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O porque das homenagens (Milton Lodi)

O porque das homenagens (Milton Lodi)

Um turfista para mim até então desconhecido, me perguntou o motivo da homenagem do Jockey Club Brasileiro a Roger Guedon e José Buarque de Macedo, dando os seus nomes a dois grandes prêmios preparatórios das duas provas das tríplices de coroas cariocas. Aí vai a resposta.

Roger Guedon – foi o francês mais brasileiro que eu conheci. Veio para o Brasil para cuidar de uma filial de um grande laboratório francês, que durante o período de 1939 a 1945, quando da 2ª Guerra Mundial, a filial transformou-se na maior força de laboratório internacional. Roger Guedon veio casado da França, e aqui no Brasil nasceram os seus dois filhos, Michel e Felipe. Roger Guedon foi importantíssimo no turfe carioca e brasileiro, e só voltou a França quando tomou conhecimento de doença à época fatal. Foi ótimo proprietário, muito conceituado, e participante de entidades de criadores e proprietários. Guedon era competente e de fino trato.

José Buarque de Macedo – era um homem de muita sorte, e acreditava nela. Era um homem de baixa estatura, muito ativo, e que sabia aproveitar a sua grande e permanente sorte. No turfe, foi o primeiro comprador do Haras Bela Esperança, de José Paulino Nogueira. Entre muitos outros animais daquela procedência foi o feliz proprietário dos bons ganhadores clássicos Garbosa Bruleur, Hamdam, Hellen, Halésia e o primeiro proprietário de Jocosa. Na Argentina, entre outros, foi o proprietário do Seductor, de Sideral e de Filón, que projetaram o nome de José Buarque de Macedo no turfe internacional.

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