falado sobre ajustes na Tabela de pesos da OSAF. Trata-se de uma Tabela muito antiga, aonde os 3 anos ainda não estavam maduros o suficiente para enfrentar os 4 anos e mais.
Hoje, esta Tabela envelheceu, pois uma prova como o GP Carlos Pellegrini corrida em dezembro, ou seja, já na metade da temporada sul-americana, aonde os animais já tem 3 1/2 anos.
A Tabela Argentina (a mesma seguida por Chile, Peru, Uruguai e imposta pela OSAF) estabelece 54 kg para os 3 anos; 60 kg para os 4 anos e 61 kg para os 5 anos e mais. Claro que as fêmeas sempre com 2 kg a menos em cada categoria.
Vamos tomar por exemplo, o GP Carlos Pellegrini, corrido todo ano no mês de dezembro em 2.400 metros:
Essa diferença de 6 kg entre os de 3 e 4 anos e de 7 kg entre os 3 anos e os de 5 anos e mais, encontra-se tecnicamente hoje, totalmente defasada e até mesmo, injusta.
A atual Tabela usada pelo JCB, que foi elaborada fazem cerca de cinco anos atrás em um entendimento com o JCSP e que após diversas reclamações de proprietários, passou a ser re-utilizada à revelia da OSAF, diz o seguinte no mês de dezembro:
Os 3 anos com 53,5 kg e os 4 anos e mais com 58 kg, para uma prova corrida em dezembro em 2.400 metros.
A diferença, de 4,5 Kg é tecnicamente mais correta e atual do que a utilizada pela OSAF, cuja diferença mínima é de 6 kg.
Será que alguém ainda acha que um PSI com 3 1/2 anos não está maduro o suficiente para enfrentar os 4 anos e mais? e ainda por cima com uma diferença desproporcional de peso?
Além disso, o peso de 58 kg para os 4 anos e mais, é muito mais adequado e moderno do que sobrecarregá-los com 60 kg ou 61 kg.
Hoje, com 3 1/2 anos um PSI é muito mais maduro do que há 20 ou mais anos atrás. Alimentação, treinamento, veterinária, manejo, etc., evoluíram bastante. Essa diferença, que deve existir de fato, hoje precisa ser mais estreitada no que se refere ao peso carregado afim de se equilibrar tecnicamente estas diferenças.
A influência dos Argentinos na OSAF, praticamente impondo esta Tabela a todos os membros, me parece ser mais uma questão comercial ao favorecer os 3 anos para que eles possam sempre ganhar e serem exportados, do que propriamente uma defesa técnica do atual estágio de evolução de um potro aos 3 1/2 anos de idade.
Será preciso uma dose extra de muita sorte para se levar um cavalo brasileiro de 4 anos ou mais para correr esta prova.
Abraços a todos do,
JCFP Junior
