Veloz e bem colocado no partidor, Tiro Ao Alvo ganhou o Clássico Eurico Solanés (L.) na partida, quando pulou escapado, galopou sem ser importunado e veio até o disco na frente, com sobras. A prova, uma justa celebração do JCB ao patriarca da família Solanés, foi a maior atração da reunião deste domingo, 30 de setembro, e realizada em 1.500 metros, grama macia, com 12 metros e cerca móvel.
Dada a partida, Tiro Ao Alvo, usando a farda do Haras Verde e Preto, do patrono da carreira, pulou com dois corpos na frente do lote. O ligeiro Bold Retriever não fez questão da dianteira. Pascal Cat, leve e vindo dos mil metros, também não foi. Com isso, Tiro Ao Alvo floreava na frente, economizando fôlego para a hora decisiva. Bold Retriever, Knowledge, Palpite, Pascal Cat, Tieppolo, Espion Noir, Ouro da Serra, Hard Trick, Devil Cat e Energia Guest vinham na sequência.
No momento da decisão, com o “pulmão cheio de ar”, Tiro Ao Alvo mantinha dois corpos de vantagem sobre o lote e sem ser exigido. Quando Marcelo Gonçalves sentiu o tropel dos rivais, abaixou o corpo e convidou seu conduzido. Tiro Ao Alvo correspondeu plenamente e abriu luz para o disco, vencendo com sobras. O sempre regular Knowledge veio para formar a dupla, com Bold Retriever em terceiro. Espion Noir e Energia Guest completaram o placar.
Preparado com esmero por Luiz Esteves no CT Vale do Marmelo, Tiro Ao Alvo é um 5 anos, filho de Roderic O’Connor e Garnd Miss, por War Chant, criado pelo Haras São José do Bom Retiro e que defende as sedas do Stud O Nacional. Na sua quarta vitória, a primeira na esfera nobre, Tiro Ao Alvo parou os cronômetros em 1min29s04.
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por Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli
















